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	<title>Entrevistas Archives - My Otorrino</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
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	<title>Entrevistas Archives - My Otorrino</title>
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		<title>“Um compromisso para o futuro”: DÁVI entra na área da Otorrinolaringologia com nova opção terapêutica </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:52:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A consolidação de um legado superior a um século na saúde em Portugal serve de trampolim para a expansão estratégica da DÁVI que, em 2026, oficializa a sua entrada no mercado da Otorrinolaringologia. Em entrevista à News Farma, Luísa Nóbrega, Marketing Manager da farmacêutica, partilha as diretrizes desta nova área de negócio e assume o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A consolidação de um legado superior a um século na saúde em Portugal serve de trampolim para a expansão estratégica da DÁVI que, em 2026, oficializa a sua entrada no mercado da Otorrinolaringologia. Em entrevista à News Farma, <strong>Luísa Nóbrega</strong>, <em>Marketing Manager</em> da farmacêutica, partilha as diretrizes desta nova área de negócio e assume o propósito de replicar junto dos especialistas a relação de estreita proximidade que já define a identidade da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A DÁVI faz parte da história da Saúde em Portugal há mais de 115 anos. Ao longo deste percurso, construímos uma relação de confiança com profissionais de saúde, instituições e doentes, baseada na proximidade, na credibilidade e no compromisso com soluções terapêuticas que respondam a necessidades reais”, afirma Luísa Nóbrega que, “mais do que comercializar medicamentos”, procura “ser um parceiro dos profissionais de saúde, apoiando a sua prática clínica e contribuindo para melhores resultados para os doentes”. A <em>Marketing Manager</em> da farmacêutica lembra o exemplo da Oftalmologia, área da Saúde em que a marca cresceu “lado a lado com a especialidade, ouvindo os médicos, compreendendo os desafios clínicos e investindo continuamente em soluções relevantes e diferenciadoras”. “Mais de 115 anos depois, continuamos a acreditar que o verdadeiro valor de uma empresa farmacêutica se mede pela confiança que conquista junto dos profissionais de saúde e pelo impacto positivo na vida dos doentes”, remata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrada na área da Otorrinolaringologia é descrita por Luísa Nóbrega como o resultado de “uma decisão estratégica muito ponderada”, ancorada numa ligação já existente: “Embora 2026 marque oficialmente o início desta nova área de negócio, a ligação da DÁVI à especialidade não é recente. O Oto-Synalar N, um medicamento bem conhecido dos otorrinolaringologistas portugueses, faz parte do nosso portefólio há vários anos e permitiu um envolvimento cada vez mais próximo a especialidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi precisamente a relevância e notoriedade deste produto junto dos especialistas que nos levou a olhar para a Otorrinolaringologia de uma forma mais estruturada”, explica Luísa Nóbrega, lembrando o mote de uma campanha desenvolvida em 2022 pela DÁVI, “Dê ouvidos à experiência”, que espelhava “a confiança que os profissionais depositam em soluções com provas dadas na prática clínica”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Face às necessidades concretas detetadas, a <em>Marketing Manager</em> da DÁVI assegura que a farmacêutica não encara este passo “como um projeto de curto prazo”, mas sim como “um compromisso para o futuro”. “Esta evolução está perfeitamente alinhada com aquilo que sempre fomos enquanto empresa. Ao longo da nossa história procurámos estar presentes em áreas onde pudéssemos gerar valor para os profissionais de saúde e para os doentes. A entrada na Otorrinolaringologia representa precisamente essa continuidade de propósito”, reforça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conquista do novo ecossistema médico será feita de forma gradual, uma vez que, lembra Luísa Nóbrega, “a confiança não se conquista de um dia para o outro”. O elo com a comunidade de Otorrinolaringologia deverá cimentar-se “através da presença, do saber ouvir e da capacidade de responder às necessidades dos profissionais”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Luísa Nóbrega, a premissa é clara: “Pretendemos estar próximos dos médicos e profissionais de saúde, compreender os seus desafios e disponibilizar soluções terapêuticas relevantes, acompanhadas por informação científica rigorosa e apoio contínuo”. Ciente das exigências deste mercado, a DÁVI assume posicionar-se “com humildade, mas também com a experiência de quem sabe que as relações duradouras se constroem através da consistência e do compromisso”. “Queremos que os médicos otorrinolaringologistas sintam que têm na DÁVI um parceiro disponível, próximo e comprometido com a especialidade”, declara.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Otifix®: Resposta eficaz à infeção e inflamação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para marcar o início desta caminhada, a farmacêutica introduz no mercado o Otifix®, um medicamento sujeito a receita médica indicado para o tratamento da otite média aguda com tubos de timpanostomia (OMAT) e da otite externa aguda (OEA) em adultos, adolescentes e crianças. “O Otifix® representa a primeira solução concreta da DÁVI na Otorrinolaringologia e simboliza o início de um compromisso de longo prazo com esta especialidade”, adianta Luísa Nóbrega.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande argumento clínico deste lançamento assenta na combinação de ciprofloxacina e dexametasona, que atuam em simultâneo na infeção e na inflamação. “Nas patologias otológicas de origem infecciosa, a infeção e a inflamação coexistem frequentemente e contribuem em conjunto para a sintomatologia do doente”, pormenoriza. Do ponto de vista prático, “uma abordagem que atua simultaneamente sobre estes dois mecanismos permite tratar a causa infecciosa e, ao mesmo tempo, controlar a resposta inflamatória associada”, traduzindo-se numa “estratégia terapêutica alinhada com a fisiopatologia da doença e com os objetivos de controlo dos sintomas e recuperação do doente”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspeto crucial na escolha do Otifix® prende-se com o perfil de segurança. A administração tópica auricular garante uma ação local direta e uma “exposição sistémica muito reduzida”. Conforme elucida Luísa Nóbrega, “a prática clínica exige soluções eficazes, mas também adequadas aos diferentes perfis de doentes, incluindo a população pediátrica”, na qual o medicamento pode ser utilizado a partir dos 6 meses na OMAT e de 1 ano na OEA. “Naturalmente, a decisão terapêutica cabe sempre ao médico, mas a existência de opções com um perfil de eficácia e segurança bem estabelecido constitui um elemento importante na prática clínica diária”, complementa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fechar a entrevista, Luísa Nóbrega projeta o futuro da empresa na Otorrinolaringologia, antecipando que o novo medicamento “é apenas o início”. “Queremos ouvir, aprender e crescer juntamente com os médicos otorrinolaringologistas, contribuindo para a melhoria contínua dos cuidados prestados aos doentes. Entramos nesta especialidade com entusiasmo, mas sobretudo com sentido de responsabilidade”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte as informações essenciais compatíveis com o resumo das características do medicamento (IECRCM) de <a href="https://myotorrino.pt/wp-content/uploads/2026/06/IECRCM-otifix-V01_03-2026-v-ext.doc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Otifix®</a> e de <a href="https://myotorrino.pt/wp-content/uploads/2026/06/IECRCM-oto-synalar-n-V01_12-2020-v-ext.doc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oto-Synalar N</a> para saber mais sobre o perfil de cada um destes fármacos.</p>
