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	<title>cancro de cabeça e pescoço Archives - My Otorrino</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Otorrinolaringologia e Otoneurologia e outros profissionais de saúde.</description>
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	<title>cancro de cabeça e pescoço Archives - My Otorrino</title>
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		<title>Três mil novos casos de cancro de cabeça e pescoço em Portugal todos os anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2021 11:17:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) alerta para a importância do diagnóstico precoce do cancro de cabeça e pescoço para aumentar as taxas cura do tratamento desta doença. A Dr.ª Ana Joaquim, presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço, explica que o principal fator de risco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) alerta para a importância do diagnóstico precoce do cancro de cabeça e pescoço para aumentar as taxas cura do tratamento desta doença.</p>
<p><span id="more-212893"></span></p>
<p>A Dr.ª Ana Joaquim, presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço, explica que o principal fator de risco é o consumo crónico de tabaco e/ou bebidas alcoólicas. No caso específico do cancro da orofaringe existe outro fator de risco que tem vindo a aumentar – a infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV), sexualmente transmissível pelo contacto pele com pele e/ou mucosa. “Outros fatores de risco são a higiene oral deficitária e próteses dentárias mal-adaptadas (no cancro da cavidade oral) e a exposição a determinados agentes como o pó da madeira ou da cortiça (no cancro das fossas nasais e seios perinasais)”, sublinha.</p>
<p>O cancro de cabeça e pescoço envolve os tumores das vias aerodigestivas da cabeça e do pescoço – as vias por onde circulam o ar e os alimentos, ou seja, a boca, o nariz, a faringe (que se divide em naso, oro e hipofaringe) e a laringe. Na grande maioria dos doentes, os sintomas começam e desenvolvem-se sem que lhes seja dada a devida atenção. “Os sintomas do cancro de cabeça e pescoço são relativos às localizações especificadas antes – lesões da mucosa da cavidade oral (aftas, lesões brancas ou vermelhas), dor de garganta, dificuldade ou dor em engolir, rouquidão, massas ou nódulos no pescoço. Apesar destas queixas serem comuns a muitas doenças benignas, deve ser dada especial atenção quando duram três semanas ou mais. Nessa altura, a recomendação é procurar o médico”, aconselha.</p>
<p>Na opinião da especialista, é fundamental recorrer precocemente aos cuidados de saúde nestas situações. “Quanto mais cedo se iniciar o tratamento da doença, maior a probabilidade de cura e de menos sequelas dos tratamentos”, afirma. “Quando diagnosticado em fase inicial, o cancro de cabeça e pescoço é tratado com uma única modalidade de tratamento, como cirurgia ou radioterapia, com uma probabilidade de cura de cerca de 90%”, acrescenta.</p>
<p>Alerta que, “quando diagnosticado em fase avançada, os tratamentos são multimodais (ou seja, a combinação de cirurgia e/ou radioterapia e/ou quimioterapia) e a probabilidade de cura desce para cerca de 50-60%, à custa de sequelas mais ou menos mutilantes dos tratamentos”. Hoje em dia cerca de dois terços dos novos casos ainda são diagnosticados em fase avançada. A fase dos tratamentos pode ser violenta sob os pontos de vista físicos e psicológicos. Segundo a vice-presidente da AICSO, por exemplo são muitas as situações em que é necessário realizar extrações dentárias múltiplas para que a radioterapia seja realizada em segurança.</p>
<p>Para os sobreviventes são muitos os desafios após a conclusão dos tratamentos. “Falamos da adaptação a uma nova realidade, que implica viver com sequelas dos tratamentos. Por exemplo, os doentes que realizam tratamento radical à base de radioterapia, ficam com a boca e garganta seca, muitas vezes com o paladar alterado, e, a nível do pescoço, com a pele espessa e, por vezes, inchada. Noutros casos, os doentes passam a viver traqueostomizados, necessitando de reaprender a comunicar. Noutros ainda, ficam dependentes de sondas para alimentação”, salienta a Dr.ª Ana Joaquim. “Esta adaptação é possível, mas exige de todos – profissionais e instituições de saúde, sociedade, doentes e cuidadores – um esforço para oferecer os melhores cuidados de suporte a estes doentes, tentando minimizar as complicações e devolvê-los à sociedade, no final dos tratamentos, com qualidade de vida e aptos para retomar as suas atividades”, defende. Considera, por isso, que são fundamentais várias valências de suporte desde o início da jornada terapêutica – Nutrição, Psicologia, Reabilitação, Assistência social, cuidados aos estomas, etc.</p>
