<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Atualidade Archives - My Otorrino</title>
	<atom:link href="https://myotorrino.pt/category/atualidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://myotorrino.pt/category/atualidade/</link>
	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 05 Aug 2026 14:57:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>

<image>
	<url>https://myotorrino.pt/wp-content/uploads/2025/10/Otorrino-150x150.png</url>
	<title>Atualidade Archives - My Otorrino</title>
	<link>https://myotorrino.pt/category/atualidade/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Investigadores validam questionário para detetar alterações do olfato na população portuguesa</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/investigadores-validam-questionario-para-detetar-alteracoes-do-olfato-na-populacao-portuguesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214476</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigação concluiu com sucesso a tradução, adaptação cultural e validação do questionário internacional Self-Reported Mini Olfactory Questionnaire (Self-MOQ) para a população portuguesa, criando uma nova ferramenta fiável para o rastreio de disfunções olfativas. O estudo seguiu diretrizes internacionalmente reconhecidas para o processo de tradução e adaptação. A validação envolveu um total de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/investigadores-validam-questionario-para-detetar-alteracoes-do-olfato-na-populacao-portuguesa/">Investigadores validam questionário para detetar alterações do olfato na população portuguesa</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de investigação concluiu com sucesso a tradução, adaptação cultural e validação do questionário internacional <em>Self-Reported Mini Olfactory Questionnaire </em>(Self-MOQ) para a população portuguesa, criando uma nova ferramenta fiável para o rastreio de disfunções olfativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo seguiu diretrizes internacionalmente reconhecidas para o processo de tradução e adaptação. A validação envolveu um total de 50 participantes, divididos em dois grupos: um grupo teste com 25 indivíduos com queixas relacionadas com o olfato e disfunção olfativa confirmada através do Portuguese Smell Test, e um grupo de controlo com 25 participantes sem alterações reportadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os participantes responderam ao questionário em dois momentos distintos, com um intervalo médio de três semanas, permitindo avaliar a consistência das respostas ao longo do tempo. A análise estatística foi realizada com recurso ao software SPSS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstraram uma excelente consistência interna do instrumento, com um alfa de Cronbach de 0,937, indicando elevada fiabilidade entre os itens do questionário. Além disso, a fiabilidade teste-reteste revelou-se igualmente elevada, com um coeficiente de correlação intraclasse médio de 0,98, confirmando a estabilidade das respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A validade discriminatória foi também comprovada, verificando-se uma diferença estatisticamente significativa entre as pontuações do grupo com disfunção olfativa e o grupo de controlo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a versão portuguesa do Self-MOQ constitui um instrumento válido e fiável para o rastreio de alterações do olfato, podendo vir a desempenhar um papel importante na prática clínica e na identificação precoce de disfunções olfativas na população portuguesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o artigo <a href="https://www.journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3102" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/investigadores-validam-questionario-para-detetar-alteracoes-do-olfato-na-populacao-portuguesa/">Investigadores validam questionário para detetar alterações do olfato na população portuguesa</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ULS do Algarve conclui que septoplastia com anestesia local é tão eficaz quanto com anestesia geral</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/uls-do-algarve-conclui-que-septoplastia-com-anestesia-local-e-tao-eficaz-quanto-com-anestesia-geral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:56:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214473</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo desenvolvido pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve concluiu que a septoplastia realizada sob anestesia local é tão eficaz e segura quanto o procedimento efetuado com anestesia geral no tratamento do desvio do septo nasal. O trabalho, de caráter prospetivo observacional, teve como principal objetivo comparar os resultados clínicos e o impacto [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/uls-do-algarve-conclui-que-septoplastia-com-anestesia-local-e-tao-eficaz-quanto-com-anestesia-geral/">ULS do Algarve conclui que septoplastia com anestesia local é tão eficaz quanto com anestesia geral</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo desenvolvido pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve concluiu que a septoplastia realizada sob anestesia local é tão eficaz e segura quanto o procedimento efetuado com anestesia geral no tratamento do desvio do septo nasal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho, de caráter prospetivo observacional, teve como principal objetivo comparar os resultados clínicos e o impacto na qualidade de vida dos doentes submetidos às duas abordagens. Para