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	<title>Joana Graça, Author at My Otorrino</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
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		<title>“Um compromisso para o futuro”: DÁVI entra na área da Otorrinolaringologia com nova opção terapêutica </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A consolidação de um legado superior a um século na saúde em Portugal serve de trampolim para a expansão estratégica da DÁVI que, em 2026, oficializa a sua entrada no mercado da Otorrinolaringologia. Em entrevista à News Farma, Luísa Nóbrega, Marketing Manager da farmacêutica, partilha as diretrizes desta nova área de negócio e assume o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A consolidação de um legado superior a um século na saúde em Portugal serve de trampolim para a expansão estratégica da DÁVI que, em 2026, oficializa a sua entrada no mercado da Otorrinolaringologia. Em entrevista à News Farma, <strong>Luísa Nóbrega</strong>, <em>Marketing Manager</em> da farmacêutica, partilha as diretrizes desta nova área de negócio e assume o propósito de replicar junto dos especialistas a relação de estreita proximidade que já define a identidade da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DÁVI faz parte da história da Saúde em Portugal há mais de 115 anos. Ao longo deste percurso, construímos uma relação de confiança com profissionais de saúde, instituições e doentes, baseada na proximidade, na credibilidade e no compromisso com soluções terapêuticas que respondam a necessidades reais”, afirma Luísa Nóbrega que, “mais do que comercializar medicamentos”, procura “ser um parceiro dos profissionais de saúde, apoiando a sua prática clínica e contribuindo para melhores resultados para os doentes”. A <em>Marketing Manager</em> da farmacêutica lembra o exemplo da Oftalmologia, área da Saúde em que a marca cresceu “lado a lado com a especialidade, ouvindo os médicos, compreendendo os desafios clínicos e investindo continuamente em soluções relevantes e diferenciadoras”. “Mais de 115 anos depois, continuamos a acreditar que o verdadeiro valor de uma empresa farmacêutica se mede pela confiança que conquista junto dos profissionais de saúde e pelo impacto positivo na vida dos doentes”, remata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada na área da Otorrinolaringologia é descrita por Luísa Nóbrega como o resultado de “uma decisão estratégica muito ponderada”, ancorada numa ligação já existente: “Embora 2026 marque oficialmente o início desta nova área de negócio, a ligação da DÁVI à especialidade não é recente. O Oto-Synalar N, um medicamento bem conhecido dos otorrinolaringologistas portugueses, faz parte do nosso portefólio há vários anos e permitiu um envolvimento cada vez mais próximo a especialidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi precisamente a relevância e notoriedade deste produto junto dos especialistas que nos levou a olhar para a Otorrinolaringologia de uma forma mais estruturada”, explica Luísa Nóbrega, lembrando o mote de uma campanha desenvolvida em 2022 pela DÁVI, “Dê ouvidos à experiência”, que espelhava “a confiança que os profissionais depositam em soluções com provas dadas na prática clínica”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face às necessidades concretas detetadas, a <em>Marketing Manager</em> da DÁVI assegura que a farmacêutica não encara este passo “como um projeto de curto prazo”, mas sim como “um compromisso para o futuro”. “Esta evolução está perfeitamente alinhada com aquilo que sempre fomos enquanto empresa. Ao longo da nossa história procurámos estar presentes em áreas onde pudéssemos gerar valor para os profissionais de saúde e para os doentes. A entrada na Otorrinolaringologia representa precisamente essa continuidade de propósito”, reforça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conquista do novo ecossistema médico será feita de forma gradual, uma vez que, lembra Luísa Nóbrega, “a confiança não se conquista de um dia para o outro”. O elo com a comunidade de Otorrinolaringologia deverá cimentar-se “através da presença, do saber ouvir e da capacidade de responder às necessidades dos profissionais”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Luísa Nóbrega, a premissa é clara: “Pretendemos estar próximos dos médicos e profissionais de saúde, compreender os seus desafios e disponibilizar soluções terapêuticas relevantes, acompanhadas por informação científica rigorosa e apoio contínuo”. Ciente das exigências deste mercado, a DÁVI assume posicionar-se “com humildade, mas também com a experiência de quem sabe que as relações duradouras se constroem através da consistência e do compromisso”. “Queremos que os médicos otorrinolaringologistas sintam que têm na DÁVI um parceiro disponível, próximo e comprometido com a especialidade”, declara.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Otifix®: Resposta eficaz à infeção e inflamação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para marcar o início desta caminhada, a farmacêutica introduz no mercado o Otifix®, um medicamento sujeito a receita médica indicado para o tratamento da otite média aguda com tubos de timpanostomia (OMAT) e da otite externa aguda (OEA) em adultos, adolescentes e crianças. “O Otifix® representa a primeira solução concreta da DÁVI na Otorrinolaringologia e simboliza o início de um compromisso de longo prazo com esta especialidade”, adianta Luísa Nóbrega.