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		<title>Inquérito sobre o diagnóstico do cancro da cabeça e do pescoço preocupa especialistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 10:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os atrasos no diagnóstico do cancro da cabeça e do pescoço preocupam ainda mais os especialistas devido ao impacto da pandemia. Para determinar o reconhecimento dos sintomas do cancro da cabeça e do pescoço, foi realizado um inquérito junto dos cidadãos de cinco países, incluindo Portugal. Este revela que existe um desconhecimento generalizado sobre os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os atrasos no diagnóstico do cancro da cabeça e do pescoço preocupam ainda mais os especialistas devido ao impacto da pandemia. Para determinar o reconhecimento dos sintomas do cancro da cabeça e do pescoço, foi realizado um inquérito junto dos cidadãos de cinco países, incluindo Portugal. Este revela que existe um desconhecimento generalizado sobre os sintomas desta doença.</p>
<p><span id="more-212675"></span></p>
<p>A COVID-19 criou relutância em procurar aconselhamento médico, sendo necessário alertar a população para a importância de reconhecer os sintomas da doença e do diagnóstico precoce, que prolonga e salva vidas. Os especialistas acreditam que os atrasos no diagnóstico desta doença são uma “bomba relógio”, podendo ser fatal.</p>
<p>O inquérito apresentado, uma iniciativa da Sociedade Europeia de Cabeça e Pescoço, no âmbito da campanha e da Coligação Europeia de Doentes com Cancro, auscultou 5.700 pessoas na Alemanha, Itália, Polónia, Portugal e Turquia. Este revela que apenas 27% dos entrevistados admitem conhecer, com toda a certeza, os sintomas do cancro da cabeça e do pescoço, com 38% a confirmarem nunca ter ouvido falar deste tipo de tumor.</p>
<p>Tendo sido dado a escolher, a partir de uma lista, quais os sintomas que correspondem ao cancro da cabeça e do pescoço, que representa todos os tipos de cancro diagnosticados na região da cabeça ou pescoço, incluindo a boca e a língua, garganta e laringe, os inquiridos variaram na sua capacidade de identificar corretamente os mesmos. Ao todo, 58% identificaram corretamente a presença de um caroço no pescoço como um dos sintomas, tendo os restantes, como dor ao engolir (38%), sangramento frequente do nariz (26%), manchas vermelhas ou brancas na boca (21%) ou nariz entupido com frequência (12%), sido referidos por uma percentagem cada vez menor.</p>
<p>Em média, apenas 45% dos inquiridos admitiram visitar um profissional de saúde na presença de um destes sintomas durante três ou mais semanas, apesar de ser esta a medida recomendada pelos especialistas. Situação que se agrava ainda mais devido à COVID-19, que tem afastado as pessoas dos serviços de saúde. Atualmente, quase 30% dos inquiridos revelaram ser menor a probabilidade de marcarem uma consulta com um profissional de saúde devido à pandemia.</p>
<p>No que diz respeito aos fatores de risco, o inquérito confirma que há ainda muito a fazer no que diz respeito à informação sobre o cancro da cabeça e do pescoço. Apenas 57% dos inquiridos identificaram o tabaco como fator de risco e só 31% fizeram o mesmo com o consumo de bebidas alcoólicas, apesar de serem estas as principais causas associadas ao cancro da cabeça e do pescoço. Menos ainda foram os que identificaram o HPV, uma infeção vírica sexualmente transmissível e transmitida de pele a pele, como fator de risco: apenas um em cada cinco o conseguiu fazer.</p>
<p>O inquérito permitiu ainda verificar que só um em cada quatro inquiridos sabia que ter mais de 40 anos aumenta o risco deste tipo de cancro e menos ainda, 5%, reconheceram o facto de se ser homem um fator de risco.</p>
<p>“Estes dados confirmam a necessidade de mais informação sobre os fatores de risco e os sinais de alerta do cancro da cabeça e do pescoço, uma informação que pode salvar vidas”, refere a Dr.ª Ana Joaquim, em nome da direção do Grupo de Estudos do Cancro da Cabeça e do Pescoço. “O diagnóstico precoce é uma grande prioridade, mas para isso é necessário que se consigam identificar os sintomas. Só em Portugal são diagnosticados 3.000 novos casos por ano, casos esses que, se forem diagnosticados em fase precoce, têm uma taxa de cura de 80 a 90%. No entanto, dois em cada três casos ainda são diagnosticados em fase avançada, o que justifica que ainda seja responsável pela morte de três portugueses por dia. É preciso mudar estes números, o que se pode fazer com mais e melhor informação”, acrescenta.</p>
<p>O cancro da cabeça e do pescoço é o sexto tipo de cancro mais comum na Europa, com cerca de 160 mil pessoas diagnosticadas todos os anos. No entanto, 73% dos inquiridos revela não conhecer quais os sintomas do cancro da cabeça e do pescoço. Perante estes fatores, os especialistas consideram essencial alertar para o diagnóstico da doença.</p>
<p>A campanha Make Sense, lançada na 8.ª Semana de Sensibilização para o Cancro de Cabeça e Pescoço, serviu de mote para alertar para o desconhecimento generalizado dos sintomas desta doença.</p>
