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	<title>My Otorrino</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 05 Aug 2026 14:59:35 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Otorrino</title>
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		<title>Margens cirúrgicas na cirurgia oncológica: um conceito em constante evolução</title>
		<link>https://myotorrino.pt/entrevistas/margens-cirurgicas-na-cirurgia-oncologica-um-conceito-em-constante-evolucao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:59:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Joana Guimarães, médica especialista em Otorrinolaringologia no Hospital Lusíadas, participou no 73.º Congresso Nacional da SPORL-CCP, onde destacou a importância do curso “Margem cirúrgica em oncologia de cabeça e pescoço &#8211; Para além dos milímetros” e do conceito de margem cirúrgica na cirurgia oncológica de cabeça e pescoço. Apesar de ser “um conceito muito antigo”, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Guimarães</strong>, médica especialista em Otorrinolaringologia no Hospital Lusíadas, participou no 73.º Congresso Nacional da SPORL-CCP, onde destacou a importância do curso “Margem cirúrgica em oncologia de cabeça e pescoço &#8211; Para além dos milímetros” e do conceito de margem cirúrgica na cirurgia oncológica de cabeça e pescoço. Apesar de ser “um conceito muito antigo”, sublinhou que continua “sempre atual”, uma vez que “tem vindo a mudar ao longo do tempo”. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p class="wp-block-paragraph">Tradicionalmente, este conceito baseia-se “na distância do tumor à margem retirada”. No entanto, atualmente reconhece-se que “existem outros conceitos, nomeadamente questões em termos moleculares”, bem como “todo o padrão de invasão do tumor”, o que reforça a ideia de que “possam não contar apenas os milímetros”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente às abordagens tecnológicas, destacou-se o papel de técnicas como o “Narrow-band imaging”, que “nos ajuda quer pré-operatoriamente, quer eventualmente intraoperatoriamente, a avaliar essas margens”, permitindo uma resseção “com mais segurança” através da análise do “padrão de vascularização”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista evidenciou também a importância da colaboração multidisciplinar, especialmente entre a Cirurgia e a Anatomia Patológica, e da “importância de um exame extemporâneo e de uma avaliação minuciosa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, destacou-se a perspetiva futura da área, referindo “aquilo que eventualmente o futuro nos reserva em termos de uma avaliação mais profunda é a nível molecular”. Concluiu reforçando que “é um tema super pertinente que está sempre na atualidade” especialmente “muito importante para um otorrinolaringologista que se foque na cirurgia de cabeça e pescoço na cirurgia oncológica”.</p>
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		<item>
		<title>Investigadores validam questionário para detetar alterações do olfato na população portuguesa</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/investigadores-validam-questionario-para-detetar-alteracoes-do-olfato-na-populacao-portuguesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:57:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigação concluiu com sucesso a tradução, adaptação cultural e validação do questionário internacional Self-Reported Mini Olfactory Questionnaire (Self-MOQ) para a população portuguesa, criando uma nova ferramenta fiável para o rastreio de disfunções olfativas. O estudo seguiu diretrizes internacionalmente reconhecidas para o processo de tradução e adaptação. A validação envolveu um total de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa de investigação concluiu com sucesso a tradução, adaptação cultural e validação do questionário internacional <em>Self-Reported Mini Olfactory Questionnaire </em>(Self-MOQ) para a população portuguesa, criando uma nova ferramenta fiável para o rastreio de disfunções olfativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo seguiu diretrizes internacionalmente reconhecidas para o processo de tradução e adaptação. A validação envolveu um total de 50 participantes, divididos em dois grupos: um grupo teste com 25 indivíduos com queixas relacionadas com o olfato e disfunção olfativa confirmada através do Portuguese Smell Test, e um grupo de controlo com 25 participantes sem alterações reportadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os participantes responderam ao questionário em dois momentos distintos, com um intervalo médio de três semanas, permitindo avaliar a consistência das respostas ao longo do tempo. A análise estatística foi realizada com recurso ao software SPSS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstraram uma excelente consistência interna do instrumento, com um alfa de Cronbach de 0,937, indicando elevada fiabilidade entre os itens do questionário. Além disso, a fiabilidade teste-reteste revelou-se igualmente elevada, com um coeficiente de correlação intraclasse médio de 0,98, confirmando a estabilidade das respostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A validade discriminatória foi também comprovada, verificando-se uma diferença estatisticamente significativa entre as pontuações