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	<title>Sandra Muralha, Author at My Otorrino</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Jul 2026 08:45:22 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sandra Muralha, Author at My Otorrino</title>
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		<title>ESSD 2026 apresenta pré-cursos especializados em disfagia</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/essd-2026-apresenta-pre-cursos-especializados-em-disfagia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A organização do congresso internacional da European Society for Swallowing Disorders (ESSD) anunciou um conjunto abrangente de pré-cursos destinados a profissionais de saúde interessados na área da disfagia. Estes cursos, que antecedem o congresso principal, visam reforçar competências clínicas e promover a atualização científica através de formação prática e baseada em evidência. Entre as dez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A organização do congresso internacional da <a href="https://essd.org/essd-16th-annual-congress/"><em>European Society for Swallowing Disorders </em></a><a href="https://essd.org/essd-16th-annual-congress/">(ESSD)</a> anunciou um conjunto abrangente de pré-cursos destinados a profissionais de saúde interessados na área da disfagia. Estes cursos, que antecedem o congresso principal, visam reforçar competências clínicas e promover a atualização científica através de formação prática e baseada em evidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as dez formações disponíveis, destacam-se cursos focados em áreas específicas como a avaliação endoscópica da deglutição, estudos videofluoroscópicos, gestão de traqueostomia e manometria de alta resolução. A programação inclui ainda workshops dedicados à disfagia pediátrica, utilização de ultrassons, nutrição associada à disfagia e abordagens clínicas para populações geriátricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a organização, os pré-cursos combinam conteúdos teóricos com atividades práticas e discussão de casos clínicos, proporcionando uma aprendizagem aprofundada e multidisciplinar. Estes programas destinam-se a profissionais de saúde envolvidos na avaliação e tratamento de distúrbios da deglutição, incluindo médicos, terapeutas da fala e outros especialistas da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre os cursos <a href="https://essd2026.org/pre-courses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Perda auditiva afeta perceção, mas não reduz prazer pela música</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/perda-auditiva-afeta-percecao-mas-nao-reduz-prazer-pela-musica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional vem lançar luz sobre a forma como pessoas com perda auditiva experienciam a música, sugerindo que fatores como o treino musical e a idade podem ter um impacto mais significativo do que a própria condição auditiva. A investigação, publicada no Otolaryngology–Head and Neck Surgery,&#160; analisou 201 adultos com diferentes perfis auditivos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo internacional vem lançar luz sobre a forma como pessoas com perda auditiva experienciam a música, sugerindo que fatores como o treino musical e a idade podem ter um impacto mais significativo do que a própria condição auditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, publicada no <em>Otolaryngology–Head and Neck Surgery</em>,&nbsp; analisou 201 adultos com diferentes perfis auditivos, incluindo indivíduos com audição normal, pessoas com perda auditiva sem apoio, utilizadores de aparelhos auditivos e portadores de implantes cocleares. A amostra apresentou uma idade média de 61,3 anos, sendo 55,2% dos participantes do sexo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que a condição auditiva influencia diretamente a perceção musical. Em particular, os utilizadores de implantes cocleares registaram níveis significativamente mais baixos de habilidades perceptivas, com uma média ajustada de 33,1 pontos, em comparação com valores entre 38,6 e 42,9 nos restantes grupos (diferenças estatisticamente significativas com p &lt; 0,01).