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		<title>Cancro de cabeça e pescoço: o impacto da doença em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2019 13:49:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A perspetiva global informa-nos que o cancro de cabeça e pescoço é diagnosticado em cerca de 3000 portugueses por ano. Informa-nos também que, quando diagnosticado numa fase precoce, em estadios localizados, tem uma probabilidade de cura de 80 a 90% com uma modalidade de tratamento. Falamos de cirurgia ou radioterapia. Por sua vez, quando diagnosticado [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A perspetiva global informa-nos que o cancro de cabeça e pescoço é diagnosticado em cerca de 3000 portugueses por ano. Informa-nos também que, quando diagnosticado numa fase precoce, em estadios localizados, tem uma probabilidade de cura de 80 a 90% com uma modalidade de tratamento. Falamos de cirurgia ou radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por sua vez, quando diagnosticado numa fase localmente avançada, a probabilidade de cura baixa para cerca de 50%, com tratamentos multimodais mais agressivos e com sequelas importantes. Infelizmente, em Portugal, a maioria dos 3000 novos casos/ano são diagnosticados nesta fase. É por isso que esta doença mata três pessoas, em Portugal, por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos tipos mais frequentes é o cancro da cavidade oral. Esta é uma zona facilmente acessível. Consideramos, assim, fundamental que a população aprenda a valorizar os sintomas e sinais que, apesar de comuns a outras patologias, persistem ao longo do tempo. Assim, feridas ou outras lesões, dor ou tumefações cervicais que persistem ao fim de 3 semanas deverão ser avaliadas e biopsadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa perspetiva de impacto individual, relembro a história do Miguel (nome fictício), de 41 anos, consumidor de um maço de tabaco por dia desde os 16 anos e de meio litro de vinho por dia. Trabalhava na construção civil, era uma importante fonte de rendimento familiar, vivia com a esposa, um filho de 3 meses e outro de 12 anos. Notou uma massa junto aos dentes, a que não deu importância. Após uns meses, a esposa apercebeu-se de um inchaço no pescoço, que cresceu e foi endurecendo ao longo das semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia em que o filho mais novo completou 1 ano, o Miguel recorreu à urgência por dores insuportáveis no conglomerado adenopático que se desenvolvera. Nesta altura, tinha cerca de 7 cm. Também já não conseguia mobilizar a língua por uma extensa massa que se estendera ao pavimento da boca, o que dificultava a deglutição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi submetido a quimioterapia de indução, com o tripleto TPF (docetaxel, 5-fluorouracilo e docetaxel), que foi complicada de neutropenia febril a motivar internamento em isolamento. Após 2 meses de quimioterapia, foi submetido a hemipelviglossectomia com esvaziamento cervical bilateral e reconstrução, o que obrigou a internamento de mais de 30 dias, colocação de gastrostomia percutânea de alimentação e traqueostomia temporárias. E, cinco semanas depois da cirurgia, iniciou radioterapia complementar, que durou seis semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sequelas, o Miguel perdeu 6% do seu peso corporal, ficou com xerostomia severa, fadiga e necessitou de terapia da fala para conseguir alimentar-se pela boca, embora com dieta adaptada, para além da reabilitação do ombro por disfunção pós-esvaziamento cervical. Apenas retomou o trabalho cerca de 1 ano depois de ter completado os tratamentos e, pouco tempo depois, foi despedido. Nada lhe tira da ideia que o motivo estará relacionado com as capacidades que nota não serem as mesmas. Com muita força de vontade, não voltou a consumir tabaco e álcool e conseguiu novo emprego. Há 5 anos que se encontra em vigilância, sem evidência de recidiva. Calhou no grupo dos 50% que ficou sem evidência de doença, tecnicamente curado. No entanto, existiram várias oportunidades de atuação ao longo do curso da história do Miguel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma a sensibilizar para a importância de agarrar estas oportunidades, no âmbito da 7.ª Semana Europeia de Luta Contra o Cancro de Cabeça e Pescoço, o Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço organiza duas ações de rastreio e diagnóstico precoce do cancro da cavidade oral. Irão decorrer, no dia 16 de setembro, em Lisboa (Rua Cintura do Porto de Lisboa) e, no dia 20 de setembro, no Porto (estação de metro da Trindade).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apelamos a que a comunidade médica, de outros profissionais de saúde e a população em geral se juntem a nós nesta causa.</p>
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		<title>Cancro da cabeça e pescoço: novas evidências revelam que tabagismo constitui um fator de risco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2019 10:52:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[cigarros]]></category>