isso, foram avaliados 90 pacientes diagnosticados com desvio do septo nasal, divididos em dois grupos: 45 submetidos a cirurgia com anestesia geral e 45 com anestesia local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes responderam a questionários validados de avaliação da qualidade de vida relacionada com a obstrução nasal, nomeadamente as escalas NOSE, SNOT-22 e a Escala Visual Analógica (EVA), antes da cirurgia e três meses após o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os resultados, ambos os grupos registaram melhorias significativas após a intervenção cirúrgica, com reduções relevantes nos sintomas e impacto positivo na qualidade de vida. No entanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os dois tipos de anestesia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo submetido a anestesia local, a dor média reportada foi de 2,4 numa escala de 0 a 10, sendo considerada baixa. Além disso, o grau de satisfação dos doentes com o resultado da cirurgia foi semelhante nos dois grupos analisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a septoplastia sob anestesia local representa uma alternativa eficaz, segura e bem tolerada à abordagem tradicional com anestesia geral, podendo contribuir para uma maior flexibilidade na prática clínica e potencial redução de recursos hospitalares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://www.journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3088" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/uls-do-algarve-conclui-que-septoplastia-com-anestesia-local-e-tao-eficaz-quanto-com-anestesia-geral/">ULS do Algarve conclui que septoplastia com anestesia local é tão eficaz quanto com anestesia geral</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ESSD 2026 apresenta pré-cursos especializados em disfagia</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/essd-2026-apresenta-pre-cursos-especializados-em-disfagia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214456</guid>

					<description><![CDATA[<p>A organização do congresso internacional da European Society for Swallowing Disorders (ESSD) anunciou um conjunto abrangente de pré-cursos destinados a profissionais de saúde interessados na área da disfagia. Estes cursos, que antecedem o congresso principal, visam reforçar competências clínicas e promover a atualização científica através de formação prática e baseada em evidência. Entre as dez [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/essd-2026-apresenta-pre-cursos-especializados-em-disfagia/">ESSD 2026 apresenta pré-cursos especializados em disfagia</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A organização do congresso internacional da <a href="https://essd.org/essd-16th-annual-congress/"><em>European Society for Swallowing Disorders </em></a><a href="https://essd.org/essd-16th-annual-congress/">(ESSD)</a> anunciou um conjunto abrangente de pré-cursos destinados a profissionais de saúde interessados na área da disfagia. Estes cursos, que antecedem o congresso principal, visam reforçar competências clínicas e promover a atualização científica através de formação prática e baseada em evidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as dez formações disponíveis, destacam-se cursos focados em áreas específicas como a avaliação endoscópica da deglutição, estudos videofluoroscópicos, gestão de traqueostomia e manometria de alta resolução. A programação inclui ainda workshops dedicados à disfagia pediátrica, utilização de ultrassons, nutrição associada à disfagia e abordagens clínicas para populações geriátricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a organização, os pré-cursos combinam conteúdos teóricos com atividades práticas e discussão de casos clínicos, proporcionando uma aprendizagem aprofundada e multidisciplinar. Estes programas destinam-se a profissionais de saúde envolvidos na avaliação e tratamento de distúrbios da deglutição, incluindo médicos, terapeutas da fala e outros especialistas da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre os cursos <a href="https://essd2026.org/pre-courses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/essd-2026-apresenta-pre-cursos-especializados-em-disfagia/">ESSD 2026 apresenta pré-cursos especializados em disfagia</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Perda auditiva afeta perceção, mas não reduz prazer pela música</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/perda-auditiva-afeta-percecao-mas-nao-reduz-prazer-pela-musica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214453</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional vem lançar luz sobre a forma como pessoas com perda auditiva experienciam a música, sugerindo que fatores como o treino musical e a idade podem ter um impacto mais significativo do que a própria condição auditiva. A investigação, publicada no Otolaryngology–Head and Neck Surgery,&#160; analisou 201 adultos com diferentes perfis auditivos, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/perda-auditiva-afeta-percecao-mas-nao-reduz-prazer-pela-musica/">Perda auditiva afeta perceção, mas não reduz prazer pela música</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo internacional vem lançar luz sobre a forma como pessoas com perda auditiva experienciam a música, sugerindo que fatores como o treino musical e a idade podem ter um impacto mais significativo do que a própria condição auditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, publicada no <em>Otolaryngology–Head and Neck Surgery</em>,&nbsp; analisou 201 adultos com diferentes perfis auditivos, incluindo indivíduos com audição normal, pessoas com perda auditiva sem apoio, utilizadores de aparelhos auditivos e portadores de implantes cocleares. A amostra apresentou uma idade média de 61,3 anos, sendo 55,2% dos participantes do sexo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que a condição auditiva influencia diretamente a perceção musical. Em particular, os utilizadores de implantes cocleares registaram níveis significativamente mais baixos de habilidades perceptivas, com uma média ajustada de 33,1 pontos, em comparação com valores entre 38,6 e 42,9 nos restantes grupos (diferenças estatisticamente significativas com p &lt; 0,01).