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande argumento clínico deste lançamento assenta na combinação de ciprofloxacina e dexametasona, que atuam em simultâneo na infeção e na inflamação. “Nas patologias otológicas de origem infecciosa, a infeção e a inflamação coexistem frequentemente e contribuem em conjunto para a sintomatologia do doente”, pormenoriza. Do ponto de vista prático, “uma abordagem que atua simultaneamente sobre estes dois mecanismos permite tratar a causa infecciosa e, ao mesmo tempo, controlar a resposta inflamatória associada”, traduzindo-se numa “estratégia terapêutica alinhada com a fisiopatologia da doença e com os objetivos de controlo dos sintomas e recuperação do doente”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspeto crucial na escolha do Otifix® prende-se com o perfil de segurança. A administração tópica auricular garante uma ação local direta e uma “exposição sistémica muito reduzida”. Conforme elucida Luísa Nóbrega, “a prática clínica exige soluções eficazes, mas também adequadas aos diferentes perfis de doentes, incluindo a população pediátrica”, na qual o medicamento pode ser utilizado a partir dos 6 meses na OMAT e de 1 ano na OEA. “Naturalmente, a decisão terapêutica cabe sempre ao médico, mas a existência de opções com um perfil de eficácia e segurança bem estabelecido constitui um elemento importante na prática clínica diária”, complementa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fechar a entrevista, Luísa Nóbrega projeta o futuro da empresa na Otorrinolaringologia, antecipando que o novo medicamento “é apenas o início”. “Queremos ouvir, aprender e crescer juntamente com os médicos otorrinolaringologistas, contribuindo para a melhoria contínua dos cuidados prestados aos doentes. Entramos nesta especialidade com entusiasmo, mas sobretudo com sentido de responsabilidade”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte as informações essenciais compatíveis com o resumo das características do medicamento (IECRCM) de <a href="https://myotorrino.pt/wp-content/uploads/2026/06/IECRCM-otifix-V01_03-2026-v-ext.doc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Otifix®</a> e de <a href="https://myotorrino.pt/wp-content/uploads/2026/06/IECRCM-oto-synalar-n-V01_12-2020-v-ext.doc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oto-Synalar N</a> para saber mais sobre o perfil de cada um destes fármacos.</p>
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		<title>Abordagem multidisciplinar: impacto na eficiência clínica e otimização de outcomes</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/abordagem-multidisciplinar-impacto-na-eficiencia-clinica-e-otimizacao-de-outcomes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:04:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A implementação de modelos de trabalho colaborativos tem transformado o prognóstico de doentes com rinossinusite crónica com polipose nasal. Luísa Azevedo, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS Região de Aveiro, onde através de uma consulta multidisciplinar não presencial, são otimizados recursos e personalizados os tratamentos, assegurando cuidados integrados que vão muito além dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A implementação de modelos de trabalho colaborativos tem transformado o prognóstico de doentes com rinossinusite crónica com polipose nasal. <strong>Luísa Azevedo</strong>, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS Região de Aveiro, onde através de uma consulta multidisciplinar não presencial, são otimizados recursos e personalizados os tratamentos, assegurando cuidados integrados que vão muito além dos sintomas localizados. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1194329804?h=cba46e25b0&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Abordagem multidisciplinar: impacto na eficiência clínica e otimização de outcomes"></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">A multidisciplinaridade deixou de ser uma opção para se tornar uma exigência na prática médica moderna. No caso da ULS Região de Aveiro, o modelo adotado assenta numa consulta não presencial que gera vantagens mútuas, promovendo a partilha de conhecimento entre especialistas e garantindo cuidados de excelência. De acordo com a médica, este formato traduz-se em &#8220;melhores resultados, melhores outcomes, maior eficiência clínica e isso só pode trazer vantagens na decisão certa, no momento certo para o doente certo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fazer face à complexidade da inflamação tipo 2, a equipa reúne médicos de Otorrinolaringologia, Imunoalergologia, Pneumologia e Reumatologia, contando ainda com uma integração recente e estratégica. &#8220;Nós incluímos recentemente o farmacêutico e consideramos que é uma grande mais valia&#8221;, explica a especialista, indicando que a presença deste profissional para além de enriquecer a discussão multidisciplinar, facilita o alinhamento com a Comissão de Farmácia e