		<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo levado a cabo por um grupo de investigadores Now Thomas Jefferson University, Estados Unidos da América (EUA), e recentemente publicado na revista científica Molecular Cancer Research revela que o tabagismo constitui um fator de risco para o desenvolvimento de cancro da cabeça e pescoço e reduz a eficácia do tratamento. O estudo avança [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo levado a cabo por um grupo de investigadores <em>Now Thomas Jefferson University</em>, Estados Unidos da América (EUA), e recentemente publicado na revista científica<em> Molecular Cancer Research</em> revela que o tabagismo constitui um fator de risco para o desenvolvimento de cancro da cabeça e pescoço e reduz a eficácia do tratamento.</p>
<p><span id="more-212379"></span></p>
<p>O estudo avança que o fumo do cigarro altera o metabolismo das células nos carcinomas espinocelulares de cabeça e pescoço, tornando os tumores mais eficientes como um ecossistema para promover o crescimento do cancro.</p>
<p>No estudo, os investigadores expuseram fibroblastos ao fumo do cigarro. Para além de outras evidências verificadas, constatou-se que as células cancerígenas aumentaram a mobilidade e resistência.</p>
<p>Consulte a notícia completa <a href="https://www.news-medical.net/news/20190808/Study-shows-how-cigarette-smoke-drives-tumor-aggressiveness-in-head-and-neck-cancer.aspx" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Fonte: News Medical Life Sciences</span></p>
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		<title>Curso Teórico-Prático Cancro da Cabeça e Pescoço reúne especialistas em Lisboa</title>
		<link>https://myotorrino.pt/eventos/curso-teorico-pratico-cancro-da-cabeca-e-pescoco-reune-especialistas-em-lisboa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 10:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Unidade de Diagnóstico e Tratamento Integrado do Instituto de Oncologia da CUF, no âmbito da Academia CUF, organiza o Curso Teórico-Prático Cancro da Cabeça e Pescoço. O evento tem lugar no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, no próximo dia 9 de março. A formação destina-se a enfermeiros e estudantes de Enfermagem, integrando a discussão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Unidade de Diagnóstico e Tratamento Integrado do Instituto de Oncologia da CUF, no âmbito da Academia CUF, organiza o Curso Teórico-Prático Cancro da Cabeça e Pescoço. O evento tem lugar no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, no próximo dia 9 de março.</p>
<p><span id="more-212235"></span></p>
<p>A formação destina-se a enfermeiros e estudantes de Enfermagem, integrando a discussão de temas como &#8220;Avaliação das toxicidades medicamentosas&#8221; e &#8220;Complicações das traqueotomias: avaliação e resolução&#8221;. Consulte <a href="https://www.saudecuf.pt/sites/saudecuf/files/2019-01/Cartaz_OncCabPescoco_4%C2%AAProva.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> o programa.</p>
<p>Os interessados em participar devem submeter a inscrição nesta <a href="https://academiacuf.up.events/activities/view/2152" target="_blank" rel="noopener">ligação</a>.</p>
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		<item>
		<title>FMUL promove seminário multidisciplinar sobre cancro de cabeça e pescoço</title>
		<link>https://myotorrino.pt/atualidade/fmul-promove-seminario-multidisciplinar-sobre-cancro-de-cabeca-e-pescoco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 11:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[FMUL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) organiza mais uma edição do Oncology Series, uma iniciativa que visa divulgar temas científicos e clínicos relevantes na área do cancro. O cancro de cabeça e pescoço é o tópico abordado no próximo seminário, agendado para o dia 25 de outubro, no Auditório 58 do Edifício [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) organiza mais uma edição do <em>Oncology Series</em>, uma iniciativa que visa divulgar temas científicos e clínicos relevantes na área do cancro. O cancro de cabeça e pescoço é o tópico abordado no próximo seminário, agendado para o dia 25 de outubro, no Auditório 58 do Edifício Egas Moniz.</p>
<p><span id="more-212163"></span></p>
<p>A reunião vai contar com um grupo multidisciplinar de reputados palestrantes, que vão abordar temas como “Diagnosis Challenges of Radiology”, “Is Surgery Still the Gold Standard to all Head and Neck Tumors?”, “What Role Plays Sentinel Node Biopsy?”, “New technics of Radiotherapy and means to avoid toxicity”, “Chemotherapy and target therapy – The old and the new”, “Immunotherapy &#8211; Rational and achievements in HNSCC at 2018” e “Management of late side effects and Survivorship”.</p>
<p>O <a href="https://drive.google.com/file/d/1RK1uuK-QwZyUt1JtbMvCdmSFGhlg0TrV/view" target="_parent">programa científico</a> do evento vai contar ainda com a intervenção do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP), representado pela sua presidente, Dr.ª Ana Castro, que explicará o panorama atual da doença em Portugal.&nbsp;</p>