do grupo com disfunção olfativa e o grupo de controlo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a versão portuguesa do Self-MOQ constitui um instrumento válido e fiável para o rastreio de alterações do olfato, podendo vir a desempenhar um papel importante na prática clínica e na identificação precoce de disfunções olfativas na população portuguesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o artigo <a href="https://www.journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3102" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ULS do Algarve conclui que septoplastia com anestesia local é tão eficaz quanto com anestesia geral</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/uls-do-algarve-conclui-que-septoplastia-com-anestesia-local-e-tao-eficaz-quanto-com-anestesia-geral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:56:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo desenvolvido pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve concluiu que a septoplastia realizada sob anestesia local é tão eficaz e segura quanto o procedimento efetuado com anestesia geral no tratamento do desvio do septo nasal. O trabalho, de caráter prospetivo observacional, teve como principal objetivo comparar os resultados clínicos e o impacto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo desenvolvido pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve concluiu que a septoplastia realizada sob anestesia local é tão eficaz e segura quanto o procedimento efetuado com anestesia geral no tratamento do desvio do septo nasal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho, de caráter prospetivo observacional, teve como principal objetivo comparar os resultados clínicos e o impacto na qualidade de vida dos doentes submetidos às duas abordagens. Para isso, foram avaliados 90 pacientes diagnosticados com desvio do septo nasal, divididos em dois grupos: 45 submetidos a cirurgia com anestesia geral e 45 com anestesia local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes responderam a questionários validados de avaliação da qualidade de vida relacionada com a obstrução nasal, nomeadamente as escalas NOSE, SNOT-22 e a Escala Visual Analógica (EVA), antes da cirurgia e três meses após o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os resultados, ambos os grupos registaram melhorias significativas após a intervenção cirúrgica, com reduções relevantes nos sintomas e impacto positivo na qualidade de vida. No entanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os dois tipos de anestesia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo submetido a anestesia local, a dor média reportada foi de 2,4 numa escala de 0 a 10, sendo considerada baixa. Além disso, o grau de satisfação dos doentes com o resultado da cirurgia foi semelhante nos dois grupos analisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a septoplastia sob anestesia local representa uma alternativa eficaz, segura e bem tolerada à abordagem tradicional com anestesia geral, podendo contribuir para uma maior flexibilidade na prática clínica e potencial redução de recursos hospitalares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://www.journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3088" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Porto recebe congresso internacional de referência na área dos implantes cocleares</title>
		<link>https://myotorrino.pt/eventos/porto-recebe-congresso-internacional-de-referencia-na-area-dos-implantes-cocleares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 14:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade do Porto prepara-se para acolher um dos mais importantes encontros científicos na área da saúde auditiva. Entre os dias 5 e 8 de setembro de 2027, terá lugar o XII Congresso Ibero-Americano de Implantes Cocleares e Ciências (GICCA 2027), reunindo especialistas, investigadores e profissionais de diversos países. O evento promete afirmar-se como uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cidade do Porto prepara-se para acolher um dos mais importantes encontros científicos na área da saúde auditiva. Entre os dias 5 e 8 de setembro de 2027, terá lugar o XII Congresso Ibero-Americano de Implantes Cocleares e Ciências (GICCA 2027), reunindo especialistas, investigadores e profissionais de diversos países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento promete afirmar-se como uma plataforma privilegiada de partilha de conhecimento e atualização científica, congregando participantes provenientes de toda a comunidade ibero-americana, bem como de outros pontos da Europa e do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a organização, o congresso inclui conferências, sessões temáticas, apresentações orais e pósteres, promovendo o debate multidisciplinar e a divulgação de avanços na área dos implantes cocleares e tecnologias associadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais informações <a href="https://gicca2027oporto.com/index.php/es/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ESSD 2026 apresenta pré-cursos especializados em disfagia</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/essd-2026-apresenta-pre-cursos-especializados-em-disfagia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A organização do congresso