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		<title>Abordagem multidisciplinar: impacto na eficiência clínica e otimização de outcomes</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/abordagem-multidisciplinar-impacto-na-eficiencia-clinica-e-otimizacao-de-outcomes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:04:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A implementação de modelos de trabalho colaborativos tem transformado o prognóstico de doentes com rinossinusite crónica com polipose nasal. Luísa Azevedo, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS Região de Aveiro, onde através de uma consulta multidisciplinar não presencial, são otimizados recursos e personalizados os tratamentos, assegurando cuidados integrados que vão muito além dos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A implementação de modelos de trabalho colaborativos tem transformado o prognóstico de doentes com rinossinusite crónica com polipose nasal. <strong>Luísa Azevedo</strong>, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS Região de Aveiro, onde através de uma consulta multidisciplinar não presencial, são otimizados recursos e personalizados os tratamentos, assegurando cuidados integrados que vão muito além dos sintomas localizados. Assista à entrevista.</p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1194329804?h=cba46e25b0&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Abordagem multidisciplinar: impacto na eficiência clínica e otimização de outcomes"></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">A multidisciplinaridade deixou de ser uma opção para se tornar uma exigência na prática médica moderna. No caso da ULS Região de Aveiro, o modelo adotado assenta numa consulta não presencial que gera vantagens mútuas, promovendo a partilha de conhecimento entre especialistas e garantindo cuidados de excelência. De acordo com a médica, este formato traduz-se em &#8220;melhores resultados, melhores outcomes, maior eficiência clínica e isso só pode trazer vantagens na decisão certa, no momento certo para o doente certo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fazer face à complexidade da inflamação tipo 2, a equipa reúne médicos de Otorrinolaringologia, Imunoalergologia, Pneumologia e Reumatologia, contando ainda com uma integração recente e estratégica. &#8220;Nós incluímos recentemente o farmacêutico e consideramos que é uma grande mais valia&#8221;, explica a especialista, indicando que a presença deste profissional para além de enriquecer a discussão multidisciplinar, facilita o alinhamento com a Comissão de Farmácia e Terapêutica, ajudando a antecipar e a ultrapassar barreiras com a utilização, aprovação e monitorização das terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a evolução das terapêuticas biológicas, a personalização tornou-se a chave para o sucesso clínico, obrigando a olhar para a patologia respiratória de forma global e integrada. A especialista reforça a necessidade de estratificar cada caso e analisar a via respiratória inferior em detalhe para atingir os objetivos terapêuticos, concluindo: &#8220;Temos de ver o doente como um todo. Nós não podemos olhar só para a nossa área, que é a rinosinusite crónica com pólipos nasais, temos que ver todo o iceberg, não apenas a ponta&#8221;, reflete.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partilha da especialista decorreu do simpósio da Sanofi, que decorreu durante a 73.º Congresso Nacional da SPORL-CPP, no Porto.</p>
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		<title>Otimização clínica e desafios estruturais na rinossinusite crónica com polipose nasal: o modelo multidisciplinar da ULS São José</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/otimizacao-clinica-e-desafios-estruturais-na-rinossinusite-cronica-com-polipose-nasal-o-modelo-multidisciplinar-da-uls-sao-jose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 12:01:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A articulação precoce entre a Medicina Geral e Familiar e a Medicina diferenciada é o pilar fundamental para mitigar o subdiagnóstico da rinossinusite crónica com polipose nasal. Tiago Velada, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS São José e demonstra de que forma a implementação de circuitos integrados e de consultas multidisciplinares não só [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A articulação precoce entre a Medicina Geral e Familiar e a Medicina diferenciada é o pilar fundamental para mitigar o subdiagnóstico da rinossinusite crónica com polipose nasal. <strong>Tiago Velada</strong>, especialista em Otorrinolaringologia, partilha a experiência da ULS São José e demonstra de que forma a implementação de circuitos integrados e de consultas multidisciplinares não só qualifica o percurso assistencial, como garante uma resposta robusta à natureza sistémica e difusa da inflamação tipo 2. Assista à entrevista.<br></p>


<div style="padding:56.25% 0 0 0;position:relative;"><iframe src="https://player.vimeo.com/video/1194329185?h=bcfa5f827b&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" style="position:absolute;top:0;left:0;width:100%;height:100%;" title="Otimização clínica e desafios estruturais na rinossinusite crónica com polipose nasal: o modelo multidisciplinar da ULS São José"></iframe></div>