<p>A reunião tem como presidente o Prof. Doutor Luís Costa, diretor do Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria e precursor do <em>Oncology Series, </em>e como coordenadora do programa a Dr.ª Leonor Ribeiro, assistente hospitalar de Oncologia Médica no Hospital de Santa Maria.</p>
<p>Faça <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdxQRkqkaMGlsVx_UBFBPAycVNO6O8xXQ3N1YxiDAbaVDb4Aw/viewform" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> a sua inscrição.&nbsp;</p>
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		<title>Novo programa do IFHNOS vai formar masters em cirurgia de cabeça e pescoço por todo o mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 09:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[IFHNOS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A padronização da boa técnica cirúrgica a nível mundial, aderindo aos princípios da Oncologia Cirúrgica, é fundamental. Com esse foco, a International Federation of Head and Neck Oncologic Societies (IFHNOS) lança um novo programa de &#8220;Masters of Head &#38; Neck Surgery”. Tratam-se de cursos hands-on de três dias, em qualquer parte do mundo, que incluem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A padronização da boa técnica cirúrgica a nível mundial, aderindo aos princípios da Oncologia Cirúrgica, é fundamental. Com esse foco, a <em>International Federation of Head and Neck Oncologic Societies </em>(IFHNOS) lança um novo programa de &#8220;Masters of Head &amp; Neck Surgery”.</p>
<p><span id="more-212155"></span></p>
<p>Tratam-se de cursos <em>hands-on </em>de três dias, em qualquer parte do mundo, que incluem cirurgias ao vivo e apresentações didáticas, com etapas operativas sequenciais e vídeos de técnicas operatórias adequadas. As formações serão ministradas por reputados cirurgiões.</p>
<p>Para a IFHNOS, “a exposição dos internos de cirurgia de cabeça e pescoço e dos jovens especialistas a boas técnicas de cirurgia de cabeça e pescoço e a partilha de experiências e sabedoria de líderes mundiais e professores da área, terá um enorme impacto nos cuidados prestados aos doentes com cancro de cabeça e pescoço”.</p>
<p>Os interessados em dinamizar este programa na sua região/país devem selecionar dois dos <a href="http://ifhnos.net/master_head_and_neck_surgery.html" target="_blank" rel="noopener">especialistas da <em>faculty</em> do curso</a> que gostariam de convidar e enviar uma carta de intenção para <a href="mailto:info@ifhnos.net" target="_blank">info@ifhnos.net</a>.&nbsp;</p>
<p>Mais informações disponíveis <a href="http://ifhnos.net/master_head_and_neck_surgery.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p></p>
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		<title>Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço assinala 6.ª edição da Campanha Make Sense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Sep 2018 11:29:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[campanha make sense]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o objetivo de consciencializar a população para a problemática do cancro de cabeça e pescoço e melhorar os resultados clínicos alcançados pelos doentes, a European Head and Neck Society (EHNS) criou a campanha Make Sense. Este ano marca a sua 6.ª edição, que começou no dia 17 de setembro, segunda-feira, e termina hoje. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o objetivo de consciencializar a população para a problemática do cancro de cabeça e pescoço e melhorar os resultados clínicos alcançados pelos doentes, a European Head and Neck Society (EHNS) criou a campanha Make Sense. Este ano marca a sua 6.ª edição, que começou no dia 17 de setembro, segunda-feira, e termina hoje. No âmbito da iniciativa, a Dr.ª Ana Joaquim explica ao My Otorrino o trabalho que tem sido desenvolvido nesta área pelo Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço, destacando o importante &#8220;trabalho junto dos decisores políticos&#8221; e dos clínicos, além do incentivo à investigação.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span id="more-212153"></span></p>
<p><strong>My Otorrino (MO) | Todos os anos, são diagnosticados em Portugal cerca de três mil novos casos de cancro de cabeça e pescoço. Como comenta o panorama nacional? Qual a posição portuguesa face aos outros países?</strong></p>