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o estudo destaca que esta limitação na perceção não se traduz necessariamente numa menor ligação à música. Pelo contrário, fatores não auditivos revelaram-se mais determinantes para o envolvimento e a recompensa musical. O treino musical, por exemplo, demonstrou um impacto expressivo: um aumento de um desvio padrão (equivalente a 10,1 pontos) esteve associado a mais 3,1 pontos nas capacidades perceptivas, bem como a um acréscimo de 21,7 dias de escuta musical por ano e 32,3 dias adicionais de participação em atividades musicais. Além disso, verificou-se um aumento de 3,1 pontos na perceção de recompensa musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que, embora a perda auditiva afete a perceção musical, não impede necessariamente o prazer e o envolvimento com a música, mesmo entre utilizadores de implantes cocleares. Estes dados reforçam a importância de fatores comportamentais e modificáveis, como o treino musical, na melhoria da experiência musical de pessoas com limitações auditivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://aao-hnsfjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ohn.70340" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/perda-auditiva-afeta-percecao-mas-nao-reduz-prazer-pela-musica/">Perda auditiva afeta perceção, mas não reduz prazer pela música</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial prevê complicações após cirurgia ao cancro da língua com elevada precisão</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/inteligencia-artificial-preve-complicacoes-apos-cirurgia-ao-cancro-da-lingua-com-elevada-precisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214450</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional publicado no JAMA Otolaryngology–Head &#38; Neck Surgery demonstrou que modelos de inteligência artificial podem prever com grande fiabilidade as complicações pós-operatórias em doentes submetidos a cirurgia ao cancro da língua, uma área tradicionalmente marcada por riscos elevados e limitada capacidade de previsão individualizada. A investigação analisou dados de 8.266 adultos submetidos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/inteligencia-artificial-preve-complicacoes-apos-cirurgia-ao-cancro-da-lingua-com-elevada-precisao/">Inteligência artificial prevê complicações após cirurgia ao cancro da língua com elevada precisão</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo internacional publicado no <em>JAMA Otolaryngology–Head &amp; Neck Surgery </em>demonstrou que modelos de inteligência artificial podem prever com grande fiabilidade as complicações pós-operatórias em doentes submetidos a cirurgia ao cancro da língua, uma área tradicionalmente marcada por riscos elevados e limitada capacidade de previsão individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados de 8.266 adultos submetidos a glossectomia entre 2008 e 2024, com base numa base de dados que abrange mais de 700 hospitais, maioritariamente nos Estados Unidos. A idade mediana dos doentes foi de 63 anos, sendo 59,2% do sexo masculino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, no período de 30 dias após a cirurgia: 17,3% dos doentes sofreram algum tipo de complicação, sendo que 14,5% registaram complicações graves. Houve 8,6% dos doentes que necessitaram de reoperação não planeada e 6,6% tiveram hemorragias com necessidade de transfusão. Além disso, 6,2% desenvolveram infeção no local cirúrgico e 3,2% contraíram pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhorar a previsão destes riscos, os investigadores desenvolveram o PRO-TONGUE, uma nova ferramenta baseada em aprendizagem automática (machine learning), capaz de fornecer estimativas de risco personalizadas antes da cirurgia. Foram utilizados 31 fatores clínicos pré-operatórios para treinar vários modelos, incluindo redes neuronais, XGBoost e LightGBM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais avanços, destaca-se a capacidade do modelo em prever hemorragias com necessidade de transfusão com uma precisão muito elevada (área sob a curva ROC entre 0,88 e 0,90).