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<p class="wp-block-paragraph">A eficácia do tratamento inicia-se na primeira linha de atendimento, sendo a capacitação dos cuidados de saúde primários crucial para evitar intervenções empíricas. Tiago Velada destaca que &#8220;uma sensibilização dos colegas da Medicina Geral e Familiar vai proporcionar um diagnóstico mais atempado, com menos tratamentos aleatórios e com menos tratamentos que não serão os mais adequados&#8221;. Com a subsequente referenciação direcionada para equipas hospitalares subespecializadas em Rinologia, o impacto na evolução clínica é imediato, permitindo que &#8220;o doente se sinta bem acompanhado&#8221; e garantindo que os doentes fiquem &#8220;muito mais controlados&#8221;, uma vez que a abordagem não visa apenas a patologia nasal isolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sucesso operacional deste modelo colaborativo reside no envolvimento de profissionais com interesse direcionado na área e competências técnicas partilhadas, evitando circuitos difusos nos serviços gerais. Contudo, a dispersão geográfica constitui o principal obstáculo à eficiência plena, visto que a ULS São José engloba seis hospitais de Lisboa e as especialidades envolvidas encontram-se em localizações distintas, o que exige um esforço acrescido de coordenação inter-hospitalar para assegurar a continuidade e a consistência dos cuidados prestados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para contornar estas barreiras logísticas e espelhar o sucesso de áreas com maior investimento estrutural, como a Oncologia, o especialista preconiza a centralização física dos recursos numa unidade dedicada. Tiago Velada conclui que &#8220;o futuro era criar um sítio, uma clínica, digamos assim, um ambiente único para o doente ser avaliado como um todo&#8221;, sublinhando que a superação definitiva dos entraves de mobilidade traria vantagens substanciais na qualidade de vida dos doentes e na consolidação da avaliação multidisciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partilha da especialista decorreu do simpósio da Sanofi, que decorreu durante a 73.º Congresso Nacional da SPORL-CPP, no Porto.</p>
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		<item>
		<title>Congresso da SPORL cresce, inova e aposta nos jovens médicos</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/congresso-da-sporl-cresce-inova-e-aposta-nos-jovens-medicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:59:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 73.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SPORL) afirmou-se como o principal encontro científico nacional da especialidade. Neste contexto, o presidente da SPORL, Pedro Escada, faz um balanço claramente positivo, sublinhando que esta edição conseguiu concretizar vários objetivos estratégicos, nomeadamente “ter um programa científico forte” e integrar “temas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O 73.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SPORL) afirmou-se como o principal encontro científico nacional da especialidade. Neste contexto, o presidente da SPORL, <strong>Pedro Escada</strong>, faz um balanço claramente positivo, sublinhando que esta edição conseguiu concretizar vários objetivos estratégicos, nomeadamente “ter um programa científico forte” e integrar “temas transversais”. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p class="wp-block-paragraph">Entre os temas abordados, destacou-se a aposta em novas abordagens, como a ergonomia na prática médica. Pedro Escada refere que houve “uma sessão [&#8230;] sobre a preparação física que os médicos têm que ter para exercer a sua profissão”, sublinhando a importância de assegurar “uma longevidade profissional grande, com qualidade de vida”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além da vertente científica, o congresso assume-se também como um espaço privilegiado de encontro entre pares: “É o momento onde os sócios se reúnem todos […] para discussão científica, mas para fazer contactos [&#8230;] e partilharmos experiências”, afirma. O ambiente positivo foi evidente “na cara das pessoas, na atitude das pessoas”, sendo essa perceção reforçada por “uma participação praticamente recorde”, que evidencia a relevância do evento para a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização do congresso resulta de um processo prolongado e colaborativo, que “leva meses” e envolve contributos de múltiplos intervenientes, incluindo a comissão organizadora e parceiros internacionais, como a Sociedade Galega de Otorrinolaringologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista estratégico, a atual direção da SPORL tem vindo a apostar fortemente na valorização dos jovens médicos. Como destaca Pedro Escada, o objetivo “é integrá-los no programa científico, nas sessões em pé de igualdade” face aos especialistas mais velhos. Esta visão materializa-se em medidas concretas, como a inclusão de internos em comissões científicas, demonstrando que “o interno pode ser membro de uma comissão científica e fazer um bom trabalho” e reforçando a importância dos especialistas mais velhos de “termos alguma coragem de confiar neles a priori”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o presidente salienta a evolução qualitativa da especialidade, referindo que “a qualidade das apresentações científicas […] tem sido sempre a aumentar”, com trabalhos de investigação cada vez mais robustos. Nesse sentido, considera que “o nosso congresso não fica atrás de muitos outros congressos internacionais”. “Do ponto de vista técnico-científico, eu acho que há futuro para a Otorrinolaringologia portuguesa”, concluiu o presidente da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu nos dias 15 a 17 de maio, no Porto.</p>
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		<item>
		<title>Como é que o cérebro se reorganiza em caso de surdez congénita?</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/como-e-que-o-cerebro-se-reorganiza-em-caso-de-surdez-congenita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 08:29:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Joana Sayal e Zohar Tal, investigadoras do Proaction Lab da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, são autoras do estudo “The Neural Organization of Visual Information in the Auditory Cortex of the Congenitally Deaf”. Nesta entrevista, as especialistas abordam a neuroplasticidade em casos de surdez congénita, explicando como o cérebro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Sayal e Zohar Tal</strong>, investigadoras do Proaction Lab da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, são autoras do estudo “The Neural Organization of Visual Information in the Auditory Cortex of the Congenitally Deaf”. Nesta entrevista, as especialistas abordam a neuroplasticidade em casos de surdez congénita, explicando como o cérebro se reorganiza na ausência de <em>input </em>auditivo desde o nascimento e quais as suas implicações na variabilidade dos resultados clínicos em intervenções como os implantes cocleares. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Quais são os principais resultados deste estudo que gostariam de salientar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Sayal e Zohar Tal&nbsp; (JS e ZT) | </strong>Este estudo baseia-se no fenómeno da neuroplasticidade &#8211; a capacidade do cérebro&nbsp; reorganizar-se ao longo da vida &#8211; nomeadamente quando existe privação de um sentido&nbsp; desde o nascimento, que é o caso da surdez congénita. A literatura científica indica-nos que&nbsp; na surdez congénita, o córtex auditivo (responsável pelo processamento som) pode ser&nbsp; recrutado para processar informação visual (plasticidade intermodal). Neste estudo,&nbsp; utilizámos ressonância magnética funcional para analisar de que forma é que esta informação&nbsp; visual está representada no córtex auditivo de indivíduos com surdez congénita, e se partilha&nbsp; os mesmos princípios de organização que a informação visual no córtex visual, ou seja, uma&nbsp; organização retinotópica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verificámos que, para além da ativação neuronal (como descrito em estudos anteriores), o&nbsp; córtex auditivo dos indivíduos com surdez congénita revelou predominantemente sinais&nbsp; BOLD negativos durante a tarefa visual, geralmente associados a processos de desativação.