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o estudo destaca que esta limitação na perceção não se traduz necessariamente numa menor ligação à música. Pelo contrário, fatores não auditivos revelaram-se mais determinantes para o envolvimento e a recompensa musical. O treino musical, por exemplo, demonstrou um impacto expressivo: um aumento de um desvio padrão (equivalente a 10,1 pontos) esteve associado a mais 3,1 pontos nas capacidades perceptivas, bem como a um acréscimo de 21,7 dias de escuta musical por ano e 32,3 dias adicionais de participação em atividades musicais. Além disso, verificou-se um aumento de 3,1 pontos na perceção de recompensa musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que, embora a perda auditiva afete a perceção musical, não impede necessariamente o prazer e o envolvimento com a música, mesmo entre utilizadores de implantes cocleares. Estes dados reforçam a importância de fatores comportamentais e modificáveis, como o treino musical, na melhoria da experiência musical de pessoas com limitações auditivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://aao-hnsfjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ohn.70340" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Inteligência artificial prevê complicações após cirurgia ao cancro da língua com elevada precisão</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/inteligencia-artificial-preve-complicacoes-apos-cirurgia-ao-cancro-da-lingua-com-elevada-precisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional publicado no JAMA Otolaryngology–Head &#38; Neck Surgery demonstrou que modelos de inteligência artificial podem prever com grande fiabilidade as complicações pós-operatórias em doentes submetidos a cirurgia ao cancro da língua, uma área tradicionalmente marcada por riscos elevados e limitada capacidade de previsão individualizada. A investigação analisou dados de 8.266 adultos submetidos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo internacional publicado no <em>JAMA Otolaryngology–Head &amp; Neck Surgery </em>demonstrou que modelos de inteligência artificial podem prever com grande fiabilidade as complicações pós-operatórias em doentes submetidos a cirurgia ao cancro da língua, uma área tradicionalmente marcada por riscos elevados e limitada capacidade de previsão individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados de 8.266 adultos submetidos a glossectomia entre 2008 e 2024, com base numa base de dados que abrange mais de 700 hospitais, maioritariamente nos Estados Unidos. A idade mediana dos doentes foi de 63 anos, sendo 59,2% do sexo masculino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, no período de 30 dias após a cirurgia: 17,3% dos doentes sofreram algum tipo de complicação, sendo que 14,5% registaram complicações graves. Houve 8,6% dos doentes que necessitaram de reoperação não planeada e 6,6% tiveram hemorragias com necessidade de transfusão. Além disso, 6,2% desenvolveram infeção no local cirúrgico e 3,2% contraíram pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhorar a previsão destes riscos, os investigadores desenvolveram o PRO-TONGUE, uma nova ferramenta baseada em aprendizagem automática (machine learning), capaz de fornecer estimativas de risco personalizadas antes da cirurgia. Foram utilizados 31 fatores clínicos pré-operatórios para treinar vários modelos, incluindo redes neuronais, XGBoost e LightGBM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais avanços, destaca-se a capacidade do modelo em prever hemorragias com necessidade de transfusão com uma precisão muito elevada (área sob a curva ROC entre 0,88 e 0,90).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os modelos mais eficazes variaram consoante o tipo de complicação. O XGBoost destacou-se na previsão de hemorragias e complicações graves, enquanto que o LightGBM apresentou melhor desempenho na previsão de infeções, pneumonia e reoperações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, o desempenho global dos modelos de inteligência artificial foi comparável, e em alguns casos superior, ao das ferramentas clínicas atualmente utilizadas, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada e segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos procedimentos analisados correspondeu a glossectomias parciais (74,2%), seguidas de excisões menores (15,4%), cirurgias compostas/estendidas (9,5%) e glossectomias totais (4,1%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a utilização de inteligência artificial pode melhorar significativamente o planeamento cirúrgico e a tomada de decisão clínica, embora sublinhem a necessidade de validação adicional em diferentes populações antes da implementação generalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaotolaryngology/article-abstract/2850119#xd_co_f=N2EzODQ1NDQtMTlkNi00NDAwLWFiMjAtMGNhOThkZDYyY2U1~" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Save the date: Otoneuro 2026 ocorre em outubro</title>