Terapêutica, ajudando a antecipar e a ultrapassar barreiras com a utilização, aprovação e monitorização das terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a evolução das terapêuticas biológicas, a personalização tornou-se a chave para o sucesso clínico, obrigando a olhar para a patologia respiratória de forma global e integrada. A especialista reforça a necessidade de estratificar cada caso e analisar a via respiratória inferior em detalhe para atingir os objetivos terapêuticos, concluindo: &#8220;Temos de ver o doente como um todo. Nós não podemos olhar só para a nossa área, que é a rinosinusite crónica com pólipos nasais, temos que ver todo o iceberg, não apenas a ponta&#8221;, reflete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partilha da especialista decorreu do simpósio da Sanofi, que decorreu durante a 73.º Congresso Nacional da SPORL-CPP, no Porto.</p>
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		<title>Otimização clínica e desafios estruturais na rinossinusite crónica com polipose nasal: o modelo multidisciplinar da ULS São José</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:01:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A articulação precoce entre a Medicina Geral e Familiar e a Medicina diferenciada é o pilar fundamental para mitigar o subdiagnóstico da rinossinusite crónica com polipose nasal. Tiago Velada, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS São José e demonstra de que forma a implementação de circuitos integrados e de consultas multidisciplinares não só [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A articulação precoce entre a Medicina Geral e Familiar e a Medicina diferenciada é o pilar fundamental para mitigar o subdiagnóstico da rinossinusite crónica com polipose nasal. <strong>Tiago Velada</strong>, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS São José e demonstra de que forma a implementação de circuitos integrados e de consultas multidisciplinares não só qualifica o percurso assistencial, como garante uma resposta robusta à natureza sistémica e difusa da inflamação tipo 2. Assista à entrevista.<br></p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1194329185?h=bcfa5f827b&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Otimização clínica e desafios estruturais na rinossinusite crónica com polipose nasal: o modelo multidisciplinar da ULS São José"></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">A eficácia do tratamento inicia-se na primeira linha de atendimento, sendo a capacitação dos cuidados de saúde primários crucial para evitar intervenções empíricas. Tiago Velada destaca que &#8220;uma sensibilização dos colegas da Medicina Geral e Familiar vai proporcionar um diagnóstico mais atempado, com menos tratamentos aleatórios e com menos tratamentos que não serão os mais adequados&#8221;. Com a subsequente referenciação direcionada para equipas hospitalares subespecializadas em Rinologia, o impacto na evolução clínica é imediato, permitindo que &#8220;o doente se sinta bem acompanhado&#8221; e garantindo que os doentes fiquem &#8220;muito mais controlados&#8221;, uma vez que a abordagem não visa apenas a patologia nasal isolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso operacional deste modelo colaborativo reside no envolvimento de profissionais com interesse direcionado na área e competências técnicas partilhadas, evitando circuitos difusos nos serviços gerais. Contudo, a dispersão geográfica constitui o principal obstáculo à eficiência plena, visto que a ULS São José engloba seis hospitais de Lisboa e as especialidades envolvidas encontram-se em localizações distintas, o que exige um esforço acrescido de coordenação inter-hospitalar para assegurar a continuidade e a consistência dos cuidados prestados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para contornar estas barreiras logísticas e espelhar o sucesso de áreas com maior investimento estrutural, como a Oncologia, o especialista preconiza a centralização física dos recursos numa unidade dedicada. Tiago Velada conclui que &#8220;o futuro era criar um sítio, uma clínica, digamos assim, um ambiente único para o doente ser avaliado como um todo&#8221;, sublinhando que a superação definitiva dos entraves de mobilidade traria vantagens substanciais na qualidade de vida dos doentes e na consolidação da avaliação multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partilha da especialista decorreu do simpósio da Sanofi, que decorreu durante a 73.º Congresso Nacional da SPORL-CPP, no Porto.</p>
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		<title>Da cura à qualidade de vida: o verdadeiro desafio no carcinoma da laringe</title>