&nbsp; Este resultado sugere que a informação visual pode ser representada nestas áreas do&nbsp; cérebro através de mecanismos mais complexos do que sabíamos anteriormente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como é que esta reorganização do córtex auditivo pode afetar os resultados obtidos &nbsp;com implantes cocleares, especialmente quando a intervenção ocorre mais tarde?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JS e ZT | </strong>Os resultados após a implantação coclear, particularmente em casos de surdez congénita ou&nbsp; de longa duração, apresentam uma variabilidade substancial, e as razões para essa &nbsp;variabilidade ainda não são totalmente compreendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos fatores amplamente discutidos é a plasticidade intermodal no córtex auditivo. No &nbsp;entanto, o seu papel continua a ser debatido. Alguns estudos sugerem que o recrutamento &nbsp;de áreas auditivas pela visão pode interferir com o processamento auditivo posterior e prever &nbsp;piores resultados, enquanto outros indicam que esta reorganização não tem necessariamente &nbsp;um impacto negativo, podendo até refletir a preservação da capacidade funcional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os nossos resultados procuram contribuir para este debate, sugerindo que, para caracterizar &nbsp;melhor a plasticidade multimodal, é importante considerar não apenas a ativação no córtex &nbsp;auditivo, mas também os padrões de desativação &#8211; e o equilíbrio entre ambos. A consideração &nbsp;destas duas componentes pode proporcionar uma visão mais completa do funcionamento do &nbsp;córtex auditivo no momento da implantação e poderá ajudar a melhorar a compreensão da &nbsp;variabilidade observada nos resultados dos implantes cocleares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Atendendo a reorganização sensorial, existe uma janela crítica para intervenção &nbsp;auditiva na surdez congénita? Que implicações práticas isto tem para a atuação do &nbsp;otorrinolaringologista ou dos audiologistas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JS e ZT | </strong>A literatura fornece evidência sólida da existência de períodos sensíveis ou críticos no &nbsp;desenvolvimento auditivo, estando a intervenção precoce, de um modo geral, associada a &nbsp;melhores resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, no nosso estudo, não observámos uma relação clara entre a magnitude da &nbsp;desativação no córtex auditivo e fatores como os anos de surdez ou o historial de utilização &nbsp;de aparelhos auditivos. É importante salientar que a nossa amostra era relativamente &nbsp;pequena, o que limita a robustez desta conclusão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trabalhos futuros com amostras maiores e mais diversificadas serão importantes para &nbsp;compreender melhor de que forma as diferenças individuais na experiência sensorial se &nbsp;relacionam com a organização cerebral. Neste contexto, recebemos recentemente &nbsp;financiamento para um projeto que irá examinar especificamente a relação entre a &nbsp;reorganização multimodal e a preservação da organização funcional no córtex auditivo em &nbsp;diferentes populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF |</strong> <strong>Qual a mensagem que gostariam de deixar à comunidade médica relativamente aos &nbsp;resultados deste estudo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>JS e ZT | </strong>Uma mensagem central do nosso estudo é que a plasticidade intermodal não deve ser&nbsp; encarada de forma simplista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mostramos que o córtex auditivo pode representar informação visual não apenas através de&nbsp; um aumento da atividade neuronal, mas também por meio de diminuição da atividade que&nbsp; pode, ainda assim, transportar informação relevante. Ou seja, a ausência de ativação não&nbsp; implica necessariamente ausência de função.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consideração conjunta da ativação e da desativação pode proporcionar uma compreensão&nbsp; mais completa de como o cérebro se reorganiza, podendo também ajudar na interpretação&nbsp; da variabilidade dos resultados clínicos e, potencialmente, na melhoria da sua previsão.</p>
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		<title>O impacto do ruído de tiro na audição dos militares portugueses</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/o-impacto-do-ruido-de-tiro-na-audicao-dos-militares-portugueses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 11:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214323</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado em Portugal revela que cerca de 40% dos militares reportaram queixas auditivas imediatamente após o treino de tiro. Destaca-se ainda que mais de 60% dos participantes referem acufenos, um sintoma que pode indicar alterações auditivas persistentes. Em declarações à News Farma, Cláudia Geraldes, interna de Otorrinolaringologia na ULS de São José, analisa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado em Portugal revela que cerca de 40% dos militares reportaram queixas auditivas imediatamente após o treino de tiro. Destaca-se ainda que mais de 60% dos participantes referem acufenos, um sintoma que pode indicar alterações auditivas persistentes. Em declarações à News Farma, <strong>Cláudia Geraldes</strong>, interna de Otorrinolaringologia na ULS de São José, analisa os principais resultados desta investigação.&nbsp; Leia a entrevista.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Qual é o impacto da exposição ocupacional ao ruído intenso, como o ruído de tiro, na saúde auditiva de populações específicas como os militares?