internacional da European Society for Swallowing Disorders (ESSD) anunciou um conjunto abrangente de pré-cursos destinados a profissionais de saúde interessados na área da disfagia. Estes cursos, que antecedem o congresso principal, visam reforçar competências clínicas e promover a atualização científica através de formação prática e baseada em evidência. Entre as dez [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A organização do congresso internacional da <a href="https://essd.org/essd-16th-annual-congress/"><em>European Society for Swallowing Disorders </em></a><a href="https://essd.org/essd-16th-annual-congress/">(ESSD)</a> anunciou um conjunto abrangente de pré-cursos destinados a profissionais de saúde interessados na área da disfagia. Estes cursos, que antecedem o congresso principal, visam reforçar competências clínicas e promover a atualização científica através de formação prática e baseada em evidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as dez formações disponíveis, destacam-se cursos focados em áreas específicas como a avaliação endoscópica da deglutição, estudos videofluoroscópicos, gestão de traqueostomia e manometria de alta resolução. A programação inclui ainda workshops dedicados à disfagia pediátrica, utilização de ultrassons, nutrição associada à disfagia e abordagens clínicas para populações geriátricas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a organização, os pré-cursos combinam conteúdos teóricos com atividades práticas e discussão de casos clínicos, proporcionando uma aprendizagem aprofundada e multidisciplinar. Estes programas destinam-se a profissionais de saúde envolvidos na avaliação e tratamento de distúrbios da deglutição, incluindo médicos, terapeutas da fala e outros especialistas da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre os cursos <a href="https://essd2026.org/pre-courses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Perda auditiva afeta perceção, mas não reduz prazer pela música</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/perda-auditiva-afeta-percecao-mas-nao-reduz-prazer-pela-musica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:43:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional vem lançar luz sobre a forma como pessoas com perda auditiva experienciam a música, sugerindo que fatores como o treino musical e a idade podem ter um impacto mais significativo do que a própria condição auditiva. A investigação, publicada no Otolaryngology–Head and Neck Surgery,&#160; analisou 201 adultos com diferentes perfis auditivos, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo internacional vem lançar luz sobre a forma como pessoas com perda auditiva experienciam a música, sugerindo que fatores como o treino musical e a idade podem ter um impacto mais significativo do que a própria condição auditiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, publicada no <em>Otolaryngology–Head and Neck Surgery</em>,&nbsp; analisou 201 adultos com diferentes perfis auditivos, incluindo indivíduos com audição normal, pessoas com perda auditiva sem apoio, utilizadores de aparelhos auditivos e portadores de implantes cocleares. A amostra apresentou uma idade média de 61,3 anos, sendo 55,2% dos participantes do sexo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstram que a condição auditiva influencia diretamente a perceção musical. Em particular, os utilizadores de implantes cocleares registaram níveis significativamente mais baixos de habilidades perceptivas, com uma média ajustada de 33,1 pontos, em comparação com valores entre 38,6 e 42,9 nos restantes grupos (diferenças estatisticamente significativas com p &lt; 0,01).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o estudo destaca que esta limitação na perceção não se traduz necessariamente numa menor ligação à música. Pelo contrário, fatores não auditivos revelaram-se mais determinantes para o envolvimento e a recompensa musical. O treino musical, por exemplo, demonstrou um impacto expressivo: um aumento de um desvio padrão (equivalente a 10,1 pontos) esteve associado a mais 3,1 pontos nas capacidades perceptivas, bem como a um acréscimo de 21,7 dias de escuta musical por ano e 32,3 dias adicionais de participação em atividades musicais. Além disso, verificou-se um aumento de 3,1 pontos na perceção de recompensa musical.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que, embora a perda auditiva afete a perceção musical, não impede necessariamente o prazer e o envolvimento com a música, mesmo entre utilizadores de implantes cocleares. Estes dados reforçam a importância de fatores comportamentais e modificáveis, como o treino musical, na melhoria da experiência musical de pessoas com limitações auditivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://aao-hnsfjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ohn.70340" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial prevê complicações após cirurgia ao cancro da língua com elevada precisão</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/inteligencia-artificial-preve-complicacoes-apos-cirurgia-ao-cancro-da-lingua-com-elevada-precisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 08:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo internacional publicado no JAMA Otolaryngology–Head &#38; Neck