<p><strong>Dr.ª Ana Joaquim (AJ) |</strong> Em Portugal, o cancro de cabeça e pescoço é o 8º cancro mais comum enquanto que, nos EUA, é o 6º. Porém, analisando a epidemiologia, nos EUA a incidência dos cancros da orofaringe HPV positivos tem aumentado enquanto que, em Portugal, a epidemiologia deste tipo de cancro continua a ser muito condicionada pela elevada incidência dos hábitos tabágicos e alcoólicos. O cancro da orofaringe HPV positivo tem melhor prognóstico que os cancros de cabeça e pescoço associados aos hábitos referidos, o que explica que, em Portugal, esta doença continue a matar 3 portugueses por dia enquanto que a mortalidade nos EUA tem vindo a diminuir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem, em todo o mundo, mais de 600 milhões de pessoas infetadas pelo vírus do papiloma humano (HPV). Esta é uma das causas do cancro de cabeça e pescoço. De que forma caracteriza esta realidade?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> A infeção a HPV é uma doença sexualmente transmissível, cujo risco aumenta em função do número de parceiros sexuais. Para além do número de parceiros sexuais, também a prática de sexo oral não protegido e a má higiene oral são fatores de risco para a infeção por HPV na orofaringe.</p>
<p>A localização desta infeção na orofaringe é frequente. No entanto, felizmente a maioria dos casos de infeção orofaríngea por HPV não desenvolve cancro. Uma das áreas de investigação atuais incide nos mecanismos de carcinogénese do cancro da orofaringe HPV positivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | A campanha Make Sense foi criada pela European Head and Neck Society (EHNS) com a finalidade de consciencializar a população para esta problemática e melhorar os resultados clínicos alcançados pelos doentes com cancro de cabeça e pescoço. De dia 17 de setembro até hoje assinala a sua 6.ª edição. Passado este tempo, o que foi alcançado?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> Desde o seu início, têm sido realizadas várias iniciativas de consciencialização da população, nomeadamente rastreios. Estas atividades foram realizadas não só nos hospitais mas também junto da população em eventos públicos de grande afluência, como na Volta à Portugal em 2016, e junto dos decisores políticos, como na Assembleia da República em 2017. Importa referir que estas atividades têm sido acompanhadas sempre de informação escrita sobre a doença e disponibilidade do Grupo em esclarecer as dúvidas da população.</p>
<p>Tem sido feito um trabalho importante em conjunto com os sobreviventes desta doença, de forma a mostrar à população que existe vida, com qualidade, após o diagnóstico e os tratamentos. Um dos nossos parceiros é a Associação dos Amigos dos Doentes com Cancro Oral (ASADOCORAL), que nos tem acompanhado nas várias iniciativas. Este ano, desde 19 de setembro, está a decorrer na Assembleia da República uma exposição fotográfica de vários sobreviventes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | Que impacto teve a campanha na sociedade desde a sua origem?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> Esta campanha permitiu levantar o véu da realidade escondida que era o Cancro de Cabeça e Pescoço. Hoje em dia, fala-se desta patologia na comunicação social, o que não acontecia há alguns anos. Tanto em programas generalistas, com a participação de sobreviventes, como em órgãos especializados de sáude.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | Qual a importância de promover iniciativas como a campanha Make Sense?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> Falar-se da doença permite, por um lado, ensinar sobre a prevenção e a evicção de hábitos e práticas de risco e, por outro lado, nos casos de doença, revelar a qualidade da sobrevivência após a realização de tratamentos. Permite também colocar as necessidades, tanto a nível de prevenção como de tratamentos e seguimento, na ordem do dia dos decisores políticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | Que trabalhos têm sido desenvolvidos pelo Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> Tem sido feito um trabalho importante junto dos decisores políticos. Neste contexto, em dezembro de 2016, o gabinete do Secretário de Estado-Adjunto e da Saúde publicou um despacho que previa a implementação de um progama-piloto em oito hospitais públicos no Grande Porto, Lisboa e Coimbra, com uma linha de financiamento destinada à reabilitação oral dos sobreviventes de cancro de cabeça e pescoço.</p>
<p>Junto dos clínicos, tem sido promovida a formação, nomeadamente das profissões e especialidades que estão na linha da frente, tanto da prevenção como do deteção precoce de lesões suspeitas. Falo, naturalmente, da Medicina Geral e Familiar e, também, da Medicina Dentária.</p>
<p>Por fim, tem sido incentivada a investigação clínica, com o desenvolvimento de ensaios “in house” e a participação nos nossos centros em ensaios internacionais. O facto de a nossa presidente ter tomado posse, em março do presente ano, como secretária da direção do Grupo de Estudo de Cancro de Cabeça e Pescoço da European Organisation for Research and Treatment of Cancer (EORTC) reflete o seu dinamismo mas também a sua dedicação, enquanto Presidente do GECCP, na criação de redes que nos permitam, em Portugal, participar no que de melhor se faz pelo mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | Quais os objetivos que ficam ainda por cumprir?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> Um dos objetivos é a concretização do despacho referido na questão anterior. Apesar da sua publicação, os hospitais ainda não foram esclarecidos sobre como deverão proceder para poder beneficiar dessa linha de financiamento.</p>