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os modelos mais eficazes variaram consoante o tipo de complicação. O XGBoost destacou-se na previsão de hemorragias e complicações graves, enquanto que o LightGBM apresentou melhor desempenho na previsão de infeções, pneumonia e reoperações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, o desempenho global dos modelos de inteligência artificial foi comparável, e em alguns casos superior, ao das ferramentas clínicas atualmente utilizadas, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada e segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos procedimentos analisados correspondeu a glossectomias parciais (74,2%), seguidas de excisões menores (15,4%), cirurgias compostas/estendidas (9,5%) e glossectomias totais (4,1%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a utilização de inteligência artificial pode melhorar significativamente o planeamento cirúrgico e a tomada de decisão clínica, embora sublinhem a necessidade de validação adicional em diferentes populações antes da implementação generalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaotolaryngology/article-abstract/2850119#xd_co_f=N2EzODQ1NDQtMTlkNi00NDAwLWFiMjAtMGNhOThkZDYyY2U1~" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/inteligencia-artificial-preve-complicacoes-apos-cirurgia-ao-cancro-da-lingua-com-elevada-precisao/">Inteligência artificial prevê complicações após cirurgia ao cancro da língua com elevada precisão</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214434</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença. A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/">Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional através da escala <em>Functional Outcomes of Sleep Questionnaire-30</em>. Foram ainda considerados indicadores clínicos e sintomáticos como o índice de massa corporal (IMC), perímetro cervical (PC), índice de apneia/hipopneia (IAH), a escala de sonolência de Epworth (ESS) e a escala visual analógica da roncopatia (VAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra incluiu 64 doentes, dos quais 69% (n=44) eram do sexo masculino. A maioria (81%; n=52) apresentava SAOS ligeira a moderada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram uma correlação negativa estatisticamente significativa entre o FOSQ-30 e a ESS (r = -0,673; p&lt;0,001), indicando que níveis mais elevados de sonolência diurna estão associados a pior funcionamento diário. Também a intensidade da roncopatia, medida pela VAS, mostrou uma correlação negativa com o impacto funcional (r = -0,280; p=0,025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, não se observaram correlações estatisticamente significativas entre o FOSQ-30 e o IMC, o perímetro cervical ou o índice de apneia/hipopneia. Da mesma forma, não houve diferenças relevantes no impacto funcional entre doentes com SAOS ligeira, moderada ou grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os sintomas percecionados pelos doentes, em particular a sonolência diurna e o ressonar, são determinantes para o impacto da SAOS na qualidade de vida, independentemente da gravidade medida por exames do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados sublinham a necessidade de integrar escalas funcionais e sintomáticas na prática clínica, permitindo uma abordagem mais centrada no doente e uma melhor compreensão do verdadeiro impacto da doença no quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3102" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/">Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214431</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado. A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/">TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de de Coimbra Francisco Gentil, ULS do Algarve, ULS de Gaia e Espinho, ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro), e incluiu 150 doentes, dos quais 94,7% eram homens e 91,3% tinham entre 50 e 79 anos. O perfil clínico revela uma forte associação a fatores de risco clássicos: 92,0% eram fumadores e 83,1% apresentavam consumo excessivo de álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia terapêutica mais utilizada foi a terapêutica sistémica combinada com radioterapia (81,3%), enquanto que a cirurgia foi realizada em 17,3% dos doentes e apenas 13,3% receberam radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante um seguimento mediano de 12 meses, os dados mostram uma utilização intensiva de recursos: mais de 89% dos doentes recorreram a consultas e exames, 74,5% foram hospitalizados e 37,6% recorreram ao serviço de urgência. Apesar da carga sintomática significativa, o recurso a cuidados paliativos especializados foi mais limitado, incluindo 85,2% com suporte nutricional, 16,1% com apoio psicológico e 8,7% com intervenção em fonoaudiologia. A utilização de recursos foi particularmente elevada durante a fase ativa de tratamento, diminuindo após a sua conclusão ou interrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista económico, o estudo revela que o custo médio global anual por doente foi de 7.706 euros (intervalo interquartil: 3.775,8 – 20.784,8 euros). Os principais determinantes de custo foram a terapêutica sistémica associada à radioterapia, as hospitalizações, as consultas e os exames de imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que o TRACE2 constitui a primeira caracterização abrangente em Portugal do tratamento do CECP-LA em contexto real, evidenciando não só o peso clínico da doença, mas também o seu impacto económico. Perante a elevada proporção de diagnósticos em fase avançada, os resultados reforçam a necessidade de melhorar estratégias de diagnóstico precoce, otimizar os protocolos de seguimento e promover uma gestão mais eficiente dos recursos de saúde. O objetivo final passa por melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida destes doentes, garantindo simultaneamente a sustentabilidade do sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42294288/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/">TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estudo internacional demonstra alta prevalência de enxaqueca entre doentes com perda auditiva neurossensorial