<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Atualidade Archives - My Otorrino</title>
	<atom:link href="https://myotorrino.pt/category/atualidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://myotorrino.pt/category/atualidade/</link>
	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 08:26:05 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.1</generator>

<image>
	<url>https://myotorrino.pt/wp-content/uploads/2025/10/Otorrino-150x150.png</url>
	<title>Atualidade Archives - My Otorrino</title>
	<link>https://myotorrino.pt/category/atualidade/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214434</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença. A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/">Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional através da escala <em>Functional Outcomes of Sleep Questionnaire-30</em>. Foram ainda considerados indicadores clínicos e sintomáticos como o índice de massa corporal (IMC), perímetro cervical (PC), índice de apneia/hipopneia (IAH), a escala de sonolência de Epworth (ESS) e a escala visual analógica da roncopatia (VAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra incluiu 64 doentes, dos quais 69% (n=44) eram do sexo masculino. A maioria (81%; n=52) apresentava SAOS ligeira a moderada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram uma correlação negativa estatisticamente significativa entre o FOSQ-30 e a ESS (r = -0,673; p&lt;0,001), indicando que níveis mais elevados de sonolência diurna estão associados a pior funcionamento diário. Também a intensidade da roncopatia, medida pela VAS, mostrou uma correlação negativa com o impacto funcional (r = -0,280; p=0,025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, não se observaram correlações estatisticamente significativas entre o FOSQ-30 e o IMC, o perímetro cervical ou o índice de apneia/hipopneia. Da mesma forma, não houve diferenças relevantes no impacto funcional entre doentes com SAOS ligeira, moderada ou grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os sintomas percecionados pelos doentes, em particular a sonolência diurna e o ressonar, são determinantes para o impacto da SAOS na qualidade de vida, independentemente da gravidade medida por exames do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados sublinham a necessidade de integrar escalas funcionais e sintomáticas na prática clínica, permitindo uma abordagem mais centrada no doente e uma melhor compreensão do verdadeiro impacto da doença no quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3102" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/">Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214431</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado. A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/">TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de de Coimbra Francisco Gentil, ULS do Algarve, ULS de Gaia e Espinho, ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro), e incluiu 150 doentes, dos quais 94,7% eram homens e 91,3% tinham entre 50 e 79 anos. O perfil clínico revela uma forte associação a fatores de risco clássicos: 92,0% eram fumadores e 83,1% apresentavam consumo excessivo de álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia terapêutica mais utilizada foi a terapêutica sistémica combinada com radioterapia (81,3%), enquanto que a cirurgia foi realizada em 17,3% dos doentes e apenas 13,3% receberam radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante um seguimento mediano de 12 meses, os dados mostram uma utilização intensiva de recursos: mais de 89% dos doentes recorreram a consultas e exames, 74,5% foram hospitalizados e 37,6% recorreram ao serviço de urgência. Apesar da carga sintomática significativa, o recurso a cuidados paliativos especializados foi mais limitado, incluindo 85,2% com suporte nutricional, 16,1% com apoio psicológico e 8,7% com intervenção em fonoaudiologia. A utilização de recursos foi particularmente elevada durante a fase ativa de tratamento, diminuindo após a sua conclusão ou interrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista económico, o estudo revela que o custo médio global anual por doente foi de 7.706 euros (intervalo interquartil: 3.775,8 – 20.784,8 euros). Os principais determinantes de custo foram a terapêutica sistémica associada à radioterapia, as hospitalizações, as consultas e os exames de imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que o TRACE2 constitui a primeira caracterização abrangente em Portugal do tratamento do CECP-LA em contexto real, evidenciando não só o peso clínico da doença, mas também o seu impacto económico. Perante a elevada proporção de diagnósticos em fase avançada, os resultados reforçam a necessidade de melhorar estratégias de diagnóstico precoce, otimizar os protocolos de seguimento e promover uma gestão mais eficiente dos recursos de saúde. O objetivo final passa por melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida destes doentes, garantindo simultaneamente a sustentabilidade do sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42294288/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/">TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DISE: Otimização terapêutica e precisão cirúrgica na SAOS</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/dise-otimizacao-terapeutica-e-precisao-cirurgica-na-saos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:37:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214397</guid>

