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	<title>Miguel Castilho, Author at My Otorrino</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
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	<title>Miguel Castilho, Author at My Otorrino</title>
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		<title>Save the date: 4.º Curso Teórico Prático &#8211; Otorrinolaringologia Pediátrica</title>
		<link>https://myotorrino.pt/eventos/save-the-date-4-o-curso-teorico-pratico-otorrinolaringologia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Castilho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 18:41:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 4.º Curso Teórico Prático &#8211; Otorrinolaringologia Pediátrica, que decorre entre os dias 27 e 28 de março no Palacete Gomes Freire, em Lisboa, reunindo profissionais de saúde nacionais e internacionais para debater avanços, desafios e boas práticas no campo da Otorrinolaringologia Pediátrica. O evento conta com a participação de especialistas nacionais, integrando uma programação [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O 4.º Curso Teórico Prático &#8211; Otorrinolaringologia Pediátrica, que decorre entre os dias 27 e 28 de março no Palacete Gomes Freire, em Lisboa, reunindo profissionais de saúde nacionais e internacionais para debater avanços, desafios e boas práticas no campo da Otorrinolaringologia Pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento conta com a participação de especialistas nacionais, integrando uma programação científica diversificada com sessões, partilha de experiências clínicas e workshop sobre “Via área díficil” realizado no Hospital D. Estefânea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais informações <a href="https://4cursototorrinolaringologiapediatrica.pcoveranatura.com/forms/#page_emo_form">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>O impacto silencioso do ruído: 40% dos militares relatam sintomas auditivos</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/o-impacto-silencioso-do-ruido-40-dos-militares-relatam-sintomas-auditivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Castilho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 18:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A exposição repetida ao ruído de tiro pode estar a provocar consequências significativas na saúde auditiva dos militares portugueses. Um estudo indica que 40% dos militares relataram sintomas auditivos imediatos após a exposição ao tiro, como zumbidos, sensação de ouvido tapado ou diminuição temporária da audição. Mais preocupante ainda, quase metade dos inquiridos referiu sintomas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A exposição repetida ao ruído de tiro pode estar a provocar consequências significativas na saúde auditiva dos militares portugueses. Um estudo indica que 40% dos militares relataram sintomas auditivos imediatos após a exposição ao tiro, como zumbidos, sensação de ouvido tapado ou diminuição temporária da audição. Mais preocupante ainda, quase metade dos inquiridos referiu sintomas persistentes a longo prazo, sugerindo possíveis alterações auditivas duradouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou militares da Marinha Portuguesa com historial de exposição regular ao ruído de tiro, recorrendo a questionários específicos sobre hábitos de proteção auditiva, tempo de exposição e sintomas associados à audição. Apesar de quase todos os participantes referirem utilizar proteção auricular durante os treinos, os resultados mostram que essa medida pode não ser suficiente para prevenir danos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as recomendações destacam-se a implementação de rastreios audiológicos regulares, avaliações audiométricas objetivas e programas de vigilância da saúde auditiva adaptados às exigências específicas da atividade militar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda auditiva induzida pelo ruído é reconhecida como um dos principais riscos ocupacionais em contexto militar. Este estudo reforça que, mesmo com medidas preventivas em vigor, os efeitos do ruído de tiro continuam a ser um problema relevante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba tudo sobre o artigo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3107">aqui</a>.</p>
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		<title>ULS de São José avalia o conhecimento dos estudantes universitários sobre a perda auditiva induzida por trauma acústico</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/uls-de-sao-jose-avalia-o-conhecimento-dos-estudantes-universitarios-sobre-a-perda-auditiva-induzida-por-trauma-acustico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Castilho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 18:23:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo conduzido por investigadores da Unidade Local de Saúde de São José, avaliou o conhecimento de estudantes universitários portugueses sobre a perda auditiva induzida por trauma acústico e os sintomas associados à exposição a ambientes sonoros intensos, como discotecas. O trabalho, publicado na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço, recorreu [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo conduzido por investigadores da Unidade Local de Saúde de São José, avaliou o conhecimento de estudantes universitários portugueses sobre a perda auditiva induzida por trauma acústico e os sintomas associados à exposição a ambientes sonoros intensos, como discotecas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho, publicado na <em>Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço</em>, recorreu a um questionário traduzido e adaptado para analisar a frequência de sintomas auditivos após a exposição à música amplificada em contextos recreativos, bem como a perceção dos estudantes relativamente aos riscos do ruído excessivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos 108 estudantes que participaram no estudo, 78% relataram sintomas auditivos como zumbidos (acufenos) ou sensação de ouvidos tapados após frequentarem espaços noturnos, sugerindo exposição a níveis sonoros potencialmente prejudiciais para a audição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de uma maioria dos inquiridos reconhecer que o ruído elevado pode causar danos auditivos, os resultados evidenciam lacunas relevantes no conhecimento sobre a prevenção da perda auditiva e sobre os níveis de intensidade sonora considerados seguros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo revela ainda que 88% dos estudantes defendem a limitação dos níveis sonoros em ambientes recreativos, de forma a reduzir o risco de perda auditiva permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que é fundamental reforçar a educação para a saúde auditiva junto dos jovens adultos, alertando para a necessidade de estratégias de sensibilização e de medidas de saúde pública que promovam hábitos de lazer mais seguros do ponto de vista auditivo.Aceda ao artigo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2206">aqui</a>.</p>