súbita</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/estudo-internacional-demonstra-alta-prevalencia-de-enxaqueca-entre-doentes-com-perda-auditiva-neurossensorial-subita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:35:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214394</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado no jornal Otolaryngology–Head and Neck Surgery sugere uma associação relevante entre a enxaqueca e a perda auditiva neurossensorial súbita, ao demonstrar uma prevalência de características migranosas significativamente elevada em doentes com esta condição otológica. A investigação incluiu 168 adultos com perda auditiva súbita, avaliados através de questionários estruturados e aplicação dos critérios [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/estudo-internacional-demonstra-alta-prevalencia-de-enxaqueca-entre-doentes-com-perda-auditiva-neurossensorial-subita/">Estudo internacional demonstra alta prevalência de enxaqueca entre doentes com perda auditiva neurossensorial súbita</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado no jornal <em>Otolaryngology–Head and Neck Surgery</em> sugere uma associação relevante entre a enxaqueca e a perda auditiva neurossensorial súbita, ao demonstrar uma prevalência de características migranosas significativamente elevada em doentes com esta condição otológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação incluiu 168 adultos com perda auditiva súbita, avaliados através de questionários estruturados e aplicação dos critérios da Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3), tendo sido posteriormente realizada análise estatística por regressão logística univariada e multivariada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que 77 doentes, correspondendo a 46% da amostra, preenchiam todos os critérios diagnósticos de enxaqueca, um valor superior ao descrito na população geral. Além disso, cerca de 23% dos participantes apresentavam a maioria dos critérios para migrânea, ainda que sem diagnóstico completo, o que significa que quase sete em cada dez doentes com perda auditiva súbita evidenciavam um fenótipo fortemente compatível com enxaqueca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise multivariada identificou vários fatores independentemente associados à presença de enxaqueca neste grupo. Destacaram-se a sensação de plenitude auricular antes da instalação da perda auditiva (P &lt; 0,001), a lateralidade concordante entre cefaleia e perda auditiva (P &lt; 0,001), a hiperacusia (P = 0,006), a otalgia (P = 0,01) e a cinetose (P = 0,03). Um achado particularmente relevante foi o padrão de lateralização, uma vez que 89% dos doentes com enxaqueca e perda auditiva súbita apresentavam perda auditiva no mesmo lado da cefaleia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores sugerem que estes resultados reforçam a hipótese de mecanismos fisiopatológicos comuns entre a enxaqueca e a perda auditiva neurossensorial súbita, possivelmente relacionados com alterações vasculares e processos neurogénicos partilhados. Assim, a identificação de características migranosas nestes doentes pode ter relevância clínica, não só para melhor caracterização fenotípica, mas também para otimização da abordagem terapêutica e eventual exploração de estratégias direcionadas a mecanismos comuns entre ambas as condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41800661/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/estudo-internacional-demonstra-alta-prevalencia-de-enxaqueca-entre-doentes-com-perda-auditiva-neurossensorial-subita/">Estudo internacional demonstra alta prevalência de enxaqueca entre doentes com perda auditiva neurossensorial súbita</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 15:34:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214391</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/">Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica <em>European Archives of Oto-Rhino-Laryngology</em>, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 aos 12 meses de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo central deste consenso é responder à falta de procedimentos clínicos consistentes para a triagem vestibular infantil, tendo em conta que a disfunção vestibular é frequente em crianças com perda auditiva neurossensorial e pode ter impacto significativo no desenvolvimento motor, cognitivo e postural nos primeiros anos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento resulta de um consenso Delphi com 28 especialistas internacionais em Otorrinolaringologia pediátrica e distúrbios vestibulares, provenientes de 26 instituições da Ásia e Europa. As recomendações foram construídas com base numa revisão alargada da literatura científica publicada entre 2000 e 2024 e passaram por três rondas de avaliação e discussão anónima até atingir níveis de concordância iguais ou superiores a 80%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais recomendações, o painel de especialistas definiu quatro áreas-chave: a ferramenta de rastreio a utilizar, as populações-alvo a priorizar, o momento ideal para a avaliação vestibular e a padronização do registo do potencial miogénico evocado vestibular cervical (cVEMP), considerado o método preferencial de avaliação nesta faixa etária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso recomenda a utilização do cVEMP como ferramenta central de rastreio, com especial enfoque em bebés com perda auditiva neurossensorial e outros fatores de risco, como infeções congénitas ou alterações do desenvolvimento. Defende ainda que a avaliação precoce é essencial para identificar disfunções que podem comprometer o