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cláudia Geraldes (CG) |</strong> A hipoacusia induzida pelo ruído é a 2ª causa mais frequente de hipoacusia sensorioneural. Os militares são um grupo de risco tendo em consideração a prática de tiro, inerente à sua profissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um único disparo corresponde a um Nível de Pressão Sonora Máxima de 150-160dB. A duração dos treinos e o número de disparos por treino colocam estes profissionais em risco de lesão irreversível das células ciliadas, dado que intensidades superiores a 120-130dB podem causar hipoacusia imediata e permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além do impacto na saúde dos militares, também pode existir impacto no seu desempenho profissional, nomeadamente na capacidade de comunicação e na perceção de sinais sonoros, podendo isto comprometer o sucesso de missões e a sua própria segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | De que forma os sintomas auditivos reportados (como zumbido ou sensação de ouvido tapado) podem afetar o desempenho operacional e o bem-estar psicológico dos militares a curto e longo prazo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CG | </strong>Nesta <em>coorte</em>, verificou-se que 68,4% dos participantes apresentavam acufenos (zumbido). Estes sintomas podem ser muito incapacitantes mesmo quando se manifestam de forma transitória. Relativamente ao desempenho operacional, à semelhança do que foi referido na questão anterior, pode existir impacto na comunicação, na perceção do som e na orientação espacial, afetando tanto o ambiente do treino como de missões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao impacto psicológico, sabe-se que existe uma associação entre a presença de acufenos e patologia do foro da saúde mental, nomeadamente, depressão e ansiedade. Assim sendo, a longo prazo estes sintomas podem tornar-se persistentes e associar-se a fadiga, dificuldade na concentração e insónia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deste modo, estes sintomas auditivos não devem ser desvalorizados, uma vez que em associação com a elevada exigência e stress que a própria vida militar acarreta, podem contribuir para uma deterioração significativa da qualidade de vida e do desempenho profissional dos militares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como devem ser interpretados os dados que indicam que cerca de 40% dos militares apresentam sintomas auditivos imediatos, como zumbido ou sensação de ouvido tapado, mesmo com uso de proteção auricular?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CG | </strong>O facto de 43,3% dos participantes referirem hipoacusia imediata após o treino de tiro, apesar do uso de dispositivos de proteção auditiva, traduz a elevada intensidade de ruído à qual estes estão expostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que um único disparo apresenta uma intensidade de 150-160dB e que a utilização de dispositivos de proteção auditiva diminui esta intensidade em apenas 25-30dB, mantendo-se a intensidade do ruído muito acima do limite de segurança</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes sintomas imediatos podem ser apenas transitórios, no entanto, a exposição repetida ao longo do tempo pode causar dano permanente. Assim sendo, estes dados devem ser interpretados como um sinal de alerta e devem ser o ponto de partida para a criação e otimização de estratégias de prevenção para preservar a saúde auditiva dos militares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que estratégias adicionais de prevenção (para além do uso de proteção auditiva) poderiam ser implementadas para reduzir o risco de lesão auditiva em militares expostos a ruído de tiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CG | </strong>Em primeiro lugar, a utilização de dispositivos de proteção auditiva deve ser de carácter obrigatório, privilegiando a proteção dupla, que aumenta a eficácia na atenuação do ruído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, é fundamental a implementação de outras medidas que visem a limitação da exposição ao ruído neste grupo profissional. Sugere-se a realização de campanhas de educação e consciencialização e o acompanhamento otorrinolaringológico com avaliação audiológica formal, com vista à monitorização e diagnóstico precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, durante os treinos devem ser instituídas pausas auditivas e devem ser otimizadas as condições acústicas, limitando a exposição cumulativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que implicações este estudo levanta para a monitorização, prevenção e implementação de programas de saúde auditiva em contextos militares e ocupacionais de elevado risco?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CG | </strong>Os resultados deste estudo estão em concordância com estudos anteriores, mostrando uma elevada prevalência de sintomas auditivos em militares que praticam treino de tiro. Apesar da prevalência ter sido apenas obtida através de um questionário, não sendo comprovada por exames audiométricos, estes resultados são alarmantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isto reforça a necessidade da implementação de programas estruturados de monitorização audiométrica, mesmo na ausência de sintomas auditivos, idealmente com avaliação periódica ao longo da carreira profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além disso, é fundamental sensibilizar este grupo populacional para o risco real de lesão auditiva permanente, promovendo uma cultura de prevenção e incentivando a não desvalorização de qualquer sintoma auditivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3107" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Portugal define limiares clínicos que melhoram o diagnóstico das perturbações vocais</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/portugal-define-limiares-clinicos-que-melhoram-o-diagnostico-das-perturbacoes-vocais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 09:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores portugueses definiram valores de cut-off do Voice Handicap Index (VHI) e da versão reduzida (VHI-10) para a população europeia de língua portuguesa, reforçando a triagem e avaliação de perturbações vocais. Em entrevista à News Farma, Gabriela Torrejano, terapeuta da fala no Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Santa Maria, destacou que o estudo, publicado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Investigadores portugueses definiram valores de <em>cut-off </em>do <em>Voice Handicap Index</em> (VHI) e da versão reduzida (VHI-10) para a população europeia de língua portuguesa, reforçando a triagem e avaliação de perturbações vocais. Em entrevista à News Farma, <strong>Gabriela Torrejano</strong>, terapeuta da fala no Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Santa Maria, destacou que o estudo, publicado em 2026 no <em>Journal of Voice</em>, estabeleceu limiares clínicos capazes de identificar 99,4% dos casos de perturbações vocais na triagem. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Qual é a importância de definir limiares clínicos (cut-off) na avaliação de perturbações vocais, especialmente no contexto da prática clínica em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gabriela Torrejano (GT) | </strong>Os limiares clínicos são fundamentais para os profissionais de saúde porque permitem comparar os valores obtidos na pessoa com perturbações vocais com os padrões de normalidade (pessoas sem queixas de voz).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estratégias de tomada de decisão clínica resultam da geração de hipóteses e de teste dessas hipóteses aceites ou rejeitadas em função dos resultados da avaliação multidisciplinar no serviço Otorrinolaringologia (anamnese, nasofibrolaringoscopia, avaliação auditivo-percetiva e acústica da voz). Mas desde os anos 90, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o processo de diagnóstico clínico inclua a opinião do próprio sobre a desvantagem da sua perturbação vocal na qualidade de vida relacionada com a saúde. Com base neste pressuposto foi desenvolvido, nos Estados Unidos da América (EUA), o questionário de autopreenchimento designado <em>Voice Handicap Index</em> (VHI) com 30 afirmações avaliadas numa escala de cinco pontos (Jacobson et al., 1997).