<p>Outro objetivo é abrir a discussão clínica e política do alargamento da vacinação do HPV à população masculina. Atualmente, a vacinação destina-se apenas às meninas, de forma a prevenir o cancro ginecológico do colo do útero. Porém, sendo o cancro da orofaringe associado à infeção uma doença também sexualmente transmissível que, contrariamente ao cancro do colo do útero, afeta mulheres e homens, este alargamento é uma forma de prevenir este tipo de cancro.</p>
<p>Por fim, de forma mais lata, pretendemos contribuir para aumentar a percentagem de casos diagnosticados em fase inicial, em que a probabilidade de sucesso dos tratamentos é de 80 a 90%, sendo que os tratamentos são menos complexos que os necessários na fase avançada da doente. Pois ainda hoje mais de 50% dos casos são diagnosticados em fase avançada, o que, na maioria das vezes, obriga a várias modalidades de tratamentos (cirurgia, radioterapia e quimioterapia), com efeitos secundários cumulativos, e cuja taxa de sucesso é bastante inferior, com uma sobrevivência aos cinco anos que ronda os 50%.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MO | Como vê o futuro do cancro de cabeça e pescoço em Portugal?</strong></p>
<p><strong>AJ |</strong> Depois do exposto, parece-me que estamos no bom caminho em várias frentes, tanto na comunicação com a população, como com os doentes e sobreviventes, com os decisores, com os clínicos e os investigadores. É importante continuarmos este bom trabalho de equipa que tem sido desenvolvido.</p></p>
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		<item>
		<title>8.º Simpósio Cancro da Cabeça e Pescoço: prazo para submissão de abstracts termina a 3 de setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Aug 2018 11:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[8º Simpósio Cancro da Cabeça e Pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Hotel Eurostars Oasis Plaza, na Figueira da Foz, foi o local escolhido para receber a 8.ª edição do Simpósio Cancro da Cabeça e Pescoço, agendado para o próximo dia 22 de setembro. O prazo para a submissão de trabalhos termina a 3 de setembro. A organização do evento é da responsabilidade do Grupo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Hotel Eurostars Oasis Plaza, na Figueira da Foz, foi o local escolhido para receber a 8.ª edição do Simpósio Cancro da Cabeça e Pescoço, agendado para o próximo dia 22 de setembro. O prazo para a submissão de trabalhos termina a 3 de setembro.</p>
<p><span id="more-212129"></span></p>
<p>A organização do evento é da responsabilidade do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP).</p>
<p>Conheça <a href="https://www.factorchave.com/8-simposio-cancro-cabeca-pescoco/#abstracts" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> as regras para submissão de abstracts. Para submeter a inscrição ao Simpósio clique <a href="https://www.factorchave.com/wp-content/uploads/2018/05/FICHA-INSCR-8-SIMP-GECCP18.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>Acompanhe todas as novidades através do site do <a href="https://www.geccp.pt/8o-simposio-cancro-da-cabeca-e-pescoco/" target="_blank" rel="noopener">GECCP</a>.</p>
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		<item>
		<title>Reabilitação oral dos doentes com cancro de cabeça e pescoço pelo SNS ainda não é uma realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 14:43:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[cancro de cabeça e pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial do Cancro da Cabeça e Pescoço]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação oral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de ter sido publicada há dois anos uma portaria que contempla que a reabilitação oral dos doentes com cancro de cabeça e pescoço seja feita no Serviço Nacional de Saúde (SNS), “continuamos a aguardar por parte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a forma de operacionalizar este programa para que os doentes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de ter sido publicada há dois anos uma portaria que contempla que a reabilitação oral dos doentes com cancro de cabeça e pescoço seja feita no Serviço Nacional de Saúde (SNS), “continuamos a aguardar por parte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a forma de operacionalizar este programa para que os doentes possam ter acesso a próteses dentárias”. Quem o afirma é a <strong>Dr.ª Ana Castro</strong>, presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP), que, antecipando o Dia Mundial desta doença (27 julho), relembra os principais fatores de risco associados a este tipo de cancro, bem como a importância do diagnóstico precoce.</p>