		<link>https://myotorrino.pt/opiniao/da-cura-a-qualidade-de-vida-o-verdadeiro-desafio-no-carcinoma-da-laringe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 11:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Marques Gomes, interno do último ano de Otorrinolaringologia na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, partilha a sua reflexão sobre como complicações como a fístula faringocutânea podem ter um impacto significativo na função, no bem-estar emocional e no quotidiano do doente. Entre a preservação da voz e a segurança oncológica, aborda a responsabilidade do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pedro Marques Gomes</strong>, interno do último ano de Otorrinolaringologia na Unidade Local de Saúde de Matosinhos, partilha a sua reflexão sobre como complicações como a fístula faringocutânea podem ter um impacto significativo na função, no bem-estar emocional e no quotidiano do doente. Entre a preservação da voz e a segurança oncológica, aborda a responsabilidade do médico no acompanhamento, na prevenção e na gestão das sequelas, bem como a importância de decisões terapêuticas cada vez mais personalizadas e partilhadas. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No carcinoma da laringe, a obtenção de controlo oncológico constitui um objetivo inegociável. Contudo, na doença localmente avançada, em que a laringectomia total permanece, com frequência, a opção terapêutica mais segura, “curar” não esgota a responsabilidade clínica. O desfecho que verdadeiramente importa ao doente — e que deve orientar a prática médica contemporânea — integra a função, a autonomia e a reintegração social. A qualidade de vida não é um epílogo; deve ser considerada parte integrante do tratamento, desde a definição da estratégia terapêutica até ao seguimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as complicações pós-operatórias, a fístula faringocutânea (FFC) assume especial relevância pelo seu impacto clínico e humano. Trata-se de uma comunicação patológica entre a neofaringe e a pele cervical, com extravasamento de saliva e conteúdo alimentar para o exterior. Além de aumentar a morbilidade, prolongar o internamento e exigir cuidados locais intensivos, a FFC condiciona de forma significativa a reintrodução da via oral, atrasa a reabilitação e pode comprometer o início oportuno de terapêuticas adjuvantes quando estas são indicadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FFC pode transformar um pós-operatório expectável num percurso prolongado e desgastante. Adia a recuperação da deglutição, dificulta a adaptação ao traqueostoma e interfere com a reabilitação da comunicação, seja por prótese traqueoesofágica, eletrolaringe ou treino de voz esofágica. O impacto psicológico é, muitas vezes, subestimado: a perceção de “falha” da cicatrização, o constrangimento associado ao odor e ao exsudado, o receio de infeção e a tendência para o isolamento social comprometem o bem-estar e a adesão ao processo de reabilitação. Neste contexto, a FFC é mais do que um evento técnico; é um determinante de qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência clínica disponível reforça que o risco de FFC é multifatorial e depende, em grande medida, da extensão da resseção cirúrgica e da condição do doente. Em séries retrospetivas nacionais tem sido enfatizada a relevância do envolvimento faríngeo pelo tumor, por se associar a defeitos maiores, maior tensão no encerramento da neofaringe e necessidades reconstrutivas mais complexas, aumentando a probabilidade de deiscência e fistulização. Em paralelo, indicadores de fragilidade biológica — como défice nutricional, hipoalbuminemia e anemia — emergem como sinais úteis para identificar doentes com risco acrescido e para orientar uma vigilância mais apertada no pós-operatório precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção efetiva da FFC começa antes do bloco operatório. A avaliação pré-operatória deve integrar estratificação de risco, identificação de défices nutricionais e correção de anemia sempre que clinicamente viável, bem como otimização de comorbilidade. Num doente frequentemente fragilizado por disfagia e perda ponderal, a intervenção nutricional precoce — em articulação com Nutrição clínica e terapia da fala — não é acessória: é terapêutica. O planeamento da via de alimentação (quando indicada), a otimização das necessidades nutricionais e a preparação do doente para o pós-operatório devem ser encarados como medidas de redução de risco e de proteção funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No intraoperatório, a estratégia reconstrutiva deve ser planeada com rigor, antecipando cenários de maior risco, sobretudo quando existe extensão tumoral à faringe. A seleção da técnica de encerramento, a manipulação tecidular atraumática, a minimização de tensão na sutura e a garantia de tecidos bem perfundidos são princípios basilares. Em doentes selecionados, a utilização de reforços com tecido vascularizado pode ser ponderada como medida de proteção, particularmente quando se antecipa risco elevado de deiscência. Estas decisões devem ser ponderadas pelo extensão local da doença, pela qualidade tecidular e pelo perfil global do doente, equilibrando segurança, complexidade e benefício esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No pós-operatório imediato, a vigilância deve ser proativa e estruturada. Alterações do estado local — aumento de exsudado, edema, eritema ou dor desproporcional — associadas a febre, alterações analíticas ou deterioração clínica devem motivar investigação dirigida e atuação precoce. Quando a FFC ocorre, a abordagem deve ser individualizada, ponderando dimensão do defeito, estado dos tecidos, presença de infeção e evolução clínica. Estratégias conservadoras podem ser adequadas em