desenvolvimento motor, como atrasos em marcos como o controlo cefálico, sentar ou gatinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na conclusão, os autores sublinham que a adoção generalizada destas recomendações poderá melhorar significativamente o diagnóstico e a intervenção precoces, contribuindo para melhores resultados no desenvolvimento infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41276659/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/">Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde auditiva em Portugal: 42% têm dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/saude-auditiva-em-portugal-42-tem-dificuldade-em-ouvir-em-ambientes-ruidosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214367</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente em 1000 portugueses revela que as dificuldades auditivas são mais comuns do que muitas vezes se reconhece, sobretudo em contextos quotidianos. Cerca de 42% dos inquiridos referem ter dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos, enquanto 22% admitem sentir dificuldades em acompanhar conversas com várias pessoas e 13% apontam obstáculos em chamadas telefónicas. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/saude-auditiva-em-portugal-42-tem-dificuldade-em-ouvir-em-ambientes-ruidosos/">Saúde auditiva em Portugal: 42% têm dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente em 1000 portugueses revela que as dificuldades auditivas são mais comuns do que muitas vezes se reconhece, sobretudo em contextos quotidianos. Cerca de 42% dos inquiridos referem ter dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos, enquanto 22% admitem sentir dificuldades em acompanhar conversas com várias pessoas e 13% apontam obstáculos em chamadas telefónicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto destas limitações vai além da audição. Segundo os dados, 35% dos participantes afirmam já ter sentido frustração ou isolamento por não conseguirem acompanhar uma conversa, e 92% consideram que a perda auditiva afeta a qualidade de vida em alguma medida. Entre as áreas mais afetadas destacam-se as relações sociais e familiares (44%), a participação em atividades sociais e de lazer (38%) e o contexto profissional (36%), evidenciando o peso significativo da audição na interação e no bem-estar geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados refletem uma realidade cada vez mais comum: muitas pessoas experienciam dificuldades auditivas, especialmente em ambientes ruidosos, mas tendem a normalizar essa situação e a adiar a procura de soluções. Precisamente, estas situações do quotidiano são muitas vezes um dos primeiros sinais de alerta de perda auditiva”, afirma Nara Vaez, audiologista na EssilorLuxottica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num contexto de crescente exposição ao ruído, especialistas alertam para a importância da adoção de hábitos simples que podem fazer a diferença na proteção da audição. Segundo Nara Vaez, entre as principais recomendações, está a priorização de momentos de silêncio. Encontrar espaços de calma, mesmo que breves, contribui não só para o bem-estar geral, mas também para a saúde auditiva, sendo que a redução do ruído ambiental em casa ou durante períodos de descanso pode ter um impacto significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto essencial passa por prestar atenção aos sinais auditivos. Dificuldades em acompanhar conversas em grupo, sobretudo em ambientes ruidosos, ou a necessidade frequente de aumentar o volume podem ser indícios de alterações auditivas que exigem atenção precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão consciente do volume é igualmente determinante. Ouvir a um nível moderado é fundamental para proteger a audição, sendo recomendável não ultrapassar os 80 decibéis em dispositivos como auriculares ou telemóveis. A utilização de auriculares com cancelamento de ruído pode também ser uma solução eficaz, permitindo uma melhor perceção do som sem necessidade de aumentar o volume.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas sublinham ainda a importância de dar descanso ao ouvido e reduzir o tempo de exposição ao ruído. Fazer pausas regulares e afastar-se temporariamente de ambientes ruidosos ajuda a diminuir a fadiga auditiva e a preservar a qualidade da audição ao longo do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter uma distância adequada das fontes de ruído é outra medida relevante. Afastar-se alguns metros de colunas, máquinas ou outras fontes de som intenso pode reduzir significativamente o impacto na audição, sobretudo em concertos, eventos ou locais com elevada afluência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a avaliação regular da audição é considerada essencial, particularmente a partir dos 50 anos, ou mais cedo, caso existam sinais de alerta. A realização de exames auditivos periódicos permite detetar precocemente possíveis alterações e contribuir para a preservação da saúde auditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi realizado pela Nuance Audio<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2122.png" alt="™" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />, em parceria com a IPSOS.</p>
<p>The post <a href="https://myotorrino.pt/atualidade/saude-auditiva-em-portugal-42-tem-dificuldade-em-ouvir-em-ambientes-ruidosos/">Saúde auditiva em Portugal: 42% têm dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos</a> appeared first on <a href="https://myotorrino.pt">My Otorrino</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