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Porque é que a adaptação de limiares específicos para uma população linguística e cultural (como a portuguesa) é fundamental?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GT | </strong>O primeiro ato fundamental foi a adaptação linguístico-cultural do VHI para o português europeu (PE) (Guimarães, 2002; Guimarães &amp; Abberton, 2004) com o cuidado de que as 30 afirmações fossem adequadas a adultos (a partir dos 18 anos) com pelo menos o 5.º ano de escolaridade seguindo as recomendações da OMS. Posteriormente foi necessário proceder à análise da sua robustez clinimétrica que incluiu a equivalência com o original dos EUA e outras versões europeias (Verdonck-de-Leew et al., 2008) uma das orientações para os questionários de saúde (<em>Patient-Reported Outcome Measure</em>, PROM) (COSMIN guidelines).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viver com perturbações vocais&nbsp; tem consequências ao nível da função vocal e fatores psicossociais (culturais, sociais e linguísticos) e o VHI analisa esses diferentes domínios relacionados com a&nbsp; voz (funcionalidade, física e emocional). A interpretação do impacto da disfonia pode depender da cultura da pessoa prova disso é a diferença entre o limiar clínico (<em>cut-off</em>) do VHI em Português para a população europeia (<em>cut-off</em>=13,5) e para a população brasileira&nbsp; (<em>cut off</em>=19).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como podem estes novos limiares melhorar a triagem, diagnóstico e monitorização de doentes com perturbações vocais em contexto clínico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GT |&nbsp; </strong>O limiar clínico (<em>cut-off</em>) determinado para o VHI em PE é 13,5 (podendo ser assumido o valor 13 por defeito ou o valor 14 por excesso no resultado total da pontuação do questionário) o que permite na triagem identificar com alta probabilidade (99,4%) verdadeiros positivos, ou seja, pessoas com perturbações vocais</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico depende da avaliação multidisciplinar e do resultado do processo de raciocínio realizado por profissionais e este ‘teste’ (VHI com validade e fidedignidade comprovadas e cut-off) é um enorme contributo para associar aos resultados dos restantes exames (anamnese, nasofibrolaringoscopia, análise auditivo-percetiva e acústica da voz) e orientar o profissional no seu processo de raciocínio clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo português, pré- e pós- intervenção, mostrou a sensibilidade à mudança do VHI permitindo, por isso, a sua utilização na monitorização de doentes com perturbações vocais em contexto clínico (Caçador, 2019).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que recomendações podem ser retiradas deste estudo para os profissionais de saúde relativamente à utilização do VHI e VHI-10 na prática clínica diária e à necessidade de padronização na avaliação da voz?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>GT | </strong>Os questionários VHI-30 e a sua versão reduzida (VHI-10) em PE têm ambos validade e fidedignidade para serem usados como PROMs robustos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o profissional pretende apenas fazer triagem é aconselhável a utilização da versão reduzida (VHI-10) por que causa menor incómodo (burden) ao utente. Deverá ter atenção que o valor de corte só existe para o resultado total do VHI-10 e é 5,5 (pode assumir o valor 5 por defeito ou o valor 6 por excesso quanto ao resultado total do questionário).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o profissional pretende realizar o diagnóstico e/ou a monitorização do utente existe vantagem em usar o VHI-30 porque poderá analisar o limiar clínico do resultado total do VHI=13,5 (ou seja, pode assumir o valor 13 por defeito ou o valor 14 por excesso) e pode ainda verificar os limiares nos domínios do VHI. Para o domínio físico o limiar clínico é 6,5, no domínio funcional é 3,5 e no domínio emocional é 2,5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o terapeuta da fala a especificidade dos limiares clínicos dos domínios do VHI contribui positivamente para a tomada de decisão quanto ao modelo de intervenção terapêutica a adotar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da clínica da voz existem ainda, em português para a população europeia , limiares clínicos para o <em>Pediatric Voice Handicap Index</em> (pVHI) sendo 10,5 (&gt;10 ou 11 suspeita de disfonia) (Guimarães et al., 2021) e para o <em>Reflux Symptom Score-12 </em>(SSR-12) sendo 8 (&gt;8 suspeita de sintomas de refluxo) (Guimarães et al., 2023).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito científico a existência de PROMs em português para a população europeia robustos (com fidedignidade e validade) permite a sua utilização em estudos multicêntricos internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37805301/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Caçador MCRC. Voz e postura. [Tese de doutoramento na Internet]. [Lisboa]: Universidade Nova de Lisboa; 2019. 251 p. Disponível em: <a href="http://hdl.handle.net/10362/96123">http://hdl.handle.net/10362/96123</a></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Guimarães I, Almeida L, Quintal A, Batista AP, Teixeira A, Romeiro C. et al. Pediatric Voice Handicap Index (pVHI): Validation in European Portuguese children. J Voice. 2021 Jun 25; S0892-1997(21)00169-7. doi: 10.1016/j. jvoice.2021.05.004. 11-Capucho MCP.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Guimarães I. An electrolaryngographic study of dysphonic Portuguese speakers. [Doctoral Thesis on the Internet]. [Londres]: University College London, 2002. 321 p. Available from: https://discovery.ucl.ac.uk/id/ eprint/10105177/1/An_electrolaryngographic_study.pdf.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Guimarães I, Abberton E. An investigation of the voice handicap index with speakers of Portuguese: preliminary data. <em>J Voice. </em>2004; 18:71–82. https://doi.org/10.1016/j.jvoice.2003.07.002.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Verdonck-de Leeuw IM, Kuik DJ, De Bodt M, Guimaraes I, Holmberg EB, Nawka T. et al. Validation of the voice handicap index by assessing equivalence of European translations. Folia Phoniatr Logop. 2008;60(4):173-8. doi: 10.1159/000127836.