situações selecionadas, sustentadas por controlo de infeção, suporte nutricional, cuidados locais e dieta por sonda nasogástrica ou parentérica em casos seleccionados; noutros casos, a abordagem cirúrgica torna-se necessária para encerrar o defeito e restabelecer condições de cicatrização. Em qualquer cenário, o tempo é determinante: quanto mais cedo se estabiliza a situação, menor tende a ser o impacto no prognóstico, no percurso funcional e emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa sublinhar que a gestão do doente laringectomizado, e mais especificamente do doente com FFC, não se reduz à resolução anatómica da condição patológica. O doente deve ser acompanhado de forma multidisciplinar, com integração precoce de Enfermagem especializada, terapia da fala, Psicologia e, quando necessário, apoio social. A comunicação clínica deve ser clara, empática e orientada por objetivos, explicando o plano terapêutico, os passos de reabilitação e os marcos de recuperação. A decisão terapêutica, desde o diagnóstico do carcinoma da laringe, deve ser partilhada e centrada no doente: muitos valorizam, de forma legítima, a preservação da voz; porém deve ser reforçada que primeira prioridade é sempre a segurança oncológica. O papel do médico é assegurar que as opções são compreendidas, que as expectativas são realistas e que o plano de reabilitação é delineado desde o início, incluindo a prevenção e a gestão de sequelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, no carcinoma da laringe, o verdadeiro desafio situa-se no espaço entre a cura e a vida que se segue. A fístula faringocutânea é um exemplo paradigmático de como uma complicação pós-operatória pode transformar o prognóstico funcional e emocional, exigindo uma medicina tecnicamente exigente e humanamente atenta. Prevenir, reconhecer precocemente e tratar de forma eficaz a FFC é, em última análise, proteger a dignidade do doente: garantir que o sucesso oncológico não é alcançado à custa de uma qualidade de vida evitavelmente comprometida.</p>
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		<title>União Europeia aprova nova opção terapêutica para doentes com rinossinusite crónica com pólipos nasais</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/uniao-europeia-aprova-nova-opcao-terapeutica-para-doentes-com-rinossinusite-cronica-com-polipos-nasais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 16:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova opção terapêutica foi aprovada na União Europeia para o tratamento de adultos com rinossinusite crónica com pólipos nasais (RSCcPN) grave e não controlada, uma doença inflamatória que afeta de forma significativa a qualidade de vida e que, em muitos casos, não responde adequadamente às terapêuticas convencionais. A Comissão Europeia autorizou a utilização de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma nova opção terapêutica foi aprovada na União Europeia para o tratamento de adultos com rinossinusite crónica com pólipos nasais (RSCcPN) grave e não controlada, uma doença inflamatória que afeta de forma significativa a qualidade de vida e que, em muitos casos, não responde adequadamente às terapêuticas convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia autorizou a utilização de tezepelumab como terapêutica adjuvante aos corticosteroides intranasais em doentes adultos com RSCcPN grave que não alcançam um controlo adequado da doença com as opções terapêuticas atualmente disponíveis. Esta decisão segue o parecer positivo do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), baseado nos resultados do ensaio clínico de Fase III WAYPOINT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo avaliou doentes com RSCcPN grave e não controlada e demonstrou uma redução estatisticamente significativa da gravidade dos pólipos nasais e da congestão nasal, em comparação com placebo, sujeito a terapêutica&nbsp;<em>standard of care</em>. Adicionalmente, os resultados evidenciaram uma redução quase total da necessidade de cirurgia e uma diminuição significativa do recurso a corticosteroides sistémicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram apresentados em 2025 nos congressos da<em>&nbsp;American Academy of Allergy, Asthma &amp; Immunology</em>&nbsp;(AAAAI) e da<em>&nbsp;World Allergy Organization</em>&nbsp;(WAO), e publicados simultaneamente no&nbsp;<em>The New England Journal of Medicine</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medicamento é desenvolvido pela AstraZeneca, em colaboração com a Amgen. Segundo Hugo Martinho,&nbsp;<em>Medical &amp; Regulatory Affairs Director&nbsp;</em>da AstraZeneca Portugal, “esta aprovação da Comissão Europeia representa um avanço muito importante no tratamento da rinossinusite crónica com pólipos nasais, uma doença que afeta significativamente a qualidade de vida dos doentes e que muitas vezes não é controlada pelas terapêuticas atualmente disponíveis. Essa aprovação amplia os benefícios de&nbsp;tezepelumab&nbsp;para além da asma grave e reforça o seu mecanismo de ação inovador que tem como alvo a linfopoietina estromal tímica (TSLP), abordando de forma única e inovadora a inflamação com origem no epitélio&#8221;.</p>
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