					<description><![CDATA[<p>No 73.º Congresso Nacional da SPORL, a intervenção da especialista em Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Lisboa, Margarida Bento, centrou-se sobretudo no papel da DISE (drug-induced sleep endoscopy) na avaliação e planeamento cirúrgico da roncopatia e síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), com enfoque na identificação dos locais de colapso da via aérea e na [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/dise-otimizacao-terapeutica-e-precisao-cirurgica-na-saos/">DISE: Otimização terapêutica e precisão cirúrgica na SAOS</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No 73.º Congresso Nacional da SPORL, a intervenção da especialista em Otorrinolaringologia do Hospital Lusíadas Lisboa, <strong>Margarida Bento</strong>, centrou-se sobretudo no papel da DISE (<em>drug-induced sleep endoscopy</em>) na avaliação e planeamento cirúrgico da roncopatia e síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), com enfoque na identificação dos locais de colapso da via aérea e na personalização da abordagem cirúrgica. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="DISE: uma ferramenta para cirurgias mais dirigidas e personalizadas na obstrução da via aérea" src="https://player.vimeo.com/video/1194329803?h=65701be886&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista destacou a importância crescente da técnica, referindo que trata-se de um procedimento que ajuda a “identificar colapsos e situações de obstrução na via aérea”, o que permite “indicar cirurgias mais dirigidas ao local de obstrução”. Neste sentido, Margarida Bento reforçou que o objetivo não é apenas diagnosticar, mas otimizar decisões terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão, a otorrinolaringologista abordou também a aplicação da DISE em diferentes faixas etárias, referindo “tanto na criança como no adulto”, bem como “as diferenças entre os sistemas de classificação e algumas especificidades, como locais de obstrução”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista detalhou que o debate incluiu as principais áreas anatómicas envolvidas nas indicações cirúrgicas, nomeadamente: “A nível da base da língua, a nível nasal, não esquecendo, obviamente, a parte da faringe e epiglote”. Esta abordagem reforça a necessidade de uma avaliação global e segmentada da via aérea superior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da sua intervenção prendeu-se com a seleção ideal do tipo de cirurgia. Margarida Bento destacou que a DISE é fundamental “na identificação de doentes mais favoráveis para uma ou outra técnica cirúrgica”, com impacto direto na personalização do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Margarida Bento, a técnica é útil “para evitar cirurgias desnecessárias, mas também para dar uma segunda opção a doentes onde o CPAP realmente tem uma falha na sua aplicação”, situação que pode ocorrer “até 80% dos casos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No conjunto, a mensagem transmitida pela especialista é clara: a DISE surge como uma ferramenta decisiva na estratificação dos doentes com SAOS, permitindo melhorar a precisão da indicação cirúrgica e oferecendo alternativas terapêuticas em casos de falência do CPAP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento decorreu entre 15 e 17 de maio de 2026, no Porto.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/dise-otimizacao-terapeutica-e-precisao-cirurgica-na-saos/">DISE: Otimização terapêutica e precisão cirúrgica na SAOS</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estudo internacional demonstra alta prevalência de enxaqueca entre doentes com perda auditiva neurossensorial súbita</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/estudo-internacional-demonstra-alta-prevalencia-de-enxaqueca-entre-doentes-com-perda-auditiva-neurossensorial-subita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214394</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado no jornal Otolaryngology–Head and Neck Surgery sugere uma associação relevante entre a enxaqueca e a perda auditiva neurossensorial súbita, ao demonstrar uma prevalência de características migranosas significativamente elevada em doentes com esta condição otológica. A investigação incluiu 168 adultos com perda auditiva súbita, avaliados através de questionários estruturados e aplicação dos critérios [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/estudo-internacional-demonstra-alta-prevalencia-de-enxaqueca-entre-doentes-com-perda-auditiva-neurossensorial-subita/">Estudo internacional demonstra alta prevalência de enxaqueca entre doentes com perda auditiva neurossensorial súbita</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado no jornal <em>Otolaryngology–Head and Neck Surgery</em> sugere uma associação relevante entre a enxaqueca e a perda auditiva neurossensorial súbita, ao demonstrar uma prevalência de características migranosas significativamente elevada em doentes com esta condição otológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação incluiu 168 adultos com perda auditiva súbita, avaliados através de questionários estruturados e aplicação dos critérios da Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3), tendo sido posteriormente realizada análise estatística por regressão logística univariada e multivariada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que 77 doentes, correspondendo a 46% da amostra, preenchiam todos os critérios diagnósticos de enxaqueca, um valor superior ao descrito na população geral. Além disso, cerca de 23% dos participantes apresentavam a maioria dos