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Reabilitação do olfato: técnica NAIM beneficia doentes laringectomizados</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/reabilitacao-do-olfato-tecnica-naim-beneficia-doentes-laringectomizados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 09:21:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Francisco Teixeira-Marques, especialista em Otorrinolaringologia, foi um dos autores de um estudo publicado na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço sobre a aplicação da técnica nasal airflow-inducing maneuver (NAIM) na recuperação do olfato em doentes laringectomizados. Segundo o autor, o objetivo é que “a reabilitação olfativa com o NAIM seja oferecida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Francisco Teixeira-Marques</strong>, especialista em Otorrinolaringologia, foi um dos autores de um estudo publicado na <em>Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço</em> sobre a aplicação da técnica <em>nasal airflow-inducing maneuver</em> (NAIM) na recuperação do olfato em doentes laringectomizados. Segundo o autor, o objetivo é que “a reabilitação olfativa com o NAIM seja oferecida a todos os doentes submetidos a laringectomia total, da mesma forma que lhes é oferecida terapia da fala e de deglutição”. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Qual é a relevância da reabilitação olfativa em doentes submetidos a laringectomia total, tendo em conta o impacto desta cirurgia na qualidade de vida?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Francisco Teixeira-Marques (FTM) | </strong>A laringectomia total tem um profundo impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes, na medida em que causa alterações permanentes na respiração (a via área passa a ser exclusivamente pelo traqueostoma) e fonação (com necessidade de aprendizagem de novas formas de “falar”), bem como dificuldades na deglutição em muitos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disfunção do olfato surge por uma relação lógica, mas muitas vezes esquecida: com a incapacidade de inalar ar pelo nariz, os odores não são captados pelos neurónios do epitélio olfativo. A disfunção olfativa tem impacto comprovado na qualidade de vida por provocar uma diminuição do paladar, de desfrutar de odores, de detetar perigo (ex: alimentos estragados, fugas de gás) e de não identificar o seu odor corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, respondendo à questão da relevância da reabilitação olfativa nestes pacientes, na minha opinião a resposta é clara: devemos oferecer ao paciente tudo o que estiver ao nosso alcance para minimizar o impacto da cirurgia, de forma a “encurtar a distância” para o que antes era o seu “normal”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Quais são as vantagens da NAIM na recuperação do olfato em doentes laringectomizados?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FTM | </strong>A técnica de NAIM, apelidada de “polite yawning” pela sua semelhança de movimento a bocejar com a boca fechada, tem como principal vantagem o facto de ser uma técnica simples, facilmente reproduzível e ensinada aos pacientes, sem custos, e com resultados bastante positivos na melhoria da capacidade olfativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Como podem ser interpretados os resultados que indicam recuperação do olfato em cerca de 84% dos participantes após a aplicação da técnica, e que implicações têm para a reabilitação destes doentes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FTM | </strong>O nosso estudo consistiu na realização dos testes psicofísicos de olfato (limiar e identificação) em duas ocasiões: antes de aprenderem o NAIM, e novamente 1 mês após aprenderem a manobra. O que conseguimos constatar foi que dos 19 pacientes que completaram o estudo, 16 destes obtiveram uma melhoria significativa nos scores dos testes olfativos após aprenderem o NAIM. Embora apenas 5 destes tenham conseguido atingir valores compatíveis com normósmia (i.e., capacidade olfativa normal em comparação com a população geral), os restantes conseguiram sempre melhorar a sua capacidade olfativa, ainda que para valores inferiores à população geral. Apenas 3 pacientes não conseguiram aprender a técnica, e esses não obtiveram qualquer melhoria nos testes. Portanto, são resultados bastante encorajadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que recomendações podem ser retiradas deste estudo para a prática clínica, nomeadamente quanto à integração da NAIM nos cuidados pós-operatórios de doentes laringectomizados?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FTM |</strong> O nosso objetivo com a publicação deste artigo é de encorajar a que a reabilitação olfativa com o NAIM seja oferecida a todos os doentes submetidos a laringectomia total, da mesma forma que lhes é oferecida terapia da fala e de deglutição. Pela nossa experiência, em 2 unidades hospitalares com diferentes terapeutas, a técnica é facilmente explicada aos doentes, dependendo deles próprios a vontade em treinar e aprimorar a sua capacidade olfativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo completo <a href="https://www.journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3101" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Desafios da asma na adolescência marcam reunião temática da SPAP</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/desafios-da-asma-na-adolescencia-marcam-reuniao-tematica-da-spap/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 10:32:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myotorrino.pt/?p=214264</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) promoveu no dia 28 de fevereiro, em Tomar, a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. A escolha do tema não foi casual. Como sublinhou o presidente da SPAP, Libério Ribeiro, a asma continua a ser uma das doenças crónicas mais prevalentes na infância e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) promoveu no dia 28 de fevereiro, em Tomar, a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. A escolha do tema não foi casual. Como sublinhou o presidente da SPAP, <strong>Libério Ribeiro</strong>, a asma continua a ser uma das doenças crónicas mais prevalentes na infância e adolescência, com sinais claros de subdiagnóstico e controlo insuficiente. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de estudos internacionais, com participação portuguesa, indicam que cerca de 14% dos adolescentes entre os 13 e os 14 anos têm asma, mas mais de 20% referem sintomas respiratórios recentes, como pieira ou dificuldade respiratória, sugerindo que muitos casos permanecem por diagnosticar. Mesmo entre os doentes com diagnóstico estabelecido, aproximadamente 12% apresentam sintomas no último ano, o que aponta para situações de asma não controlada, apesar de terapêutica prescrita. Segundo Libério Ribeiro, o controlo eficaz exige medicação de fundo regular, não apenas tratamento das crises.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adolescência surge, assim, como um período crítico. Além das alterações hormonais e do impacto psicológico e emocional, é nesta fase que surgem novos fatores de risco, como o contacto com o tabaco (incluindo vaporizadores), o álcool e outras substâncias. Estes temas estarão em destaque ao longo da reunião, a par da asma induzida pelo exercício, da prática desportiva, incluindo em contexto federado, e das implicações terapêuticas no âmbito do controlo antidopagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa incluiu ainda uma forte aposta no diagnóstico e monitorização, com particular enfoque no estudo funcional respiratório, um exame que continua subutilizado, apesar de “essencial” no seguimento regular do doente asmático. Outro momento relevante será dedicado à transição da consulta de alergologia pediátrica para a de adultos, um processo frequentemente sensível e determinante para a estabilidade clínica. As novas tecnologias e aplicações digitais aplicadas ao controlo da asma encerram os trabalhos científicos.</p>