Surgery demonstrou que modelos de inteligência artificial podem prever com grande fiabilidade as complicações pós-operatórias em doentes submetidos a cirurgia ao cancro da língua, uma área tradicionalmente marcada por riscos elevados e limitada capacidade de previsão individualizada. A investigação analisou dados de 8.266 adultos submetidos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo internacional publicado no <em>JAMA Otolaryngology–Head &amp; Neck Surgery </em>demonstrou que modelos de inteligência artificial podem prever com grande fiabilidade as complicações pós-operatórias em doentes submetidos a cirurgia ao cancro da língua, uma área tradicionalmente marcada por riscos elevados e limitada capacidade de previsão individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou dados de 8.266 adultos submetidos a glossectomia entre 2008 e 2024, com base numa base de dados que abrange mais de 700 hospitais, maioritariamente nos Estados Unidos. A idade mediana dos doentes foi de 63 anos, sendo 59,2% do sexo masculino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, no período de 30 dias após a cirurgia: 17,3% dos doentes sofreram algum tipo de complicação, sendo que 14,5% registaram complicações graves. Houve 8,6% dos doentes que necessitaram de reoperação não planeada e 6,6% tiveram hemorragias com necessidade de transfusão. Além disso, 6,2% desenvolveram infeção no local cirúrgico e 3,2% contraíram pneumonia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhorar a previsão destes riscos, os investigadores desenvolveram o PRO-TONGUE, uma nova ferramenta baseada em aprendizagem automática (machine learning), capaz de fornecer estimativas de risco personalizadas antes da cirurgia. Foram utilizados 31 fatores clínicos pré-operatórios para treinar vários modelos, incluindo redes neuronais, XGBoost e LightGBM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais avanços, destaca-se a capacidade do modelo em prever hemorragias com necessidade de transfusão com uma precisão muito elevada (área sob a curva ROC entre 0,88 e 0,90).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os modelos mais eficazes variaram consoante o tipo de complicação. O XGBoost destacou-se na previsão de hemorragias e complicações graves, enquanto que o LightGBM apresentou melhor desempenho na previsão de infeções, pneumonia e reoperações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, o desempenho global dos modelos de inteligência artificial foi comparável, e em alguns casos superior, ao das ferramentas clínicas atualmente utilizadas, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada e segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos procedimentos analisados correspondeu a glossectomias parciais (74,2%), seguidas de excisões menores (15,4%), cirurgias compostas/estendidas (9,5%) e glossectomias totais (4,1%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que a utilização de inteligência artificial pode melhorar significativamente o planeamento cirúrgico e a tomada de decisão clínica, embora sublinhem a necessidade de validação adicional em diferentes populações antes da implementação generalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaotolaryngology/article-abstract/2850119#xd_co_f=N2EzODQ1NDQtMTlkNi00NDAwLWFiMjAtMGNhOThkZDYyY2U1~" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Save the date: Otoneuro 2026 ocorre em outubro</title>
		<link>https://myotorrino.pt/eventos/save-the-date-otoneuro-2026-ocorre-em-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:27:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Congresso Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia (APO) realiza mais uma edição do Otoneuro, nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, no Hotel MH Peniche, reunindo especialistas nacionais para discutir os mais recentes avanços na área. Dirigido a profissionais de saúde, o encontro pretende promover a atualização científica e a partilha de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Congresso Anual da Associação Portuguesa de Otoneurologia (APO) realiza mais uma edição do Otoneuro, nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, no Hotel MH Peniche, reunindo especialistas nacionais para discutir os mais recentes avanços na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido a profissionais de saúde, o encontro pretende promover a atualização científica e a partilha de boas práticas clínicas, através de um programa que inclui palestras, debates e momentos de networking entre pares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Encontra-se atualmente aberta a submissão de abstracts, promovendo a participação ativa da comunidade científica e a divulgação de investigação na área da Otoneurologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o evento <a href="https://diventos.eventkey.pt/geral/detalheeventos.aspx?cod=1705" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Sonolência diurna e roncopatia determinam impacto funcional na apneia do sono</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/sonolencia-diurna-e-roncopatia-determinam-impacto-funcional-na-apneia-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença. A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente veio reforçar a importância dos sintomas na avaliação da síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), demonstrando que a sonolência diurna e a intensidade da roncopatia são os principais fatores associados ao impacto funcional da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação nacional analisou doentes diagnosticados com SAOS entre 2020 e 2024, avaliando o impacto funcional através da escala <em>Functional Outcomes of Sleep Questionnaire-30</em>. Foram ainda considerados indicadores clínicos e sintomáticos como o índice de massa corporal (IMC), perímetro cervical (PC), índice de apneia/hipopneia (IAH), a escala de sonolência de Epworth (ESS) e a escala visual analógica da roncopatia (VAS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra incluiu 64 doentes, dos quais 69% (n=44) eram do sexo masculino. A maioria (81%; n=52) apresentava SAOS ligeira a moderada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram uma correlação negativa estatisticamente significativa entre o FOSQ-30 e a ESS (r = -0,673; p&lt;0,001), indicando que níveis mais elevados de sonolência diurna estão associados a pior funcionamento diário. Também a intensidade da roncopatia, medida pela VAS, mostrou uma correlação negativa com o impacto funcional (r = -0,280; p=0,025).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, não se observaram correlações estatisticamente significativas entre o FOSQ-30 e o IMC, o perímetro cervical ou o índice de apneia/hipopneia. Da mesma forma, não houve diferenças relevantes no impacto funcional entre doentes com SAOS ligeira, moderada ou grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os sintomas percecionados pelos doentes, em particular a sonolência diurna e o ressonar, são determinantes para o impacto da SAOS na qualidade de vida, independentemente da gravidade medida por exames do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados sublinham a necessidade de integrar escalas funcionais e sintomáticas na prática clínica, permitindo uma abordagem mais centrada no doente e uma melhor compreensão do verdadeiro impacto da doença no quotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/3102" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>TRACE2: primeiro estudo nacional que avalia custos e utilização de recursos no cancro da cabeça e pescoço</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/trace2-primeiro-estudo-nacional-que-avalia-custos-e-utilizacao-de-recursos-no-cancro-da-cabeca-e-pescoco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado. A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo nacional (TRACE2) avaliou o impacto clínico e económico do carcinoma espinocelular da cabeça e pescoço localmente avançado (CECP-LA), uma doença que continua a ser diagnosticada em fase avançada em cerca de 60% dos casos, estando associada a elevado risco de recidiva e prognóstico reservado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise ocorreu em quatro hospitais nacionais (IPO de de Coimbra Francisco Gentil, ULS do Algarve, ULS de Gaia e Espinho, ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro), e incluiu 150 doentes, dos quais 94,7% eram homens e 91,3% tinham entre 50 e 79 anos. O perfil clínico revela uma forte associação a fatores de risco clássicos: 92,0% eram fumadores e 83,1% apresentavam consumo excessivo de álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estratégia terapêutica mais utilizada foi a terapêutica sistémica combinada com radioterapia (81,3%), enquanto que a cirurgia foi realizada em 17,3% dos doentes e apenas 13,3% receberam radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante um seguimento mediano de 12 meses, os dados mostram uma utilização intensiva de recursos: mais de 89% dos doentes recorreram a consultas e exames, 74,5% foram hospitalizados e 37,6% recorreram ao serviço de urgência. Apesar da carga sintomática significativa, o recurso a cuidados paliativos especializados foi mais limitado, incluindo 85,2% com suporte nutricional, 16,1% com apoio psicológico e 8,7% com intervenção em fonoaudiologia. A utilização de recursos foi particularmente elevada durante a fase ativa de tratamento, diminuindo após a sua conclusão ou interrupção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista económico, o estudo revela que o custo médio global anual por doente foi de 7.706 euros (intervalo interquartil: 3.775,8 – 20.784,8 euros). Os principais determinantes de custo foram a terapêutica sistémica associada à radioterapia, as hospitalizações, as consultas e os exames de imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores sublinham que o TRACE2 constitui a primeira caracterização abrangente em Portugal do tratamento do CECP-LA em contexto real, evidenciando não só o peso clínico da doença, mas também o seu impacto económico. Perante a elevada proporção de diagnósticos em fase avançada, os resultados reforçam a necessidade de melhorar estratégias de diagnóstico precoce, otimizar os protocolos de seguimento e promover uma gestão mais eficiente dos recursos de saúde. O objetivo final passa por melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida destes doentes, garantindo simultaneamente a sustentabilidade do sistema de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42294288/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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