critérios para migrânea, ainda que sem diagnóstico completo, o que significa que quase sete em cada dez doentes com perda auditiva súbita evidenciavam um fenótipo fortemente compatível com enxaqueca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise multivariada identificou vários fatores independentemente associados à presença de enxaqueca neste grupo. Destacaram-se a sensação de plenitude auricular antes da instalação da perda auditiva (P &lt; 0,001), a lateralidade concordante entre cefaleia e perda auditiva (P &lt; 0,001), a hiperacusia (P = 0,006), a otalgia (P = 0,01) e a cinetose (P = 0,03). Um achado particularmente relevante foi o padrão de lateralização, uma vez que 89% dos doentes com enxaqueca e perda auditiva súbita apresentavam perda auditiva no mesmo lado da cefaleia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sugerem que estes resultados reforçam a hipótese de mecanismos fisiopatológicos comuns entre a enxaqueca e a perda auditiva neurossensorial súbita, possivelmente relacionados com alterações vasculares e processos neurogénicos partilhados. Assim, a identificação de características migranosas nestes doentes pode ter relevância clínica, não só para melhor caracterização fenotípica, mas também para otimização da abordagem terapêutica e eventual exploração de estratégias direcionadas a mecanismos comuns entre ambas as condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41800661/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/estudo-internacional-demonstra-alta-prevalencia-de-enxaqueca-entre-doentes-com-perda-auditiva-neurossensorial-subita/">Estudo internacional demonstra alta prevalência de enxaqueca entre doentes com perda auditiva neurossensorial súbita</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:34:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214391</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/">Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica <em>European Archives of Oto-Rhino-Laryngology</em>, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 aos 12 meses de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo central deste consenso é responder à falta de procedimentos clínicos consistentes para a triagem vestibular infantil, tendo em conta que a disfunção vestibular é frequente em crianças com perda auditiva neurossensorial e pode ter impacto significativo no desenvolvimento motor, cognitivo e postural nos primeiros anos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento resulta de um consenso Delphi com 28 especialistas internacionais em Otorrinolaringologia pediátrica e distúrbios vestibulares, provenientes de 26 instituições da Ásia e Europa. As recomendações foram construídas com base numa revisão alargada da literatura científica publicada entre 2000 e 2024 e passaram por três rondas de avaliação e discussão anónima até atingir níveis de concordância iguais ou superiores a 80%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais recomendações, o painel de especialistas definiu quatro áreas-chave: a ferramenta de rastreio a utilizar, as populações-alvo a priorizar, o momento ideal para a avaliação vestibular e a padronização do registo do potencial miogénico evocado vestibular cervical (cVEMP), considerado o método preferencial de avaliação nesta faixa etária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso recomenda a utilização do cVEMP como ferramenta central de rastreio, com especial enfoque em bebés com perda auditiva neurossensorial e outros fatores de risco, como infeções congénitas ou alterações do desenvolvimento. Defende ainda que a avaliação precoce é essencial para identificar disfunções que podem comprometer o desenvolvimento motor, como atrasos em marcos como o controlo cefálico, sentar ou gatinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na conclusão, os autores sublinham que a adoção generalizada destas recomendações poderá melhorar significativamente o diagnóstico e a intervenção precoces, contribuindo para melhores resultados no desenvolvimento infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41276659/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/">Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde auditiva em Portugal: 42% têm dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/saude-auditiva-em-portugal-42-tem-dificuldade-em-ouvir-em-ambientes-ruidosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214367</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente em 1000 portugueses revela que as dificuldades auditivas são mais comuns do que muitas vezes se reconhece, sobretudo em contextos quotidianos. Cerca de 42% dos inquiridos referem ter dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos, enquanto 22% admitem sentir dificuldades em acompanhar conversas com várias pessoas e 13% apontam obstáculos em chamadas telefónicas. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/saude-auditiva-em-portugal-42-tem-dificuldade-em-ouvir-em-ambientes-ruidosos/">Saúde auditiva em Portugal: 42% têm dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente em 1000 portugueses revela que as dificuldades auditivas são mais comuns do que muitas vezes se reconhece, sobretudo em contextos quotidianos. Cerca de 42% dos inquiridos referem ter dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos, enquanto 22% admitem sentir dificuldades em acompanhar conversas com várias pessoas e 13% apontam obstáculos em chamadas telefónicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto destas limitações vai além da audição. Segundo os dados, 35% dos participantes afirmam já ter sentido frustração ou isolamento por não conseguirem acompanhar uma conversa, e 92% consideram que a perda auditiva afeta a qualidade de vida em alguma medida. Entre as áreas mais afetadas destacam-se as relações sociais e familiares (44%), a participação em atividades sociais e de lazer (38%) e o contexto profissional (36%), evidenciando o peso significativo da audição na interação e no bem-estar geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados refletem uma realidade cada vez mais comum: muitas pessoas experienciam dificuldades auditivas, especialmente em ambientes ruidosos, mas tendem a normalizar essa situação e a adiar a procura de soluções. Precisamente, estas situações do quotidiano são muitas vezes um dos primeiros sinais de alerta de perda auditiva”, afirma Nara Vaez, audiologista na EssilorLuxottica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num contexto de crescente exposição ao ruído, especialistas alertam para a importância da adoção de hábitos simples que podem fazer a diferença na proteção da audição. Segundo Nara Vaez, entre as principais recomendações, está a priorização de momentos de silêncio. Encontrar espaços de calma, mesmo que breves, contribui não só para o bem-estar geral, mas também para a saúde auditiva, sendo que a redução do ruído ambiental em casa ou durante períodos de descanso pode ter um impacto significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto essencial passa por prestar atenção aos sinais auditivos. Dificuldades em acompanhar conversas em grupo, sobretudo em ambientes ruidosos, ou a necessidade frequente de aumentar o volume podem ser indícios de alterações auditivas que exigem atenção precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão consciente do volume é igualmente determinante. Ouvir a um nível moderado é fundamental para proteger a audição, sendo recomendável não ultrapassar os 80 decibéis em dispositivos como auriculares ou telemóveis. A utilização de auriculares com cancelamento de ruído pode também ser uma solução eficaz, permitindo uma melhor perceção do som sem necessidade de aumentar o volume.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas sublinham ainda a importância de dar descanso ao ouvido e reduzir o tempo de exposição ao ruído. Fazer pausas regulares e afastar-se temporariamente de ambientes ruidosos ajuda a diminuir a fadiga auditiva e a preservar a qualidade da audição ao longo do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter uma distância adequada das fontes de ruído é outra medida relevante. Afastar-se alguns metros de colunas, máquinas ou outras fontes de som intenso pode reduzir significativamente o impacto na audição, sobretudo em concertos, eventos ou locais com elevada afluência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a avaliação regular da audição é considerada essencial, particularmente a partir dos 50 anos, ou mais cedo, caso existam sinais de alerta. A realização de exames auditivos periódicos permite detetar precocemente possíveis alterações e contribuir para a preservação da saúde auditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi realizado pela Nuance Audio<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, em parceria com a IPSOS.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/saude-auditiva-em-portugal-42-tem-dificuldade-em-ouvir-em-ambientes-ruidosos/">Saúde auditiva em Portugal: 42% têm dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tratamento da apneia do sono reduz significativamente sintomas de tontura</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/tratamento-da-apneia-do-sono-reduz-significativamente-sintomas-de-tontura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:50:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214364</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente publicado na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia-Cirurgia de Cabeça e Pescoço conclui que o tratamento da apneia obstrutiva do sono (AOS) está associado a uma melhoria significativa dos sintomas de tontura e desequilíbrio. A investigação, conduzida por uma equipa do Hospital Beatriz Ângelo, analisou 226 doentes adultos diagnosticados com AOS e acompanhados durante [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/tratamento-da-apneia-do-sono-reduz-significativamente-sintomas-de-tontura/">Tratamento da apneia do sono reduz significativamente sintomas de tontura</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente publicado na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia-Cirurgia de Cabeça e Pescoço conclui que o tratamento da apneia obstrutiva do sono (AOS) está associado a uma melhoria significativa dos sintomas de tontura e desequilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, conduzida por uma equipa do Hospital Beatriz Ângelo, analisou 226 doentes adultos diagnosticados com AOS e acompanhados durante pelo menos dois anos após início do tratamento. O objetivo foi avaliar o impacto terapêutico nas alterações do equilíbrio, frequentemente reportadas por estes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes do tratamento, cerca de 28,3% dos participantes referiam episódios de tontura, sendo este sintoma mais prevalente no sexo feminino. Após intervenção terapêutica, verificou-se uma redução expressiva em que apenas 14% dos doentes que inicialmente apresentavam queixas mantiveram sintomas de tontura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores destacam ainda que o sexo feminino surgiu como um fator preditor significativo para a presença de tonturas, enquanto um índice de apneia-hipopneia (AHI) mais elevado esteve, de forma inesperada, associado a menor probabilidade de desequilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença, não só para melhorar a qualidade do sono, mas também para reduzir sintomas como tonturas, que impactam significativamente a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo sublinha, assim, a existência de uma relação consistente entre a AOS e alterações do equilíbrio, evidenciando o benefício clínico do tratamento nestes doentes.