<p><span id="more-212113"></span></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">My Otorrino (MO) | Anualmente, surgem cerca de 3.000 novos casos de cancro de cabeça e pescoço no nosso país, a sua grande maioria em estadios muito avançados. Apesar o seu diagnóstico poder ser feito de forma acessível e simples, existe ainda pouca consciência desta neoplasia, nomeadamente acerca das localizações possíveis e o seus primeiros sinais e sintomas. Que sinais as pessoas devem ter em conta?</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">Dr.ª Ana Castro (AC) |</strong>&nbsp;A existência de feridas/aftas, lesões brancas ou vermelhas na boca, obstrução nasal e alterações da audição unilaterais, rouquidão, dificuldade em engolir, dor de garganta que persista mais de três semanas, devem levar o doente a procurar ajuda junto do seu médico.</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | Quais os principais fatores de risco associados ao cancro da cabeça e de pescoço?</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;Os principais fatores de risco são o tabaco e o álcool, bem como maus hábitos de higiene oral. Ultimamente têm aumentado os casos de cancro da cavidade oral e orofaringe em doentes mais jovens e sem estes fatores de risco, que julgamos estarem associados à infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV).</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | A incidência da relação entre o HPV e o cancro de cabeça e pescoço tem vindo a aumentar a nível mundial. Qual a razão desta associação?</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;O aumento das infeções por HPV não está ainda justificado. Sabe-se que esta é uma infeção de transmissão sexual, pelo que esperamos que com a vacinação possa vir a diminuir a sua incidência, embora neste momento apenas haja vacina gratuita e no Plano Nacional de Vacinação (PNV) para as meninas. O GECCP tem vindo a alertar para a importância da neutralidade de género na vacinação do HPV.</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | 60% dos doentes com cancro de cabeça e pescoço são diagnosticados numa fase avançada com uma sobrevivência inferior a 20% aos cinco anos. Como prevê que seja possível tornar mais precoce o diagnóstico da doença?&nbsp;</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;O objetivo do Dia Mundial e da Semana Europeia de Sensibilização para o Cancro de Cabeça e Pescoço é dar a conhecer a doença e os seus sinais e sintomas. O GECCP tem ainda como objetivo poder fazer ações de formação para os colegas de Medicina Geral e Familiar e médicos dentistas, que poderão ser o primeiro contacto destes doentes com um serviço de saúde.</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | Quando diagnosticado numa fase inicial, o tratamento deste tipo de cancro tem uma taxa de sucesso entre os 80 e 90%. Como se processa atualmente a terapêutica desta doença? Tem havido novidades em termos de tratamento nesta área?&nbsp; &nbsp;</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;Em estadios iniciais, o tratamento pode ser a cirurgia e a radioterapia. Em estadios mais avançados, podemos ter tratamentos combinados, que conjugam cirurgia, com radioterapia e quimioterapia. No contexto da doença metastática, nos últimos anos surgiram os tratamentos com imunoterapia, que têm tido resultados muito positivos.</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | A abordagem do doente com cancro da cabeça e pescoço deve ser feita em equipa multidisciplinar. Quais as especialidades fundamentais no tratamento destes doentes?</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;O tratamento é decidido na consulta multidisciplinar, que envolve a Cirurgia maxilo-facial, Otorrinolaringologia, Cirurgia Geral, Oncologia Médica, Radioncologia, Anatomia Patológica, Neurorradiologia, Estomatologia, Nutrição e assistente social.</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | Este tipo de cancro é suscetível de criar defeitos oro-faciais resultantes do tratamento oncológico, que têm grandes implicações na qualidade de vida. De que forma se processa a reabilitação destes doentes?</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;A cirurgia já contempla a reconstrução imediata sempre que exequível. No que diz respeito à reabilitação oral, apesar de termos conseguido há dois anos que uma portaria fosse publicada contemplando que esta fosse feita no SNS para estes doentes, até à data, e após vários pedidos de esclarecimento, continuamos a aguardar por parte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) a forma de operacionalizar este programa para que os doentes possam ter acesso a próteses dentárias.</p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">MO | No dia 27 de julho assinala-se o Dia Mundial de Cancro de Cabeça e Pescoço. Como pretende o GECCP assinalar a efeméride</strong></p>
<p style="margin: 0px 0px 10px;"><strong style="font-weight: bold;">AC |</strong>&nbsp;Haverá um rastreio no Hospital Militar do Porto, onde o GECCP fará ações de esclarecimento ao público em geral.</p>
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