		<link>https://myotorrino.pt/eventos/save-the-date-otoneuro-2026-ocorre-em-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:27:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Congresso Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia (APO) realiza mais uma edição do Otoneuro, nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, no Hotel MH Peniche, reunindo especialistas nacionais para discutir os mais recentes avanços na área. Dirigido a profissionais de saúde, o encontro pretende promover a atualização científica e a partilha de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Congresso Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia (APO) realiza mais uma edição do Otoneuro, nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, no Hotel MH Peniche, reunindo especialistas nacionais para discutir os mais recentes avanços na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido a profissionais de saúde, o encontro pretende promover a atualização científica e a partilha de boas práticas clínicas, através de um programa que inclui palestras, debates e momentos de networking entre pares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontra-se atualmente aberta a submissão de abstracts, promovendo a participação ativa da comunidade científica e a divulgação de investigação na área da Otoneurologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://diventos.eventkey.pt/geral/detalheeventos.aspx?cod=1705" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença. A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional através da escala <em>Functional Outcomes of Sleep Questionnaire-30</em>. Foram ainda considerados indicadores clínicos e sintomáticos como o índice de massa corporal (IMC), perímetro cervical (PC), índice de apneia/hipopneia (IAH), a escala de sonolência de Epworth (ESS) e a escala visual analógica da roncopatia (VAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra incluiu 64 doentes, dos quais 69% (n=44) eram do sexo masculino. A maioria (81%; n=52) apresentava SAOS ligeira a moderada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram uma correlação negativa estatisticamente significativa entre o FOSQ-30 e a ESS (r = -0,673; p&lt;0,001), indicando que níveis mais elevados de sonolência diurna estão associados a pior funcionamento diário. Também a intensidade da roncopatia, medida pela VAS, mostrou uma correlação negativa com o impacto funcional (r = -0,280; p=0,025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, não se observaram correlações estatisticamente significativas entre o FOSQ-30 e o IMC, o perímetro cervical ou o índice de apneia/hipopneia. Da mesma forma, não houve diferenças relevantes no impacto funcional entre doentes com SAOS ligeira, moderada ou grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os sintomas percecionados pelos doentes, em particular a sonolência diurna e o ressonar, são determinantes para o impacto da SAOS na qualidade de vida, independentemente da gravidade medida por exames do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados sublinham a necessidade de integrar escalas funcionais e sintomáticas na prática clínica, permitindo uma abordagem mais centrada no doente e uma melhor compreensão do verdadeiro impacto da doença no quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3102" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado. A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de de Coimbra Francisco Gentil, ULS do Algarve, ULS de Gaia e Espinho, ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro), e incluiu 150 doentes, dos quais 94,7% eram homens e 91,3% tinham entre 50 e 79 anos. O perfil clínico revela uma forte associação a fatores de risco clássicos: 92,0% eram fumadores e 83,1% apresentavam consumo excessivo de álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia terapêutica mais utilizada foi a terapêutica sistémica combinada com radioterapia (81,3%), enquanto que a cirurgia foi realizada em 17,3% dos doentes e apenas 13,3% receberam radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante um seguimento mediano de 12 meses, os dados mostram uma utilização intensiva de recursos: mais de 89% dos doentes recorreram a consultas e exames, 74,5% foram hospitalizados e 37,6% recorreram ao serviço de urgência. Apesar da carga sintomática significativa, o recurso a cuidados paliativos especializados foi mais limitado, incluindo 85,2% com suporte nutricional, 16,1% com apoio psicológico e 8,7% com intervenção em fonoaudiologia. A utilização de recursos foi particularmente elevada durante a fase ativa de tratamento, diminuindo após a sua conclusão ou interrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista económico, o estudo revela que o custo médio global anual por doente foi de 7.706 euros (intervalo interquartil: 3.775,8 – 20.784,8 euros). Os principais determinantes de custo foram a terapêutica sistémica associada à radioterapia, as hospitalizações, as consultas e os exames de imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que o TRACE2 constitui