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/tratamento-da-apneia-do-sono-reduz-significativamente-sintomas-de-tontura/">Tratamento da apneia do sono reduz significativamente sintomas de tontura</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dispositivos para desobstrução das vias aéreas em pediatria: inovação promissora, mas ainda sem evidência robusta</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/dispositivos-para-desobstrucao-das-vias-aereas-em-pediatria-inovacao-promissora-mas-ainda-sem-evidencia-robusta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:47:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214361</guid>

					<description><![CDATA[<p>A obstrução das vias aéreas por corpo estranho continua a ser uma das principais emergências em idade pediátrica, particularmente em crianças mais novas, exigindo uma resposta rápida e eficaz para evitar consequências graves ou fatais. Neste contexto, novos dispositivos para desobstrução das vias aéreas têm vindo a emergir como potenciais ferramentas complementares às manobras tradicionais [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/dispositivos-para-desobstrucao-das-vias-aereas-em-pediatria-inovacao-promissora-mas-ainda-sem-evidencia-robusta/">Dispositivos para desobstrução das vias aéreas em pediatria: inovação promissora, mas ainda sem evidência robusta</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A obstrução das vias aéreas por corpo estranho continua a ser uma das principais emergências em idade pediátrica, particularmente em crianças mais novas, exigindo uma resposta rápida e eficaz para evitar consequências graves ou fatais. Neste contexto, novos dispositivos para desobstrução das vias aéreas têm vindo a emergir como potenciais ferramentas complementares às manobras tradicionais de primeiros socorros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um artigo recente publicado na revista Acta Médica Portuguesa questiona se estes dispositivos poderão vir a tornar-se uma realidade clínica no futuro próximo. Os autores destacam que, embora técnicas como a manobra de Heimlich ou as pancadas interescapulares continuem a ser o padrão recomendado pelas principais <em>guidelines</em> internacionais, há um interesse crescente em dispositivos de sucção externa concebidos para remover corpos estranhos da via aérea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a literatura analisada, estes dispositivos apresentam um potencial promissor, sobretudo em cenários onde as manobras convencionais falham ou não podem ser aplicadas. No entanto, a evidência científica disponível permanece limitada e pouco consistente, não permitindo ainda conclusões definitivas quanto à sua eficácia e segurança em idade pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas sublinham que a maioria dos dados provém de estudos observacionais, relatos de casos ou investigações com amostras reduzidas, o que dificulta a generalização dos resultados. Além disso, não existem, até ao momento, recomendações formais das principais sociedades científicas que apoiem o uso rotineiro destes dispositivos em crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto crítico prende-se com a necessidade de formação adequada. Tal como acontece com as manobras clássicas de desobstrução, a utilização incorreta destes dispositivos pode comprometer a sua eficácia ou até causar danos adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destas limitações, os autores consideram que os dispositivos de desobstrução das vias aéreas representam uma área de inovação relevante, que merece investigação adicional. Estudos clínicos mais robustos e ensaios controlados serão essenciais para determinar o seu verdadeiro papel na abordagem da obstrução das vias aéreas em pediatria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo completo <a href="https://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/24099" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/dispositivos-para-desobstrucao-das-vias-aereas-em-pediatria-inovacao-promissora-mas-ainda-sem-evidencia-robusta/">Dispositivos para desobstrução das vias aéreas em pediatria: inovação promissora, mas ainda sem evidência robusta</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Acumulação de resíduos faríngeos ocorre em 52% dos doentes com SAOS</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/acumulacao-de-residuos-faringeos-ocorre-em-52-dos-doentes-com-saos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214348</guid>