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		<title>A avaliação da deglutição como pilar da abordagem clínica no AVC</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/a-avaliacao-da-degluticao-como-pilar-da-abordagem-clinica-no-avc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Miguel Castilho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 18:20:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“No doente com AVC, a avaliação da deglutição deve ser encarada como parte integrante da abordagem clínica na fase aguda” foi o mote da entrevista à interna Ana Rita Rodrigues, do Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Matosinhos. Como primeira autora do artigo “Impacto clínico e funcional da disfagia orofaríngea pós-acidente vascular cerebral: um estudo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">“No doente com AVC, a avaliação da deglutição deve ser encarada como parte integrante da abordagem clínica na fase aguda” foi o mote da entrevista à interna <strong>Ana Rita Rodrigues</strong>, do Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Matosinhos. Como primeira autora do artigo “Impacto clínico e funcional da disfagia orofaríngea pós-acidente vascular cerebral: um estudo retrospetivo”, publicado na <em>Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço</em>, a interna destacou que “a avaliação instrumental, quando indicada, pode ser determinante para orientar uma intervenção eficaz e prevenir complicações evitáveis”. Confira as declarações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Atendendo à prevalência elevada de disfagia orofaríngea (≈69%), considera que a utilização sistemática da VED poderá estar a revelar casos de disfagia subclínica que, de outra forma, passariam despercebidos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ana Rita Rodrigues (ARR) | </strong>Sim, e essa é, na minha perspetiva, uma das mensagens mais relevantes do estudo. A prevalência de disfagia orofaríngea (DOF) de 69,34% observada na nossa amostra reflete, em parte, a maior sensibilidade de uma avaliação instrumental como a videoendoscopia da deglutição (VED) para detetar alterações que podem ser pouco evidentes na observação clínica isolada. A VED permite identificar resíduos faríngeos, atraso do reflexo de deglutição e episódios de penetração ou aspiração silenciosa, que poderiam passar despercebidos sem este tipo de avaliação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, os achados da VED devem ser sempre interpretados no contexto clínico global do doente, integrando a avaliação funcional e o impacto prático na segurança e eficácia da deglutição. Apesar do possível viés de seleção, os resultados reforçam a utilidade da VED na identificação de DOF em doentes com maior risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Relativamente ao agravamento do mRS em 0,5 pontos, na sua perspetiva clínica, este aumento traduz-se em diferenças funcionais clinicamente significativas para o doente e para o planeamento da reabilitação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ARR |</strong> Na prática clínica, pequenas variações no <em>modified Rankin Scale</em> (mRS) podem traduzir diferenças funcionais relevantes. Embora aparentemente modesto, um agravamento médio de 0,5 pontos pode corresponder a alterações reais na autonomia do doente, na necessidade de apoio de terceiros e no tipo de recursos de reabilitação necessários. Estes dados são consistentes com a noção de que a DOF não é apenas um sintoma associado, mas um marcador de maior complexidade clínica e de maior vulnerabilidade funcional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O estudo mostra uma associação clara entre DOF e maior institucionalização ou mortalidade. Acredita que a intervenção mais precoce na disfagia poderia modificar estes desfechos e, se sim, em que momento ideal após o AVC?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ARR |</strong> A evidência sugere que sim. A DOF associa-se a complicações potencialmente preveníveis, como pneumonia de aspiração, desnutrição e desidratação, que contribuem para maior mortalidade e necessidade de institucionalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealmente, a abordagem deve iniciar-se com um teste de rastreio da deglutição nas primeiras 24 horas após o AVC, antes de qualquer aporte oral ou administração de medicação por via oral. Nos doentes com suspeita de DOF ou maior risco, a avaliação instrumental deve ser considerada, preferencialmente nos primeiros 7 dias, já integrada numa abordagem multidisciplinar, com avaliação e orientação da terapia da fala ou enfermagem de reabilitação. Esta estratégia precoce permite adaptar de forma segura a via alimentar e implementar estratégias terapêuticas, reduzindo o risco de complicações. A VED apresenta ainda a vantagem de poder ser realizada à cabeceira, o que é particularmente relevante em doentes agudos ou com limitações de mobilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | &nbsp;Considerando a conclusão sobre o potencial custo-efetivo da VED, que argumentos ou dados adicionais seriam necessários para apoiar a sua implementação sistemática nos protocolos hospitalares pós-AVC?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ARR | </strong>Para sustentar uma implementação sistemática nos protocolos pós-AVC, os argumentos mais robustos deverão conjugar benefício clínico mensurável, impacto económico e viabilidade operacional. Nesse sentido, seriam importantes estudos prospetivos, idealmente multicêntricos, com análises de custo-efetividade que incluam custos de internamento, antibioterapia, exames complementares, dias em unidades de reabilitação e readmissões hospitalares. Dados que demonstrem redução da incidência de pneumonia de aspiração e otimização de recursos reforçariam a integração da VED nos protocolos pós-AVC, particularmente num modelo dirigido a doentes selecionados de maior risco. Paralelamente, é fundamental a definição de modelos de integração com equipas multidisciplinares, com critérios claros de referenciação e timing. Na prática, uma estratégia exequível passa por uma implementação faseada, com rastreio universal e VED dirigida a doentes com suspeita clínica ou alto risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual a mensagem que gostaria de deixar relativamente à importância da DOF após o AVC?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ARR |</strong> A DOF pós-AVC é uma condição frequente e subvalorizada na prática clínica, com impacto significativo no prognóstico clínico e funcional. Associa-se a complicações respiratórias, necessidade de via alimentar alternativa e maior dependência funcional, influenciando diretamente a evolução clínica e os desfechos à alta. A mensagem principal é que, no doente com AVC, a avaliação da deglutição deve ser encarada como parte integrante da abordagem clínica na fase aguda. A avaliação instrumental, quando indicada, pode ser decisiva para orientar uma intervenção eficaz e prevenir complicações evitáveis. &nbsp;Leia o estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3086">aqui</a>.</p>
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