a primeira caracterização abrangente em Portugal do tratamento do CECP-LA em contexto real, evidenciando não só o peso clínico da doença, mas também o seu impacto económico. Perante a elevada proporção de diagnósticos em fase avançada, os resultados reforçam a necessidade de melhorar estratégias de diagnóstico precoce, otimizar os protocolos de seguimento e promover uma gestão mais eficiente dos recursos de saúde. O objetivo final passa por melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida destes doentes, garantindo simultaneamente a sustentabilidade do sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42294288/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Berlim recebe Euro ENT 2026</title>
		<link>https://myotorrino.pt/eventos/berlim-recebe-euro-ent-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:35:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Berlim, na Alemanha, acolhe a Euro ENT 2026, um congresso internacional dedicado às áreas de Otologia, Rinologia e Laringologia, reunindo especialistas de todo o mundo para discutir os mais recentes avanços em diagnóstico, cirurgia e inovação em Otorrinolaringologia. O evento ocorre de 14 a 16 de julho de 2026 e integra a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cidade de Berlim, na Alemanha, acolhe a Euro ENT 2026, um congresso internacional dedicado às áreas de Otologia, Rinologia e Laringologia, reunindo especialistas de todo o mundo para discutir os mais recentes avanços em diagnóstico, cirurgia e inovação em Otorrinolaringologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorre de 14 a 16 de julho de 2026 e integra a série de encontros científicos organizados pela <em>Times Scientific Group</em>, que tem vindo a promover plataformas globais de partilha de conhecimento nesta área da saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://www.timesscientificgroup.com/events/otology-rhinology-laryngology-2026" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Acumulação de resíduos faríngeos ocorre em 52% dos doentes com SAOS</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/acumulacao-de-residuos-faringeos-ocorre-em-52-dos-doentes-com-saos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A síndrome da apneia obstrutiva do sono pode estar associada a alterações relevantes na função de deglutição, segundo um estudo caso-controlo publicado na Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que aponta para uma elevada prevalência de acumulação de resíduos faríngeos nesta população. A investigação avaliou 50 participantes (25 com SAOS moderada a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A síndrome da apneia obstrutiva do sono pode estar associada a alterações relevantes na função de deglutição, segundo um estudo caso-controlo publicado na Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que aponta para uma elevada prevalência de acumulação de resíduos faríngeos nesta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação avaliou 50 participantes (25 com SAOS moderada a grave e 25 controlos), recorrendo a endoscopia da deglutição por fibra ótica, Escala de Severidade e Resultado da Disfagia (DOSS) e do Índice de Incapacidade da Disfagia (DHI).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que 60% dos doentes com SAOS apresentavam alterações da deglutição, comparativamente a 28% nos controlos (p = 0,023), sugerindo uma diferença significativa entre os grupos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as alterações observadas, destaca-se a acumulação de resíduos faríngeos, presente em 52% dos doentes com SAOS, face a 24% nos controlos (p = 0,041). Outros achados incluíram escape posterior prematuro, embora sem diferença estatisticamente significativa (12% vs. 4%; p = 0,297)&nbsp; .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também o impacto na qualidade de vida foi maior no grupo SAOS, com scores DHI significativamente mais elevados (p = 0,024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identifica ainda a percentagem de tempo com saturação de oxigénio abaixo de 90% (T90) como preditor negativo da gravidade dos distúrbios de deglutição, sugerindo uma possível ligação entre hipóxia intermitente e disfunção da deglutição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que as alterações da deglutição são frequentes na SAOS e frequentemente subvalorizadas. Estes resultados reforçam a importância de avaliar a função de deglutição em doentes com SAOS, especialmente naqueles com formas moderadas a graves da doença, integrando uma abordagem multidisciplinar que inclua também a vigilância de alterações associadas à Disfagia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao papper <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3123" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>DCR endoscópica demonstra elevada eficácia e identifica fator associado a melhor prognóstico</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/dcr-endoscopica-demonstra-elevada-eficacia-e-identifica-fator-associado-a-melhor-prognostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dacriocistorrinostomia (DCR) endoscópica primária com corticoterapia ocular apresenta uma taxa de sucesso elevada e consistente aos seis meses, segundo um estudo retrospetivo publicado no Journal of the Spanish Society of Otolaryngology. A investigação analisou também possíveis fatores preditores de patência pós-operatória, destacando um achado clínico relevante para a prática oftalmológica e otorrinolaringológica. O estudo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A dacriocistorrinostomia (DCR) endoscópica primária com corticoterapia ocular apresenta uma taxa de sucesso elevada e consistente aos seis meses, segundo um estudo retrospetivo publicado no <em>Journal of the Spanish Society of Otolaryngology</em>. A investigação analisou também possíveis fatores preditores de patência pós-operatória, destacando um achado clínico relevante para a prática oftalmológica e otorrinolaringológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 70 procedimentos realizados entre 2013 e 2023 em doentes com idade igual ou superior a 18 anos. A taxa global de sucesso da cirurgia foi de 83%, confirmando a eficácia da abordagem endoscópica na resolução da obstrução do ducto nasolacrimal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recorrendo a um modelo de regressão logística, os investigadores avaliaram variáveis potencialmente associadas ao sucesso cirúrgico. Entre os fatores analisados, apenas o uso de colírios de corticóide no pós-operatório demonstrou associação estatisticamente significativa com a manutenção da patência aos seis meses, com um odds ratio de 4,56 (IC 95%: 1,39–15,02). Ou seja, os doentes sob corticoterapia tópica ocular tiveram uma probabilidade significativamente maior de manter o ducto funcional após a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que a DCR endoscópica é uma técnica eficaz e minimamente invasiva para o tratamento de obstruções do sistema nasolacrimal, sublinhando o potencial papel da corticoterapia tópica como fator adjuvante no sucesso cirúrgico. Ainda assim, reforçam a necessidade de estudos prospetivos para validar estes resultados e esclarecer mecanismos subjacentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3128" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Como é que o cérebro se reorganiza em caso de surdez congénita?</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/como-e-que-o-cerebro-se-reorganiza-em-caso-de-surdez-congenita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:29:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Joana Sayal e Zohar Tal, investigadoras do Proaction Lab da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, são autoras do estudo “The Neural Organization of Visual Information in the Auditory Cortex of the Congenitally Deaf”. Nesta entrevista, as especialistas abordam a neuroplasticidade em casos de surdez congénita, explicando como o cérebro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Sayal e Zohar Tal</strong>, investigadoras do Proaction Lab da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, são autoras do estudo “The Neural Organization of Visual Information in the Auditory Cortex of the Congenitally Deaf”. Nesta entrevista, as especialistas abordam a neuroplasticidade em casos de surdez congénita, explicando como o cérebro se reorganiza na ausência de <em>input </em>auditivo desde o nascimento e quais as suas implicações na variabilidade dos resultados clínicos em intervenções como os implantes cocleares. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Quais são os principais resultados deste estudo que gostariam de salientar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Sayal e Zohar Tal&nbsp; (JS e ZT) | </strong>Este estudo baseia-se no fenómeno da neuroplasticidade &#8211; a capacidade do cérebro&nbsp; reorganizar-se ao longo da vida &#8211; nomeadamente quando existe privação de um sentido&nbsp; desde o nascimento, que é o caso da surdez congénita. A literatura científica indica-nos que&nbsp; na surdez congénita, o córtex auditivo (responsável pelo processamento som) pode ser&nbsp; recrutado para processar informação visual (plasticidade intermodal). Neste estudo,&nbsp; utilizámos ressonância magnética funcional para analisar de que forma é que esta informação&nbsp; visual está representada no córtex auditivo de indivíduos com surdez congénita, e se partilha&nbsp; os mesmos princípios de organização que a informação visual no córtex visual, ou seja, uma&nbsp; organização retinotópica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verificámos que, para além da ativação neuronal (como descrito em estudos anteriores), o&nbsp; córtex auditivo dos indivíduos com surdez congénita revelou predominantemente sinais&nbsp; BOLD negativos durante a tarefa visual, geralmente associados a processos de desativação.