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		<title>Estudo português indica fatores-chave da não adesão a longo prazo ao CPAP</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/estudo-portugues-indica-fatores-chave-da-nao-adesao-a-longo-prazo-ao-cpap/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 10:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>António Costa, pneumologista e especialista em Medicina do Sono na Unidade Local de Saúde do Alto Ave, foi o primeiro autor do artigo “Predictors of CPAP Non-Compliance One Year Post-Discharge in Obstructive Sleep Apnea Syndrome Patients”. Em entrevista à News Farma, explica os principais fatores associados à não adesão dos doentes com índice de apneia–hipopneia [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>António Costa, </strong>pneumologista e especialista em Medicina do Sono na Unidade Local de Saúde do Alto Ave, foi o primeiro autor do artigo “Predictors of CPAP Non-Compliance One Year Post-Discharge in Obstructive Sleep Apnea Syndrome Patients”. Em entrevista à News Farma, explica os principais fatores associados à não adesão dos doentes com índice de apneia–hipopneia (IAH) ao <em>continuous positive airway pressure</em> (CPAP) após a alta clínica. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Porque razão doentes com menor IAH apresentam maior risco de não adesão ao CPAP a longo prazo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>António Costa</strong> <strong>(AC) |</strong> Doentes com menor índice de apneia–hipopneia tendem a apresentar menor carga sintomática e, consequentemente, uma perceção reduzida da gravidade da doença. O conhecimento científico atual mostra que a adesão ao CPAP está fortemente associada à perceção subjetiva de benefício. Quando a melhoria clínica é pouco evidente, o tratamento pode passar a ser visto como desnecessário ou excessivamente penoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o CPAP deixa de ser encarado como um fator essencial de bem-estar diário, quando o contacto com equipas especializadas diminui. Assim, apesar de a doença ser objetivamente menos grave, a menor perceção de risco e benefício contribui para um maior abandono terapêutico ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | De que forma fatores sociais e comportamentais influenciam a manutenção da adesão ao CPAP após o fim do seguimento clínico regular?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AC |</strong> O estado civil divorciado reflete, de forma indireta, uma menor rede de suporte social. Está bem estabelecido que o apoio do companheiro/a de cama desempenha um papel relevante na manutenção da adesão ao CPAP. Para além do incentivo direto ao tratamento, o parceiro beneficia frequentemente de um sono menos agitado e do desaparecimento do ressonar, criando um reforço positivo bidirecional que favorece a continuidade da terapêutica. Na ausência deste contexto, o tratamento pode ser progressivamente desvalorizado, com diminuição da motivação para o seu uso regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao consumo de álcool, este associa-se tanto a alterações do sono como a padrões comportamentais menos estruturados. Para além de poder agravar eventos respiratórios e fragmentar o sono, o álcool pode reduzir a perceção de benefício do CPAP, tanto pelo impacto fisiológico como pela menor consistência nos hábitos noturnos. Após o fim do seguimento clínico regular, estes fatores comportamentais parecem assumir maior peso, contribuindo para uma perda gradual da adesão ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Porque é que a adesão ao CPAP no momento da alta é um forte preditor da adesão a longo prazo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AC |</strong> A adesão elevada no momento da alta traduz a consolidação de hábitos terapêuticos e a superação das principais barreiras iniciais ao uso do CPAP. O conhecimento científico atual demonstra que padrões de utilização bem estabelecidos tendem a manter-se ao longo do tempo, enquanto usos marginais ou inconsistentes aumentam o risco de abandono posterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da alta, intervenções simples, mas estruturadas podem melhorar este indicador, incluindo: reforço da importância do tratamento, mesmo em doentes menos sintomáticos; feedback baseado em dados objetivos de utilização e envolvimento do doente na tomada de decisão, aumentando a sensação de controlo e compromisso com a terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que estratégias de seguimento personalizado pós-alta podem ser mais eficazes, considerando o papel dos médicos de família?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AC |</strong> Sendo o médico de família o principal ponto de contacto após a alta da consulta hospitalar, o seu papel é central na manutenção da adesão ao CPAP. Estratégias eficazes passam por um seguimento estruturado nos cuidados de saúde primários, com: revisão periódica da utilização do CPAP e questionamento ativo sobre dificuldades; acesso aos relatórios de utilização, permitindo identificação precoce de padrões de redução; reforço regular da importância do tratamento, mesmo em doentes pouco sintomáticos e reencaminhamento célere para consultas especializadas perante a não adesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os grupos de maior risco identificados no estudo, este acompanhamento próximo e continuado pelo médico de família pode compensar a ausência de seguimento hospitalar regular e prevenir o abandono definitivo da terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Qual a mensagem que gostaria de deixar à comunidade médica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AC |</strong> Este estudo reforça que a adesão ao CPAP é um processo dinâmico e vulnerável após a alta clínica, mesmo em doentes inicialmente aderentes. A manutenção do tratamento depende menos da gravidade objetiva da doença e mais de fatores comportamentais, sociais e da continuidade do acompanhamento médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem fundamental é que o médico de família desempenha um papel decisivo no reforço da adesão a longo prazo. A vigilância ativa, o reforço positivo e a identificação precoce de dificuldades podem evitar o abandono silencioso do CPAP. Uma abordagem integrada entre cuidados hospitalares e Cuidados de Saúde Primários é essencial para garantir benefícios clínicos sustentados e otimizar os recursos do sistema de saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo <a href="https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/2691" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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