					<description><![CDATA[<p>A síndrome da apneia obstrutiva do sono pode estar associada a alterações relevantes na função de deglutição, segundo um estudo caso-controlo publicado na Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que aponta para uma elevada prevalência de acumulação de resíduos faríngeos nesta população. A investigação avaliou 50 participantes (25 com SAOS moderada a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/acumulacao-de-residuos-faringeos-ocorre-em-52-dos-doentes-com-saos/">Acumulação de resíduos faríngeos ocorre em 52% dos doentes com SAOS</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A síndrome da apneia obstrutiva do sono pode estar associada a alterações relevantes na função de deglutição, segundo um estudo caso-controlo publicado na Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que aponta para uma elevada prevalência de acumulação de resíduos faríngeos nesta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação avaliou 50 participantes (25 com SAOS moderada a grave e 25 controlos), recorrendo a endoscopia da deglutição por fibra ótica, Escala de Severidade e Resultado da Disfagia (DOSS) e do Índice de Incapacidade da Disfagia (DHI).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que 60% dos doentes com SAOS apresentavam alterações da deglutição, comparativamente a 28% nos controlos (p = 0,023), sugerindo uma diferença significativa entre os grupos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as alterações observadas, destaca-se a acumulação de resíduos faríngeos, presente em 52% dos doentes com SAOS, face a 24% nos controlos (p = 0,041). Outros achados incluíram escape posterior prematuro, embora sem diferença estatisticamente significativa (12% vs. 4%; p = 0,297)&nbsp; .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também o impacto na qualidade de vida foi maior no grupo SAOS, com scores DHI significativamente mais elevados (p = 0,024).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identifica ainda a percentagem de tempo com saturação de oxigénio abaixo de 90% (T90) como preditor negativo da gravidade dos distúrbios de deglutição, sugerindo uma possível ligação entre hipóxia intermitente e disfunção da deglutição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sublinham que as alterações da deglutição são frequentes na SAOS e frequentemente subvalorizadas. Estes resultados reforçam a importância de avaliar a função de deglutição em doentes com SAOS, especialmente naqueles com formas moderadas a graves da doença, integrando uma abordagem multidisciplinar que inclua também a vigilância de alterações associadas à Disfagia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao papper <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3123" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/acumulacao-de-residuos-faringeos-ocorre-em-52-dos-doentes-com-saos/">Acumulação de resíduos faríngeos ocorre em 52% dos doentes com SAOS</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DCR endoscópica demonstra elevada eficácia e identifica fator associado a melhor prognóstico</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/dcr-endoscopica-demonstra-elevada-eficacia-e-identifica-fator-associado-a-melhor-prognostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214345</guid>

					<description><![CDATA[<p>A dacriocistorrinostomia (DCR) endoscópica primária com corticoterapia ocular apresenta uma taxa de sucesso elevada e consistente aos seis meses, segundo um estudo retrospetivo publicado no Journal of the Spanish Society of Otolaryngology. A investigação analisou também possíveis fatores preditores de patência pós-operatória, destacando um achado clínico relevante para a prática oftalmológica e otorrinolaringológica. O estudo [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/dcr-endoscopica-demonstra-elevada-eficacia-e-identifica-fator-associado-a-melhor-prognostico/">DCR endoscópica demonstra elevada eficácia e identifica fator associado a melhor prognóstico</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A dacriocistorrinostomia (DCR) endoscópica primária com corticoterapia ocular apresenta uma taxa de sucesso elevada e consistente aos seis meses, segundo um estudo retrospetivo publicado no <em>Journal of the Spanish Society of Otolaryngology</em>. A investigação analisou também possíveis fatores preditores de patência pós-operatória, destacando um achado clínico relevante para a prática oftalmológica e otorrinolaringológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 70 procedimentos realizados entre 2013 e 2023 em doentes com idade igual ou superior a 18 anos. A taxa global de sucesso da cirurgia foi de 83%, confirmando a eficácia da abordagem endoscópica na resolução da obstrução do ducto nasolacrimal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recorrendo a um modelo de regressão logística, os investigadores avaliaram variáveis potencialmente associadas ao sucesso cirúrgico. Entre os fatores analisados, apenas o uso de colírios de corticóide no pós-operatório demonstrou associação estatisticamente significativa com a manutenção da patência aos seis meses, com um odds ratio de 4,56 (IC 95%: 1,39–15,02). Ou seja, os doentes sob corticoterapia tópica ocular tiveram uma probabilidade significativamente maior de manter o ducto funcional após a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que a DCR endoscópica é uma técnica eficaz e minimamente invasiva para o tratamento de obstruções do sistema nasolacrimal, sublinhando o potencial papel da corticoterapia tópica como fator adjuvante no sucesso cirúrgico. Ainda assim, reforçam a necessidade de estudos prospetivos para validar estes resultados e esclarecer mecanismos subjacentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3128" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/dcr-endoscopica-demonstra-elevada-eficacia-e-identifica-fator-associado-a-melhor-prognostico/">DCR endoscópica demonstra elevada eficácia e identifica fator associado a melhor prognóstico</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