&nbsp; Este resultado sugere que a informação visual pode ser representada nestas áreas do&nbsp; cérebro através de mecanismos mais complexos do que sabíamos anteriormente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como é que esta reorganização do córtex auditivo pode afetar os resultados obtidos &nbsp;com implantes cocleares, especialmente quando a intervenção ocorre mais tarde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JS e ZT | </strong>Os resultados após a implantação coclear, particularmente em casos de surdez congénita ou&nbsp; de longa duração, apresentam uma variabilidade substancial, e as razões para essa &nbsp;variabilidade ainda não são totalmente compreendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fatores amplamente discutidos é a plasticidade intermodal no córtex auditivo. No &nbsp;entanto, o seu papel continua a ser debatido. Alguns estudos sugerem que o recrutamento &nbsp;de áreas auditivas pela visão pode interferir com o processamento auditivo posterior e prever &nbsp;piores resultados, enquanto outros indicam que esta reorganização não tem necessariamente &nbsp;um impacto negativo, podendo até refletir a preservação da capacidade funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os nossos resultados procuram contribuir para este debate, sugerindo que, para caracterizar &nbsp;melhor a plasticidade multimodal, é importante considerar não apenas a ativação no córtex &nbsp;auditivo, mas também os padrões de desativação &#8211; e o equilíbrio entre ambos. A consideração &nbsp;destas duas componentes pode proporcionar uma visão mais completa do funcionamento do &nbsp;córtex auditivo no momento da implantação e poderá ajudar a melhorar a compreensão da &nbsp;variabilidade observada nos resultados dos implantes cocleares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Atendendo a reorganização sensorial, existe uma janela crítica para intervenção &nbsp;auditiva na surdez congénita? Que implicações práticas isto tem para a atuação do &nbsp;otorrinolaringologista ou dos audiologistas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JS e ZT | </strong>A literatura fornece evidência sólida da existência de períodos sensíveis ou críticos no &nbsp;desenvolvimento auditivo, estando a intervenção precoce, de um modo geral, associada a &nbsp;melhores resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, no nosso estudo, não observámos uma relação clara entre a magnitude da &nbsp;desativação no córtex auditivo e fatores como os anos de surdez ou o historial de utilização &nbsp;de aparelhos auditivos. É importante salientar que a nossa amostra era relativamente &nbsp;pequena, o que limita a robustez desta conclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalhos futuros com amostras maiores e mais diversificadas serão importantes para &nbsp;compreender melhor de que forma as diferenças individuais na experiência sensorial se &nbsp;relacionam com a organização cerebral. Neste contexto, recebemos recentemente &nbsp;financiamento para um projeto que irá examinar especificamente a relação entre a &nbsp;reorganização multimodal e a preservação da organização funcional no córtex auditivo em &nbsp;diferentes populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |</strong> <strong>Qual a mensagem que gostariam de deixar à comunidade médica relativamente aos &nbsp;resultados deste estudo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JS e ZT | </strong>Uma mensagem central do nosso estudo é que a plasticidade intermodal não deve ser&nbsp; encarada de forma simplista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mostramos que o córtex auditivo pode representar informação visual não apenas através de&nbsp; um aumento da atividade neuronal, mas também por meio de diminuição da atividade que&nbsp; pode, ainda assim, transportar informação relevante. Ou seja, a ausência de ativação não&nbsp; implica necessariamente ausência de função.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consideração conjunta da ativação e da desativação pode proporcionar uma compreensão&nbsp; mais completa de como o cérebro se reorganiza, podendo também ajudar na interpretação&nbsp; da variabilidade dos resultados clínicos e, potencialmente, na melhoria da sua previsão.</p>
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